Copa do Mundo

As escolhas de Ancelotti que fizeram a diferença na goleada da Seleção sobre a Coreia do Sul

Brasil faz 5 a 0 em Seul com escalação mais ofensiva e cria desafios positivos para o técnico na montagem do elenco da Copa de 2026

A seleção brasileira venceu e convenceu no amistoso contra a Coreia do Sul no Seoul World Cup Stadium na manhã desta sexta-feira (10). Estêvão e Rodrygo balançaram as redes duas vezes cada, além de Vinicius Junior que marcou no fim, e decretaram o placar de 5 a 0 no confronto que serve de preparação à Copa do Mundo 2026.

Carlo Ancelotti voltou a optar pela escalação ofensiva 4-2-4 diante dos sul-coreanos. O sistema não foi usado na partida anterior — a derrota para a Bolívia –, mas já havia sido promissor contra Chile e Paraguai nas Eliminatórias.

A escolha do italiano elevou o nível do Brasil no quesito repertório no campo de ataque, que teve muita movimentação e agilidade, e também fez a dupla de meio-campistas se destacar.

Bruno Guimarães e Casemiro se aproximavam mais do quarteto de atacantes na transição rumo ao gol adversário e, assim, contribuíram diretamente em tentos.

Exibição da seleção brasileira deve deixar Ancelotti com ‘dor de cabeça’ positiva

O Brasil esteve muito focado durante todo o duelo. Logo aos quatro minutos, Rodrygo registrou a primeira finalização com um chute rasteiro, que passou próximo à trave esquerda do goleiro Cho.

Aliás, o ponta do Real Madrid atuou ao lado do companheiro de clube, Vinicius Junior, no lado esquerdo, e Matheus Cunha e Estêvão completaram o esquema. A movimentação ágil de todos foi fundamental na abertura do placar aos 13. A jogada se iniciou com a Seleção partindo do campo de defesa do meio para a esquerda.

Rodrygo tocou para Bruno Guimarães, que apareceu um pouco mais centralizado e encontrou um lindo passe para Estêvão aparecer nas costas da marcação. A joia chutou e balançou as redes pela primeira vez no jogo, e o capitão do Newcastle alcançou sua sétima assistência.

Aos 41, após jogada de pé em pé também na ala esquerda, o camisa 10 se mobilizou bem e foi assistido por Casemiro para marcar no retornou ao plantel brasileiro.

Na etapa final, o Brasil manteve a mentalidade ofensiva. Estêvão pressionou a saída de bola sul-coreana, roubou a bola na área e finalizou cruzado para fazer o 3 a 0 com dois minutos no relógio.

Aos quatro, a pressão voltou a dar resultado, e novamente os meio-campistas se sobressaíram. Bruno Guimarães ajudou a interceptar o toque adversário e a bola ficou com Casemiro, que deu passe para Vini Jr. O camisa 7 viu bem Rodrygo livre na entrada da área e serviu o companheiro.

O quinto gol saiu no contra-ataque. Paquetá roubou a bola e Vinicius foi lançado em velocidade por Matheus Cunha. O atacante do Real Madrid deixou o dele aos 32.

A exibição deve deixar Ancelotti com dores de cabeça positivas para montar o time titular na Copa do Mundo 2026. A disputa por vaga nas pontas ficou mais acirrada com as performances de Estêvão e Rodrygo, os artilheiros da noite em Seul.

Ainda há Raphinha — que está lesionado — e Luiz Henrique — que foi bem contra o Chile — na briga por espaço, além de Gabriel Martinelli.

Outra escolha de Ancelotti a levar em conta é jogar sem um centroavante fixo. A movimentação do quarteto titular contra a Coreia do Sul, sem um nove definido, foi um dos diferenciais assertivos no esquema adotado para o embate e deixou o Brasil muito potente.

Foto de Milena Tomaz

Milena TomazRedatora de esportes

Jornalista entusiasta de esportes que integra a equipe de redação da Trivela. Antes, passou por Premier League Brasil, ESPN e Estadão. Se formou em Comunicação Social em 2019.

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