Quem aproveitou a convocação à Seleção na reta final e garantiu sua vaga na Copa do Mundo
Ancelotti montou um 'esqueleto' coeso para o Brasil em sua passagem, mas levou jogadores que aparecem em apenas uma convocação antes da lista oficial
Carlo Ancelotti convocou os 26 atletas da seleção brasileira para a Copa do Mundo na tarde desta segunda-feira (18). Alguns eram nomes óbvios, mas outros ganharam grande destaque na reta final da preparação.
Bremer, por exemplo, não era convocado desde 2024 e, mais uma vez, vai para a Copa do Mundo tendo aparecido no time apenas uma Data Fifa antes à da lista oficial. Ibañez é outro que não havia sido chamado por Ancelotti até março, mas aproveitou a oportunidade (e as lesões) para garantir seu lugar.
Bremer, Ibañez e Léo Pereira ganharam vagas na defesa para a Copa do Mundo
A lesão de Eder Militão criou alarde em diferentes frentes. O defensor do Real Madrid era uma opção tática crucial: poderia ser titular na lateral-direita (e provavelmente seria, se estivesse saudável), ou um reserva de luxo de Marquinhos na zaga.
No fim, Ancelotti testou Fabricio Bruno, Vitor Reis e Leo Ortiz para a vaga no lado direito da zaga. O cruzeirense teve mais jogos, mas não convenceu e teve uma falha contra o Japão, seu último jogo. Bremer estreou com Ancelotti contra a França e marcou um gol.
Para além do gol, Bremer foi titular e jogou todos os minutos contra a França. Em comparação com Leo Pereira, teve mais destaque, o que também ajudou a impressão que deixou. Além disso, também tem experiência na Copa do Mundo de 2022, o que é levado em consideração por Ancelotti.
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F05%2FJogadores-do-Brasil-comemoram-gol-sobre-a-Croacia-em-amistoso-1-scaled.jpg)
Léo Pereira, por sua vez, surgiu como uma opção para substituir Gabriel Magalhães como zagueiro canhoto. Ancelotti testou Alexsandro, que foi bem nos primeiros jogos do italiano, mas se lesionou e perdeu grande parte do ciclo.
Lucas Beraldo também não convenceu nesse setor, apesar do destaque recente como volante no PSG. Leo Pereira não fez bom jogo contra a França e não comprometeu contra a Croácia, com um bom jogo em termos de construção. Foi o suficiente para garantir a vaga, também por falta de opção.
Roger Ibañez, por sua vez, é o substituto direto de Militão. O jogador do Al-Ahli também teve apenas uma convocação antes da lista final e entrou como substituto contra a França, jogando 20 minutos, e depois foi titular contra a Croácia como lateral-direito.
Ibañez foi bem como lateral e fez exatamente a função de Militão: o lateral mais construtor, que se mantém mais baixo para auxiliar na saída de bola e ajuda nas transições defensivas. Mesmo que Danilo, do Flamengo, faça a mesma função na teoria, jogou apenas 75 minutos em todo o ciclo com Ancelotti — mesmo sendo garantido pelo treinador há meses.
- - ↓ Continua após o recado ↓ - -
Danilo ganhou a vaga de Andrey, Igor Thiago e Endrick impressionaram Ancelotti
Lucas Paquetá perdeu espaço ao longo da era Ancelotti, mesmo que tenha sido convocado no lugar de Andrey Santos, e a ascensão de Danilo, do Botafogo (que tem sido chamado de Danilo Santos na seleção brasileira) fez Ancelotti decidir mudar. O botafoguense entrou muito bem contra a França e foi titular e destaque contra a Croácia, o que praticamente garantiu seu passaporte.
Danilo é um jogador diferente de Andrey. É mais explosivo e com chegada à área, uma espécie de segundo volante quase sempre presente na Seleção historicamente, mas que faltava nesse ciclo. Sua resposta com boas atuações e gol foram o bastante para convencer o italiano.
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F03%2Fdanilo-santos-selecao-brasileira-1-scaled-e1775011456930.jpg)
Já no ataque, as diversas dúvidas aumentaram com as lesões de Rodrygo e Estêvão. No fim, Matheus Cunha chegou a jogar de meia em um 4-3-3 mais tradicional, o que abriu mais espaço para centroavantes. Igor Thiago e Endrick foram chamados na última Data Fifa e deixaram boas impressões.
O primeiro é vice-artilheiro da Premier League, na cola de Erling Haaland, e quebrou o recorde de gols marcados por um brasileiro em uma edição do Campeonato Inglês. E Igor Thiago dá ao Brasil uma opção de camisa 9 tradicional que não havia sido testada na era Ancelotti — talvez uma escolha mais por possibilidades e “resguardo” do que por desempenho.
Isso porque o atacante do Brentford, apesar do destaque no clube, jogou apenas 19 minutos contra a França e 23 contra a Croácia, quando marcou um gol de pênalti. Não teve tanto tempo para mostrar serviço, mas claramente era o jogador do Brasil mais forte e capaz de sustentar zagueiros de costas, além de brigar por espaço na área.
O gol de Igor Thiago contra a Croácia surgiu em uma jogada em que Endrick sofre um pênalti, e o atacante do Lyon foi um fenômeno nos seus quase 20 minutos daquele jogo. Além de sofrer o pênalti, ainda deu uma assistência para Gabriel Martinelli.
Rumo à Copa? "É mais uma etapa dessa corrida"
Endrick também contou à Trivela sobre sua expectativa para voltar a ser chamado por Carlo Ancelotti para a seleção brasileira.
Leia entrevista exclusiva aqui: https://t.co/4to3lvkhFf pic.twitter.com/to9nRhgd7h
— Trivela (@trivela) January 9, 2026
Ancelotti já adotou um discurso com Endrick mais de preparação para o futuro do que de opção para o presente. Ainda assim, o jovem já teve ótimas experiências com a seleção brasileira antes e correspondeu à altura nos poucos minutos que teve na última Data Fifa, o que foi o bastante para garantir seu lugar na Copa do Mundo.
Rayan também aproveitou a oportunidade que teve, mesmo que quase que inexistente. O atacante do Bournemouth viveu grande momento desde que chegou à Premier League, mas só jogou 14 minutos com Ancelotti. Foi convocado apenas uma vez, na Data Fifa de março, e entrou como substituto contra a Croácia. A ausência de Estêvão e a ideia de um 4-3-3 com pontas tradicionais impulsionaram as chances do ex-Vasco.