Espanha

Atlético de Madrid anuncia Matheus Cunha, que ganha chance de aprender com Simeone e Suárez

Campeão olímpico, Matheus Cunha chega por € 30 milhões e terá a chance de trabalhar com Simeone e aprender com um craque como Suárez

O Atlético de Madrid, enfim, tem o seu reforço esperado no ataque. Matheus Cunha foi anunciado e sua contratação custou de € 25 milhões a € 30 milhões vindo do Hertha Berlim, segundo o AS. O jogador fechou contrato por cinco temporadas, até 2026, e chega para ser o reserva imediato de Luis Suárez e até eventualmente uma opção para se jogar junto quando for necessário. O técnico Diego Simeone queria um atacante para aumentar as opções, especialmente alguém que pudesse atuar como camisa 9, como é o caso do brasileiro.

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Aos 22 anos, Matheus Cunha se destacou na seleção olímpica. Em todo o ciclo olímpico, ele terminou com 15 gols em 16 jogos, terminando como artilheiro do período. Na Olimpíada de Tóquio 2020, fez três gols em cinco jogos. Fez gol inclusive na final contra a Espanha, em que o Brasil venceu na prorrogação e ficou com a medalha de ouro.

O camisa 9 mostrou sua versatilidade ao longo do torneio e por vezes trabalhou como segundo atacante, dando suporte a Richarlison, que se posicionava mais como centroavante. Isso variava e em outros momentos eles trocavam de posição.

Pelo Hertha, onde inclusive jogava com a camisa 10, atuava mais como um segundo atacante ou até como um meia-atacante, se movimentando e dando passes. Fez oito gols e oito assistências na temporada passada pelo clube da capital alemã.

O brasileiro não era a primeira opção de Simeone e do Atlético. O alvo inicial foi Antoine Griezmann, mas o valor pedido pelo Barcelona e o salário alto do francês impediram o negócio. O foco se voltou a Dusan Vlahovic, atacante sérvio da Fiorentina. O preço pedido pelos italianos também afastou a possibilidade. Também se tentou Rafa Mir, atacante que foi bem pela Espanha na Olimpíada, mas que se transferiu para o Sevilla após se destacar pelo Huesca na temporada passada. Ele tinha vínculo contratual com o Wwolverhampton, que não tinha ideia de aproveitá-lo.

Diferente de Vlahovic e Rafa Mir, Matheus Cunha não é um camisa 9 típico, embora tenha por vezes atuado assim pela seleção olímpica, especialmente antes da Olimpíada. Ele tem uma boa capacidade de se associar a outros jogadores de ataque, o que o aproxima mais de Ángel Correa, João Félix e Ferreira Carrasco, mas com uma melhor capacidade de finalização. Assim, ele pode ser um substituto para Luis Suárez quando o uruguaio precisar descansar. Sabe trabalhar como referência ao ataque.

Assim como Suárez, Cunha pode trabalhar segurando a bola e sendo o ponto focal do ataque, inclusive com um bom jogo aéreo, algo sempre muito valorizado por Diego Simeone. O técnico gosta de trabalhar jogadas de bolas paradas e jogadas ensaiadas. Matheus Cunha vinha fazendo a pré-temporada e pode inclusive já estar disponível para o jogo contra o Villarreal, no próximo domingo, dia 29.

A boa participação de Matheus Cunha na Olimpíada de Tóquio fez com que Matheus Cunha aparecesse na lista de convocados de Tite para a seleção brasileira principal. Contudo, há uma crise aberta entre La Liga, onde agora atua o atacante, e a Fifa. La Liga anunciou que não irá liberar os jogadores para as seleções da Conmebol na data Fifa pelo aumento do número de dias de jogos internacionais de 9 para 11. Algo similar acontece na Premier League, que se recusa a liberar jogadores que atuarão por suas seleções em países da lista vermelha do Reino Unido. Uma queda de braço que ainda terá mais capítulos até segunda-feira, data marcada para a apresentação dos jogadores.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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