Ação de Trump coloca nova barreira a dois países que estarão na Copa do Mundo 2026
Medida de Trump pode afetar entrada de cidadãos que queiram prestigiar a respectiva seleção em jogos realizados no país da América do Norte
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na terça-feira (16) decreto que restringe a entrada de cidadãos de Costa do Marfim e Senegal, países que se preparam para a Copa do Mundo 2026.
A limitação imposta às duas nações é parcial — em tese, menos restritiva. Atletas que estejam na disputa de grandes eventos esportivos, como é o caso do Mundial, não devem ser afetados, segundo a Casa Branca.
Porém, é possível que fãs provenientes desses locais enfrentem mais dificuldades para ingressar nos EUA, uma das sedes do torneio juntamente com Canadá e México.
Decreto de Trump já afetava alguns países da Copa do Mundo 2026
A Casa Branca atribuiu a decisão geral a diversos fatores, como “política externa”, “segurança nacional” e permanência ilegal de cidadãos após vistos expirados.
Relatório do Departamento de Segurança Interna do país apontou que Senegal teve 4,3% de taxa de permanência ilegal nos Estados Unidos em vistos de visitante B1 ou B2, como os que turistas devem usar para ingressar o território durante a Copa. Em relação à Costa do Marfim, o percentual divulgado foi 8,47%.

Senegal está no Grupo I da Copa do Mundo, ao lado de França, Noruega e uma seleção da repescagem a ser definida (Bolívia, Suriname ou Iraque). Costa do Marfim aparece na chave E, com Alemanha, Curaçao e Equador.
Senegaleses e marfinenses passam a integrar um grupo majoritariamente formado por nações africanas e do Oriente Médio, mas que também inclui Cuba, Antígua e Barbuda e Venezuela.
Outros dois países que estão na Copa 2026 e aparecem na lista de restrições são Irã e Haiti, mas, neste caso, a limitação é total.
Os iranianos são parte do Grupo G, que tem ainda Bélgica, Egito e Nova Zelândia, e haitianos estão no caminho da seleção brasileira no C, bem como Marrocos e Escócia.
A Fifa e o governo Trump se alinharam por força-tarefa para acelerar a emissão de vistos a pessoas com a intenção de prestigiar o torneio no país, mas ainda não há informações sobre como o sistema deve operar nas situações que envolvam locais que estão nas listas de restrição de viagem.
Essa é apenas uma das polêmicas que norteia a edição de 2026 do Mundial, que já teve, por exemplo, Trump sugerindo que poderia mudar as sedes do torneio. A controvérsia mais recente está na política de preços dos ingressos, e é direcionada à entidade máxima do futebol.



