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Aleksandr Ceferin é reeleito presidente da Uefa até 2027 sem oposição

Presidente da Uefa desde 2016, Ceferin é reeleito e faz discurso atacando mais uma vez a Superliga Europeia

Aleksander Ceferin foi reeleito presidente da Uefa para um novo mandato de quatro anos. A eleição aconteceu no Congresso da Uefa em Lisboa, nesta quarta-feira. O dirigente agora tem mandato até 2027, o que o fora completar 11 anos no comando da entidade europeia. Ele assumiu o cargo em 2016, quando terminou o mandato de Michel Platini, afastado por acusações de corrupção das quais foi absolvido depois. O francês nunca mais voltou ao futebol.

Aos 55 anos, Ceferin terá o seu terceiro mandato na Uefa. A sua primeira reeleição aconteceu em 2019 e agora ele consegue uma segunda reeleição, que o garante no cargo até 2027. Em outubro, o esloveno já tinha declarado a intenção de se reeleger. Ele não teve qualquer oposição, o que é quase uma regra nas principais entidades do futebol mundial. Raramente os dirigentes que estão no poder têm qualquer oposição. Acontece assim na Fifa, na Uefa, na Conmebol e em outras entidades, quando há um dirigente politicamente forte no poder.

Forte oposição à Superliga

Ceferin foi uma voz muito forte contra a Superliga Europeia, uma tentativa de 12 clubes de criar uma liga separada da Uefa, em 2021. O anúncio, que aconteceu em um domingo à noite, durou apenas 48 horas, após fortes protestos de torcedores, especialmente na Inglaterra. Pouco a pouco, os clubes desistiram da iniciativa. Dos 12 inicialmente no projeto, s[o restam três ainda insistindo na ideia: Barcelona, Real Madrid e Juventus. Ao se reeleger presidente, Ceferin reiterou palavras contra a iniciativa.

“O futebol europeu já é global. E enquanto colhemos os benefícios, também estamos pagando o preço. Houve algumas tentações, e mesmo tentativas, de criar novos modelos, mas eles conflitam com o modelo europeu que conhecemos tão bem e tanto prezamos diariamente”, afirmou.

“Nosso modelo é baseado no mérito esportivo. De onde viemos, o mérito esportivo não tem um preço. O mérito não pode ser pedido. Não pode ser comprado. Só pode ser conquistado. Temporada por temporada. Dentro e fora de campo. Não há espaço para cartéis nesse continente”, continuou Ceferin, sem citar a Superliga, mas deixando referências claras.

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Defesa do modelo da Premier League

O dirigente ainda falou sobre a crítica de Javier Tebas, presidente de La Liga, em relação às receitas de direitos de transmissão da Premier League, que é o que faz a liga inglesa ter receitas muito maiores que as rivais.

“Nunca podemos esquecer que inveja nunca foi boa conselheira. Alguns meses atrás, a Uefa e suas competições eram culpadas por todos os males no futebol e as igualdades dentro das ligas. Hoje, é a Premier League Inglesa que parece estar sob ataque”, afirmou Ceferin.

“O sucesso da Premier League não foi atingido por acidente. Por adotar uma abordagem audaciosa baseada em visão, estratégia e muito trabalho duro, seus líderes e clubes desenvolveram um modelo notável baseado no mérito esportivo e uma distribuição de receitas altamente igualitária – um dos sistemas mais igualitários do mundo. Mais do que um modelo a ser destruído, este modelo deveria ser seguido”, afirmou Ceferin.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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