Copa do Mundo

Gilberto Silva: ‘Veremos se Ancelotti consegue, mas não considero o Brasil um grande favorito na Copa’

Pentacampeão com a seleção brasileira ainda projetou o estilo de futebol que espera durante o Mundial 2026

A Copa do Mundo de 2026 terá início em pouco mais de um mês. Na reta final das preparações, as especulações sobre os convocados e as seleções favoritas ganham ainda mais força. No próximo dia 18, a seleção brasileira terá sua lista de convocados definitiva divulgada.

Para Gilberto Silva, titular da seleção que conquistou o pentacampeonato mundial, em 2002, o favoritismo na briga pelo título será entre França e Espanha.

Já com relação à canarinha, o ex-volante acredita que o técnico Carlo Ancelotti terá um trabalho intenso a fazer para integrar o elenco, mas, pelo pouco tempo de trabalho do italiano, o ex-volante não considera que o Brasil estará na briga pela taça.

— Vejo a França muito forte, a Espanha… vamos ver se Ancelotti consegue encaixar as peças, mas não considero o Brasil um dos grandes favoritos no momento. Quero ver Portugal; Argentina está sempre na disputa; eles reforçaram o elenco com jovens talentos e podem fazer várias coisas durante a partida. Messi vai tentar dar o seu melhor em sua última Copa do Mundo — afirmou em entrevista ao jornal “Marca”.

Gilberto Silva, esteve no penta com o Brasil em 2002 (Foto: IMAGO / Crystal Pix)
Gilberto Silva, esteve no penta com o Brasil em 2002 (Foto: IMAGO / Crystal Pix)

Copa do Mundo no estilo PSG ou Arsenal?

O brasileiro também comparou os estilos de jogos das seleções que estarão no Mundial 2026 com os clubes finalistas da Champions League. Pelo lado do Paris Saint-Germain, um formato de maior desenvoltura nas transições e, no caso do Arsenal, um maior aproveitamento nas jogadas de bola parada.

— Acho que veremos os dois estilos. Algumas equipes serão mais defensivas, mas as maiores terão mais responsabilidade de oferecer algo mais ofensivo. Em um clube, há mais tempo para trabalhar todos os detalhes e muitos anos de experiência, mas com uma seleção é completamente diferente –, destacou o ex-volante que teve passagem de destaque pelo Arsenal.

O campeão mundial também apontou para as alterações que as seleções vem sofrendo no elenco devido às lesões de última hora, como no caso do próprio Brasil de Ancelotti. O italiano já sabe que não poderá contar com nomes como Éder Miltão e Rodrygo, ambos do Real Madrid, por lesão. Estêvão, do Chelsea, ainda é dúvida. Os três foram nomes frequentes nas convocações de Ancelotti desde que ele assumiu a seleção.

Para o ex-jogador, o estilo de futebol atual mostra a necessidade de contar com atletas versáteis em diferentes setores. No caso da Copa do Mundo, também pelas ausências de última hora.

— Há jogadores que você utiliza e, quando chega a competição, não pode utilizá-los porque estão lesionados. O que temos visto, e o que veremos, é que não é mais apenas o centroavante que marca gols; você não depende tanto do camisa 9 ou do camisa 10 — afirmou.

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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