Endrick e mais quatro: Real Madrid avalia saídas para abrir espaço a novos reforços
Clube merengue condiciona novas contratações à saída de jogadores e avalia diferentes cenários para reformular elenco de Mourinho
O mercado de transferências do Real Madrid segue movimentado, mas os próximos passos do clube dependem de uma condição considerada indispensável pela diretoria.
Depois de reforçar o elenco com nomes como Bernardo Silva, Marc Cucurella, Denzel Dumfries e Ibrahima Konaté, além de encaminhar a chegada de Yan Diomandé e manter Rodri como principal objetivo para o meio-campo, a equipe merengue agora concentra esforços em um desafio menos vistoso, porém decisivo: abrir espaço no elenco e no orçamento antes de voltar às compras.
Vai e vem, rumores e transferências do Real Madrid na janela
Segundo o jornal espanhol “Marca”, a política adotada pelo clube neste momento é clara. Qualquer nova contratação passa, obrigatoriamente, por saídas.
A necessidade vai além do aspecto financeiro e envolve também a construção do elenco ideal para José Mourinho, que já teria definido os perfis considerados essenciais para a temporada. Isso significa que alguns jogadores perderam espaço na disputa interna, enquanto outros, sobretudo jovens promessas, podem ser negociados temporariamente para acelerar o próprio desenvolvimento.
Nesse cenário, diferentes setores do elenco entram em análise. Da defesa ao ataque, o Real avalia quem pode permanecer, quem pode render uma transferência definitiva e quais atletas teriam mais benefícios atuando regularmente em outro clube antes de retornarem ao Santiago Bernabéu.
Asencio lidera lista de possíveis saídas do Real Madrid, e Camavinga deixa grupo dos intocáveis
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O caso mais avançado, de acordo com a publicação, envolve Raúl Asencio. O zagueiro espanhol aparece como o principal candidato a deixar o Real Madrid nesta janela, em contraste com a postura adotada pelo próprio jogador durante as férias. Determinado a recuperar espaço após uma temporada complicada em 2025/26, Asencio intensificou a preparação física com o objetivo de convencer Mourinho de que poderia fazer parte dos planos.
A avaliação da comissão técnica, entretanto, aponta em outra direção. O treinador português considera prioritária a contratação de mais um defensor para fortalecer o setor, o que naturalmente reduziria ainda mais as oportunidades do jovem espanhol. Diante desse cenário, o Real trabalha em alternativas para definir seu futuro, entendendo que sua saída pode facilitar os ajustes planejados para a defesa.
No meio-campo, a situação de Eduardo Camavinga também desperta atenção. Embora o francês continue valorizado no mercado — especialmente entre clubes ingleses —, uma eventual negociação não é tratada como simples. O contrato do jogador vai até 2029, Mourinho não demonstra interesse em perdê-lo e o clube não pretende abrir mão de um atleta jovem por um valor abaixo do considerado adequado.
Ainda assim, a temporada passada modificou parcialmente seu status dentro do plantel. Marcado por atuações irregulares e menor sequência de jogos, Camavinga deixou de ser visto como um nome absolutamente inegociável. De acordo com o “Marca”, uma venda expressiva do francês teria potencial para destravar a contratação do volante que Mourinho considera indispensável para completar a reformulação do setor.
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Permanência de Gonzalo García complica cenário de Endrick
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Se na defesa e no meio-campo o debate gira em torno de vendas definitivas, o ataque apresenta uma discussão diferente. Gonzalo García era apontado como um dos jogadores com maiores chances de sair durante a janela, principalmente após receber propostas consideradas relevantes. No entanto, a visão de Mourinho teria mudado completamente o rumo dessa possibilidade.
O treinador entende que o atacante oferece características únicas dentro do elenco. Na avaliação do português, trata-se do único centroavante com capacidade para atuar como referência física, pressionar os zagueiros adversários, vencer disputas aéreas e oferecer uma alternativa tática quando o jogo exige um estilo diferente daquele normalmente proporcionado por Kylian Mbappé.
Tal mudança de percepção fortalece a permanência de Gonzalo e gera consequências diretas para outros jovens atacantes. O principal afetado é Endrick. Assim como aconteceu anteriormente em sua trajetória recente, o brasileiro volta a enfrentar uma disputa intensa por minutos em campo.
Dito isso, caso o panorama não se altere durante a pré-temporada, um novo empréstimo passa a ser tratado como uma possibilidade concreta. A ideia seria evitar que o atacante permaneça mais uma temporada com baixa minutagem, situação que poderia comprometer seu processo de desenvolvimento em um momento considerado decisivo da carreira.
A mesma lógica começa a ganhar força em relação a Franco Mastantuono. Internamente, não há dúvidas sobre seu potencial nem sobre sua capacidade de construir uma trajetória importante no Bernabéu. Justamente por isso, o clube passou a considerar com mais atenção uma alternativa que, semanas atrás, parecia improvável: encontrar um destino onde o meia-atacante possa atuar regularmente antes de assumir protagonismo em Madri.
O exemplo de Nico Paz, hoje destaque do Como, ajuda a explicar essa mudança de pensamento. O crescimento do jogador longe de Valdebebas reforçou a convicção de que alguns talentos evoluem mais rapidamente quando acumulam minutos e responsabilidades em outra equipe. Esse entendimento agora influencia diretamente a avaliação sobre Mastantuono e, em certa medida, também sobre Endrick.