Champions League

Arsenal encarou a última chance como decisão e passou por cima do Olympiacos para avançar

O Estádio Karaiskakis recebeu uma decisão nesta quarta. Pouco importava se o jogo valia pela primeira fase da Champions League. O peso do duelo entre Olympiacos e Arsenal era maior que isso para as duas equipes. A pressão recaía sobre os Gunners, que não precisavam apenas da vitória, mas sim vencer por 2 a 0 ou por qualquer placar com pelo menos três gols anotados. Entretanto, os donos da casa também tinham sua dose de responsabilidade, especialmente diante do apoio que sua torcida dava nas arquibancadas. Só que a qualidade bastante superior do time de Arsène Wenger preponderou. O Arsenal levou alguns sustos, mas ganhou por 3 a 0. Contou com o poder decisivo de Olivier Giroud, bem como as boas atuações de Petr Cech, Joel Campbell e Mesut Özil.

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Apesar da necessidade no placar, os Gunners não cometeram loucuras em sua escalação inicial – até porque os desfalques deixaram opções escassas a Wenger. O que se notou claramente, no entanto, foi a postura dos ingleses na tentativa de definir a partida logo que tivessem a oportunidade. Como era de se esperar, o duelo começou bastante tenso, com muitas bolas perdidas na intermediária e as duas equipes demonstrando pouca intensidade no ataque. Porém, a contundência dos visitantes acabou sendo primordial para definir os rumos da partida. Aos 25 minutos, Giroud acertou o travessão, depois de leve desvio do goleiro Roberto. Mas o centroavante precisou só de mais quatro minutos para abrir o placar. Em fase excelente, Özil começou a jogada com grande passe para Ramsey, que cruzou para o francês desviar – ajudado também pela falha de marcação e pelo goleiro adversário.

A vantagem mínima, contudo, não era suficiente ao Arsenal. E o Olympiacos ainda pressionou no final do primeiro tempo. Os gregos começaram a se impor nas imediações da área, mas viram a defesa londrina se segurar, assim como Petr Cech transmitir uma segurança enorme. Manter a vantagem era essencial para o time de Wenger, diante da missão que ainda se prometia dura para o segundo tempo.

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E o Arsenal voltou do intervalo para logo garantir a classificação. Sem o mesmo ímpeto, o Olympiacos sofreu o segundo gol aos quatro minutos, em linda jogada coletiva dos Gunners. De novo, o lance teve início a partir dos pés de Özil, em belíssima inversão para Joel Campbell. Já o costarriquenho desequilibrou. Mesmo cercado pelos alvirrubros, fintou a marcação e deu enfiada cirúrgica para Giroud finalizar. Naquele momento, os londrinos avançavam. Mas nem tudo estava tão seguro, especialmente depois que Petr Cech precisou operar um milagre para desviar chute perigoso.

A tranquilidade veio aos 22 minutos, a partir de um pênalti cometido pelos gregos. Giroud converteu, anotando o seu primeiro hat-trick desde que chegou ao Arsenal. E também tornou a missão dos mandantes quase impossível. A partir de então, o Olympiacos precisava de três gols. Necessidade que, ao invés de se transformar em desespero e gana, acabou em desistência. Com os Gunners se postando no campo defensivo de maneira sólida, os donos da casa só deram mais um chute nos 25 minutos finais. Pouco para o tanto que necessitavam. Terão que se contentar com a Liga Europa.

Diante do desastre que se apontava, o Arsenal buscou praticamente um milagre na Champions. Deixou para trás os péssimos resultados iniciais para atuar com a seriedade e a vontade que se pede a um time de seu porte. Conquistou a classificação graças a duas noites praticamente perfeitas, ainda que as chances prorrogadas no torneio não garantam necessariamente vida longa. Com a segunda colocação, os Gunners sabem que poderão pegar um dos favoritos logo de cara nos mata-matas. Precisarão seguir com a precisão das últimas rodadas, contra adversários bem mais qualificados. Mas, até lá, ainda há tempo para recuperar os desfalques e se preparar. Neste momento, o que resta é comemorar e seguir em frente, especialmente pela maneira como o time negou a potencial crise que viria com a eliminação.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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