Espanha

‘Matheus Cunha queria que eu jogasse no Manchester United com ele’

Camisa 10 Red Devil não pôde atuar no clube com o compatriota Antony, que celebra nova fase no Betis

Matheus Cunha deixou os Wolves para ser o novo camisa 10 do Manchester United em junho. O brasileiro se tornou o primeiro reforço de Ruben Amorim no mercado do meio de 2025, mas não pôde atuar com o compatriota Antony no clube.

O atacante do Betis voltou a ressaltar a alegria de vestir novamente a camisa verdiblanca após período em baixa nos Red Devils.

Antony aproveitou bem o tempo emprestado ao time espanhol, mas precisou se reapresentar no United em maio. Treinava separado do elenco na pré-temporada e não fazia parte dos planos da comissão técnica para a campanha atual.

Ele afirmou, em entrevista ao jornal “as”, que foi importante ter o pai e amigos como Matheus Cunha por perto enquanto o futuro não era definido.

Matheus Cunha queria que eu jogasse lá (no United) com ele, mas a situação já era muito difícil. Tenho muito carinho por ele — disse o camisa 7.

Antony pelo Betis (Foto: Imago)
Antony pelo Betis (Foto: Imago)

O jogador também declarou que não falou muito com Amorim e que sequer havia muito contato com o treinador, porém, respeitou a decisão de deixá-lo fora das atividades. “Hoje estou bem, me cuidei mesmo treinando separado”, salientou.

— Depois de três meses, joguei 90 minutos, e essa é a resposta de que eu estava trabalhando.

Após United, Antony quer se consagrar no Betis e sonha com Copa do Mundo 2026

A última partida de Antony na temporada passada havia sido na final da Conference League contra o Chelsea. O brasileiro ficou sem entrar em campo nos amistosos de julho e agosto e nos quatro primeiros jogos do Manchester United no ciclo vigente.

A volta aos gramados ocorreu dia 14 de setembro, ao ser titular pelo Betis no 2 a 2 com o Levante em LaLiga. Aquele foi o primeiro embate em que o atacante atuou durante os 90 minutos. Depois, repetiu a dose contra o Osasuna, também no Espanhol, e diante do Nottingham Forest na Europa League.

— Estou muito feliz por estar de volta. É a decisão que eu queria e que minha esposa também queria — destacou.

Antony soma um gol e uma assistência em cinco aparições no time de Manuel Pellegrini em 2025/26, e espera que continue a desempenhar bem a função no ataque para entrar na acirrada disputa pela ponta da seleção brasileira na Copa do Mundo 2026.

Estêvão e Rodrygo brilharam na goleada por 5 a 0 sobre a Coreia do Sul nesta sexta-feira (10), e ainda há nomes como Gabriel Martinelli, Raphinha — que está lesionado — e Luiz Henrique — que foi bem contra o Chile — na briga por espaço.

— Vestir a camisa da Seleção sempre é um sonho e é importante. Joguei uma Copa do Mundo e sonho em jogar outra. Trabalho muito, e continuarei a trabalhar porque é um sonho voltar. Há grandes jogadores no ataque, mas também tinha quando eu fui ao Mundial. Não será diferente. Todos devemos estar no mais alto nível. Há grandes jogadores.

Outro sonho abordado na entrevista foi o de conquistar a Bola de Ouro. Aos 25 anos, Antony pregou cautela ao ser questionado se foca em ficar com a honraria e tratou o mérito como “consequência da vida”. “Penso em estar bem, em fazer as coisas com calma. Mas não é impossível, sempre se deve sonhar grande”, concluiu.

Foto de Milena Tomaz

Milena TomazRedatora de esportes

Jornalista entusiasta de esportes que integra a equipe de redação da Trivela. Antes, passou por Premier League Brasil, ESPN e Estadão. Se formou em Comunicação Social em 2019.

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