Futebol espanhol

Real Madrid pode igualar reforços de 1º ano de Mourinho com o mesmo objetivo de 2010

Desde seu retorno, técnico português tem recebido nomes que pediu e Merengues não devem parar por aí

José Mourinho retornou ao Real Madrid para a sua segunda passagem e tem sido bem “municiado” pela gestão de Florentino Pérez. Até o momento, quatro reforços foram anunciados: Bernardo Silva, Ibrahima Konaté, Denzel Dumfries e Marc Cucurella. E ainda há mais pela frente.

Há um acerto iminente com Yan Diomande, do RB Leipzig, um dos pontas mais valorizados do mercado de transferências, e o clube também se mostra aberto a contratar Rodri, do Manchester City. Com isso, seriam seis reforços e certamente mais de 200 milhões de euros investidos.

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Valores acima até do que os Merengues gastaram no verão europeu de 2010, quando Mourinho chegou à capital espanhola para sua primeira passagem com o mesmo objetivo que o atual: desbancar o domínio recente do rival Barcelona.

Real Madrid trouxe reforços de peso a Mourinho em 2010

José Mourinho em jogo do Real Madrid em 2010
José Mourinho em jogo do Real Madrid em 2010 (Foto: Cebolla / Alfaqui/ Icon Sport)

Há 16 anos, enquanto o Real parecia perdido, o Barcelona de Pep Guardiola encantava o mundo. Havia conquistado a Champions League de 2009 — e levaria também a de 2011 — e acumulava dois títulos espanhóis consecutivos, além de ser a base da seleção espanhola campeã mundial.

A contratação do técnico português, um antídoto a Guardiola, veio com nomes para isso. Chegaram junto dele os craques Ángel Di María e Mesut Özil, além dos úteis Sami Khedira e Ricardo Carvalho e os jovens Pedro León e Sergio Canales, mas por apenas 60 milhões de euros — corrigidos pela inflação no site “Pordata”, algo próximo de 70 milhões.

Foi um mercado mais de ajustes, afinal, um ano antes haviam chegado nomes de peso como Cristiano Ronaldo, Kaká, Karim Benzema e Xabi Alonso, inaugurando uma nova era galática e custando, juntos, mais de 230 milhões (304 milhões corrigidos).

Mourinho não conseguiu nada além de uma Copa do Rei de imediato. Em 2012, porém, levou LaLiga com pontuação recorde. A Champions League não veio, mas o português retomou a autoestima do time na competição e pavimentou o caminho para a conquista de 2014 sob o comando de Carlo Ancelotti.

O técnico merengue também teve o mérito dos “jogos mentais” contra Guardiola, que deixou a Catalunha em 2012 relatando completo esgotamento, muito pela energia que gastava nos clássicos contra os rivais da capital.

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16 anos depois, o objetivo é novamente parar o Barcelona

O Real Madrid que Mourinho encontra em 2026 não é tão distante de 2010. A equipe vive uma crise, vindo de uma das piores temporadas de sua história, com nenhum título, dois treinadores diferentes e brigas entre os próprios integrantes do elenco e da comissão técnica.

A Espanha, novamente, é campeã mundial, dessa vez com uma participação merengue ainda menor: até a contratação de Cucurella, o Madrid não tinha nenhum jogador na seleção nacional, algo inédito na história.

O Barcelona, como há 16 anos, vem de dois títulos espanhóis consecutivos com a assinatura de seu treinador, Hansi Flick. O desafio do alemão foi enorme, com o time limitado a investimentos e contando com seis reforços, alguns mais modestos: Pau Victor, Dani Olmo, Wojciech Szczęsny, Joan Garcia, Roony Bardghji, Marcus Rashford e Joao Cancelo, em dois anos.

Agora, o clube catalão parece melhor posicionado no fair play financeiro do futebol espanhol e já investiu 102 milhões em Anthony Gordon e Karim Adeyemi. O valor ainda pode aumentar com um atacante, sendo Julián Álvarez o sonho atual, e um zagueiro.

Será, assim como em 2010, uma enorme tarefa de José Mourinho no Santiago Bernabéu. Ainda mais se o trunfo de ter Diomande for a saída de Vinicius Júnior, o jogador mais decisivo nos títulos recentes do Real Madrid.

A dupla estreia em LaLiga 2026/27 na segunda quinzena de agosto.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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