Copa do Mundo

Os 10 maiores jogadores da história que nunca ganharam a Copa do Mundo

Grandes nomes do futebol mundial não conseguiram levantar a tão sonhada taça

Vencer a Copa do Mundo é, sem dúvida, o ponto mais alto da carreira de qualquer jogador de futebol profissional. Diego Maradona e Pelé são exemplos de craques que coroaram trajetórias brilhantes ao erguer o maior troféu do esporte.

No entanto, esse sonho escapou de alguns dos maiores jogadores da história, tanto do passado quanto do presente. Cristiano Ronaldo e Kevin De Bruyne são exemplos de estrelas que ainda correm contra o tempo para adicionar a conquista às suas reluzentes coleções de títulos.

Com a Copa do Mundo 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México se aproximando, a Trivela elencou alguns dos maiores jogadores que jamais conquistaram o título mundial.

Roberto Baggio

Roberto Baggio Itália
Roberto Baggio após a derrota da Itália na final da Copa do Mundo contra o Brasil em 1994Foto: IMAGO / WEREK

Um jogador simplesmente prazeroso de ver jogar, Roberto Baggio reservava suas melhores atuações para os grandes palcos das Copas. Encantou na Itália em 1990, quando a Azzurra chegou às semifinais, e teve papel ainda mais decisivo na Copa de 1994, carregando quase sozinho a seleção italiana até a final.

O grande drama, porém, veio no momento mais importante: foi Baggio quem desperdiçou o pênalti decisivo na derrota para o Brasil nos pênaltis no Rose Bowl, em Pasadena. Ele próprio chamou aquele momento de o pior de sua carreira, e um pesadelo que ainda o assombra.

Baggio encerrou a carreira na Azzurra em 2004, dois anos antes de a Itália conquistar o título mundial na Alemanha.

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Marco van Basten

Marco van Basten Holanda
Marco van Basten pelos Países Baixos em 1992. Foto: IMAGO / WEREK

Apesar de ter a carreira interrompida por uma grave lesão aos 28 anos, em 1993, Marco van Basten conquistou três Bolas de Ouro durante um período dominante no Milan entre 1987 e 1993. Ergueu três títulos da Serie A e duas Copas da Europa (hoje Champions League), além de marcar cinco gols na Eurocopa de 1988, incluindo aquele que é considerado por muitos o mais belo de uma grande final, uma voleio antológico contra a antiga União Soviética.

Ironicamente, Van Basten nunca marcou numa Copa do Mundo. Sua única participação foi em 1990, quando a seleção foi eliminada pela Alemanha Ocidental nas oitavas de final.

Alfredo Di Stéfano

Alfredo Di Stéfano teve uma carreira de clube deslumbrante. Marcou em cinco finais consecutivas da Copa da Europa pelo Real Madrid entre 1956 e 1960, incluindo um hat-trick na histórica vitória por 7 a 3 sobre o Eintracht Frankfurt em 1960.

Seus 49 gols na antiga Copa da Europa só foram superados depois de 1992, quando a competição se expandiu para se tornar a Champions League. Ele também divide com Cristiano Ronaldo o posto de maior artilheiro do Real Madrid nos clássicos contra o Barcelona.

Apesar de marcar 23 gols em 31 jogos pela Espanha, Di Stéfano nunca disputou uma Copa do Mundo, uma lesão o impediu de participar do torneio de 1962. Curiosamente, também representou Argentina e Colômbia, mas em períodos anteriores ao retorno da Copa após a Segunda Guerra Mundial, em 1950.

Paolo Maldini

Paolo Maldini Itália
Paolo Maldini pelo Itália em Copa do Mundo 1994. Foto: IMAGO / WEREK /Sven Simon

Considerado um dos maiores defensores de todos os tempos, Paolo Maldini é um dos poucos jogadores da história a disputar mais de mil partidas. Seu recorde de 647 jogos na Serie A só foi superado por Gianluigi Buffon em 2020.

Maldini acumulou 126 convocações pela Itália antes de se aposentar da seleção em 2002, mas não conseguiu conquistar nenhum título de expressão com a Azzurra, ficando com o vice na Copa de 1994 e na Eurocopa de 2000, além de semifinais na Eurocopa de 88 e no Mundial de 1990. Foi eleito para a seleção dos melhores nos quatro torneios, atuando tanto como lateral-esquerdo quanto como zagueiro.

No clube, compensou a ausência de títulos com a seleção com cinco Copas da Europa e sete títulos da Serie A pelo Milan. Ainda assim, tendo jogado no clube até 2009, é difícil imaginar que Maldini não tenha sentido a ausência do título da Copa de 2006, conquistado pela Itália sem ele.

Michel Platini

Michel Platini França
Michel Platini pelo França em Copa do Mundo 1982. Foto : IMAGO / Sportfoto Rudel

Michel Platini conquistou três Bolas de Ouro consecutivas entre 1983 e 1985, período em que sua Juventus dominava a Serie A. Com a camisa azul da França, foi o grande protagonista da Eurocopa de 1984, marcando nove gols para encerrar o longo jejum francês em grandes torneios — e, claro, sagrando-se o melhor jogador da competição.

Com 41 gols em 72 jogos pela seleção, Platini é um dos maiores meio-campistas artilheiros da história. No entanto, a França parou nas semifinais nas Copas de 1982 e 1986, deixando o maior título do futebol fora de seu alcance.

Zico

Zico Brasil
Zico pelo Brasil em Copa do Mundo 1982. Foto: IMAGO / Colorsport

Considerado um dos maiores jogadores brasileiros a nunca conquistar a Copa do Mundo, Zico era um camisa 10 clássico, com faro de gol invejável. O próprio Pelé chegou a dizer que ele foi o único jogador que se aproximou do seu nível extraordinário.

Zico marcou mais gols diretamente de falta (101) do que qualquer outro jogador da história. Sua baixa estatura o transformou em um dos dribladores mais elegantes do esporte, e ele foi um dos pioneiros do passe sem olhar, recurso que vemos até hoje em vários brasileiros.

Com 48 gols em 71 jogos, Zico levou o Brasil às semifinais em 1978 e às quartas em 1986. Sua melhor atuação veio em 1982, com quatro gols, incluindo um contra a Argentina de Maradona, mas a Seleção acabou eliminada pela Itália por 3 a 2 numa partida que entrou para a história.

Ferenc Puskás

Com 729 gols ao longo da carreira, Ferenc Puskás figura entre os maiores artilheiros de todos os tempos. Seu pé esquerdo feroz o tornou um dos finalizadores mais letais que o futebol já viu.

Parte da lendária seleção húngara dos “Mágicos Magiares” nas décadas de 1940 e 1950, Puskás ajudou o país a conquistar o ouro olímpico em 1952, marcando cinco gols no torneio, antes de perder de virada para a Alemanha Ocidental na final da Copa de 1954, mesmo jogando com uma fratura no tornozelo.

Mesmo chegando ao Real Madrid apenas aos 31 anos, Puskás marcou 383 gols em 367 jogos pelo clube, conquistando cinco títulos consecutivos da La Liga e três finais da Copa da Europa. Encerrou a carreira com 84 gols em 85 jogos pela Hungria, com sua trajetória internacional interrompida precocemente por questões extracampo em 1956.

Eusébio

Eusébio Portugal
Eusébio pelo Portugal em 1962. Foto: IMAGO / Sven Simon

Com 11 títulos da Primeira Liga portuguesa numa carreira extraordinária pelo Benfica, Eusébio também conquistou a Bola de Ouro em 1965 e terminou vice em 1962 e 1966. É, sem dúvida, um dos maiores jogadores a nunca vencer uma Copa do Mundo.

O atacante português iluminou a Copa de 1966 na Inglaterra de um jeito que poucos conseguiram na história do torneio. Seus nove gols continuam sendo uma das maiores atuações individuais já registradas numa Copa, e Portugal terminou com a medalha de bronze.

Seus 48 gols na Copa da Europa só ficaram abaixo dos 49 de Di Stéfano, que sobre ele chegou a dizer: “Para mim, Eusébio sempre será o melhor jogador de todos os tempos.”

Johan Cruyff

Johan Cruyff Holanda
Johan Cruyff pelos Países Baixos em 1974. Foto: IMAGO / BSR Agency

Uma das figuras mais influentes da história do futebol, tanto como jogador quanto como treinador , Johan Cruyff conquistou nove títulos da Eredivisie, três Copas da Europa e um título do Campeonato Espanhol com o Barcelona. Ainda assim, a Copa do Mundo lhe escapou.

Famoso por ser um dos primeiros a executar a “pedalada de Cruyff” em nível global, ele era um gênio com a bola nos pés. Ganhou o prêmio de melhor jogador da Copa de 1974, mesmo perdendo a final por 2 a 1 para a Alemanha Ocidental, dona da casa. Marcou nas vitórias sobre Argentina e Brasil no torneio, antes de ser eliminada pela Tchecoslováquia na Eurocopa de 1976. O maior jogador da história do país de todos os tempos se aposentou da seleção antes da Copa de 1978.

Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo Portugal
Cristiano Ronaldo pelo Portugal em Copa do Mundo 2006. Foto:

Cristiano Ronaldo talvez não esteja faltando muito na vida, dinheiro, família, boa aparência, físico e gols aos monte, mas a taça da Copa do Mundo é uma conquista que ainda não veio.

O atacante português é o maior artilheiro da história do futebol e ajudou o país a conquistar a Eurocopa de 2016 e a primeira edição da Nations League em 2019. Mas para um homem que se move por padrões elevadíssimos, ilustrados pelos cinco Bolas de Ouro no currículo, somar apenas seis gols em quatro Copas do Mundo é, sem dúvida, uma fonte de frustração.

Sua melhor atuação no torneio foi o hat-trick no empate por 3 a 3 com a Espanha na Copa da Rússia. O melhor resultado de Portugal na sua era foi a eliminação por 1 a 0 para a França nas semifinais de 2006.

Foto de Axel Clody

Axel ClodyColaborador

Axel acompanha de perto todas as principais histórias do mundo do futebol, embora mantenha um carinho especial pelos clubes do norte da França — do Lens ao Lille, passando por Dunkerque — desde que se mudou da região

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