Inglaterra

Matheus Cunha tem ‘problema’ que causa alerta no Manchester United com estatística bizarra

Atacante brasileiro tem estatística curiosa que pode preocupar Rúben Amorim

O Manchester United concretizou a sua primeira contratação na janela de transferências: Matheus Cunha, destaque do Wolverhampton, foi anunciado neste domingo (1) como reforço de peso para o novo projeto liderado por Rúben Amorim.

No entanto, antes mesmo da assinatura, o atacante brasileiro já recebeu um alerta do técnico português: vai precisar correr, e muito. A principal preocupação do português na próxima temporada será na defesa.

O papel de Matheus Cunha no Manchester United de Amorim

Com valor de transferência de 62,5 milhões de libras (cerca de R$ 480 milhões) — as cifras totais da multa rescisória –, o negócio entre United e Wolves foi oficializado como a primeira movimentação dos dois clubes para a próxima janela.

Matheus Cunha no Selhurst Park para Crystal Palace x Wolves
Matheus Cunha pelo Wovlerhampton (Foto: Imago)

A expectativa é de que Cunha assuma um papel central no esquema de Amorim, atuando como meia-ofensivo pela esquerda em um sistema com alas, modelo já conhecido pelo brasileiro durante sua passagem pelo Wolves.

Na última temporada, Cunha viveu seu melhor momento na Inglaterra, somando 17 gols e 6 assistências. Versátil, técnico e com boa leitura ofensiva, ele chega para turbinar o setor de criação dos Red Devils, que encerraram as últimas duas edições da Premier League com saldo de gols negativo.

Apesar do entusiasmo com a nova contratação, Rúben Amorim já deixou claro que espera mais do que talento de seus comandados. Em entrevista no fim de 2024, o treinador foi direto:

— É impossível vencer a Premier League sem um time que corra. Você pode ter os melhores jogadores, mas se eles não correrem, não vão ganhar.

O aviso tem um alvo claro. Segundo dados da “Opta”, Matheus Cunha foi o jogador de linha da Premier League que mais caminhou em campo entre aqueles com mais de 1.800 minutos disputados: 77,1% do tempo andando. Os outros cinco nomes no topo dessa estatística são todos defensores — entre eles, Van Dijk, Murillo e Ezri Konsa.

Para Amorim, isso é inaceitável. Seu modelo de jogo exige pressão constante, intensidade sem bola e agressividade na recomposição.

“Eles têm que correr como cães raivosos. Não importa se são os melhores tecnicamente. Se não correrem, não jogam”, continuou o português na ocasião.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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