Além de Estêvão: Como as lesões podem virar pesadelo para a Seleção na Copa do Mundo
Atacante do Chelsea tem lesão grau 4 confirmada e deve viajar ao Brasil para se recuperar a tempo do Mundial
Estêvão pode ser desfalque de Carlo Ancelotti na seleção brasileira para a Copa do Mundo. O atacante do Chelsea passou por exames, depois de deixar o clássico com o Manchester United nesse sábado (18), que constataram uma lesão muscular de grau 4, problema que pode forçá-lo a passar até por cirurgia às vésperas da convocação final, que será anunciada no dia 18 de maio.
A informação foi dada pelo “The Athletic” e confirmada pela Trivela. Atacante, estafe e clube passam por incertezas nessa reta final da preparação para a Copa do Mundo — principalmente em respeito à necessidade de uma intervenção cirúrgica. A CBF, por sua vez, continua em contato com o Chelsea a respeito da situação clínica do atleta selecionável, como de praxe. Ainda não há um posicionamento oficial das partes quanto à gravidade do caso.
Com a lesão grau 4 na coxa direita, os exames apontaram uma ruptura quase completa no músculo. Se passar por reconstrução do tecido, o atleta dificilmente teria tempo hábil para se recuperar em menos de dois meses para os primeiros jogos da fase de grupos da seleção brasileira. Não está descartada a possibilidade de que ele se recupere a tempo de reforçar o Brasil.
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Ancelotti, por sua vez, ressaltou nos últimos meses a busca por jogadores que estejam “100%” para defender a seleção brasileira. Entretanto, também pontuou que ele poderia levar atletas que, na avaliação da comissão técnica e do departamento técnico, possam se recuperar durante a competição — cenário que é o mais provável para Estêvão neste momento.
Rodrygo já foi cortado por lesão da Copa do Mundo
Estêvão não seria o primeiro a ser descartado da Copa do Mundo de 2026. Antes dele, Ancelotti também precisou lidar com a ausência de Rodrygo, com lesão ligamentar no joelho — tendo, inclusive, passado por cirurgia no último mês. O atacante do Chelsea pode ser o segundo nome “certo” de Ancelotti a desfalcar o ataque.
Esse retrospecto mostra que, neste momento da temporada, o elenco de Ancelotti está jogando no limite. Não por culpa do treinador, que não tem influência sobre o trabalho em seus respectivos clubes, mas pela reta final da temporada. Raphinha, outra certeza do treinador, foi desfalque do Barcelona nos últimos jogos — incluindo na eliminação diante do Atlético de Madrid na Champions League.
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Raphinha disputou 31 partidas nesta temporada. Ficou fora dos últimos confrontos da seleção brasileira, justamente por lesão, e foi cortado do amistoso contra a Croácia em março, depois de ser titular diante da França, no Gillette Stadium.
Vinicius Júnior (48 jogos), Gabriel Martinelli (47) e Matheus Cunha (32) são outros nomes no ataque de Ancelotti que chegam com uma grande carga de jogos nas costas. O atacante do Manchester United está mais preservado em relação aos companheiros devido à ausência dos Red Devils na competição europeia.
Além do ataque, outros nomes acendem o alerta no italiano. Alisson, goleiro titular, está fora do Liverpool até a reta final da temporada e já faz a comissão técnica considerar um plano B — o trio Ederson, Bento e Hugo Souza é o favorito para a Copa do Mundo, caso Alisson seja cortado. Éder Militão, recém-recuperado, idem: o lateral-zagueiro do Real Madrid ficou fora da maior parte da temporada e retorno à equipe merengue nas últimas partidas. Ainda busca recuperar ritmo, no entanto.
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Seleção brasileira sofreu com lesões antes das últimas Copas do Mundo
Na última Copa do Mundo, Tite viveu drama semelhante. Ainda na fase de grupos, depois de duelo com Camarões, Gabriel Jesus foi cortado por conta de uma lesão. O mesmo ocorreu com Alex Telles, já no Catar, e Alex Sandro — que foi desfalque em duelos da fase de grupos, o que forçou o treinador e a utilizar Éder Militão na lateral-esquerda.
No mesmo Mundial, Neymar também sofreu com lesão no pé. Depois de confronto com a Sérvia, na estreia, o camisa 10 só retornou nas oitavas de final, contra a Coreia do Sul. Na partida seguinte, contra a Croácia, não conseguiu salvar o Brasil, apesar de marcar o único gol no empate por 1 a 1.
Quatro anos antes, Tite tomou decisão semelhante àquela que Ancelotti pode ter em relação a Estêvão. Fred, uma das principais escolhas do treinador durante o ciclo para a Rússia, estava lesionado antes do torneio, mas foi convocado. Com dores, não entrou em campo em nenhuma das cinco partidas, mesmo com a suspensão de Casemiro diante da Bélgica.
Se Estêvão não estiver apto e ficar de fora, há uma ampla lista de opções para Ancelotti. São cinco os principais nomes para o italiano: Igor Thiago e Endrick, destaques no último amistoso contra a Croácia, Richarlison (convocado em quatro das cinco listas do treinador), Lucas Paquetá (que perdeu espaço após atuações irregulares no Flamengo) e Neymar. O camisa 10 do Santos ainda não foi chamado desde a chegada do novo técnico, em maio de 2025, mas segue sendo avaliado pela comissão técnica da CBF.
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A lista final de Ancelotti será revelada em 18 de maio, no Rio de Janeiro. Antes da estreia na Copa do Mundo, a seleção ainda enfrenta Panamá, no Maracanã, e Egito, já nos EUA.