A diferença que pode definir EUA x Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026
O interessante duelo de campanhas distintas em busca de vaga nas quartas
Os Estados Unidos recebem a Bélgica no Lumen Field, em Seattle, nesta segunda-feira (6), às 21h (horário de Brasília), em um duelo das oitavas de final da Copa do Mundo 2026 entre duas seleções que chegaram a esta fase por caminhos bem distintos.
A equipe de Mauricio Pochettino garantiu a classificação do Grupo D logo na segunda rodada, e a derrota para a Turquia na última partida do grupo foi irrelevante, que abriram o placar em todas as partidas, incluindo a vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia-Herzegovina na rodada prévia.
O caminho da Bélgica foi muito mais turbulento: precisou de uma goleada por cinco a um sobre a Nova Zelândia para terminar na liderança do Grupo G antes de precisar de uma virada épica na prorrogação para superar o Senegal por três a dois na rodada anterior.
Pochettino parecia prestes a perder seu artilheiro, Folarin Balogun, após a expulsão contra a Bósnia-Herzegovina, mas a decisão da Fifa de suspender o banimento restaurou sua disponibilidade para o confronto. Enquanto isso, Rudi Garcia segue em busca de uma fórmula para tirar a Bélgica dos arranques letárgicos. Com isso em mente, a análise dos contrastantes padrões de início de jogo das duas equipes antes do duelo de terça-feira.
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Começos explosivos x arranques lentos: as Copas do Mundo opostas de EUA e Bélgica
Os EUA marcaram antes dos sete minutos contra o Paraguai, quando Damián Bobadilla desviou para o próprio gol após pressão de Christian Pulisic e Weston McKennie pelo lado esquerdo. Balogun ainda fez um doblete no primeiro tempo para selar a vitória por quatro a um antes do intervalo, definindo o tom da campanha na fase de grupos.
O padrão se repetiu contra a Austrália, com mais um gol precoce antes dos 11 minutos, quando Cameron Burgess desviou o cruzamento de Balogun para o próprio gol, antes de Alex Freeman ampliar no triunfo por dois a zero.
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Mesmo com um time bastante modificado contra a Turquia, os americanos começaram rápido, com Auston Trusty marcando antes dos três minutos em cobrança de bola parada, em um jogo que acabariam perdendo por três a dois depois de já terem garantido a classificação.
A Bélgica conta uma história bem diferente: saiu atrás com o gol de Emam Ashour aos 20 minutos, antes de Romelu Lukaku entrar do banco para forçar um gol contra aos 66 minutos e salvar o empate por um a um com o Egito. Depois, produziu apenas sete finalizações no alvo em um estéril empate contra o Irã, antes de finalmente engrenar com a goleada por cinco a um sobre a Nova Zelândia. Na rodada anterior, precisou de prorrogação e de uma virada incrível de dois a zero para superar o Senegal.
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Por que sofrer o gol primeiro pode ser fatal para a Bélgica
Os EUA venceram três dos quatro jogos em que abriram o placar neste torneio, com a única exceção sendo a derrota com o time reserva para a Turquia, após a classificação já estar confirmada. A Bélgica, por sua vez, já foi forçada à virada em diversas ocasiões, seja buscando o empate contra o Egito ou revertendo desvantagens para sobreviver na competição.
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Há ainda um peso histórico: os Diabos Vermelhos eliminaram os EUA exatamente nesta fase em 2014, um resultado que ambas as equipes ainda lembram bem ao se reencontrarem no mata-mata. Se os Estados Unidos marcarem cedo mais uma vez, a Bélgica corre o risco de ser empurrada novamente para um jogo reativo, cenário que já perturbou a equipe de García no torneio.
Como Rudi Garcia pode evitar mais um arranque lento
Lukaku disputou pouquíssimos minutos pelo Napoli nesta temporada, restrito a apenas 64 após uma lesão recorrente na pré-temporada, o que levanta dúvidas sobre seu ritmo de jogo antes do torneio.
Mesmo assim, a falta de profundidade no setor de centroavante da Bélgica o torna indispensável: o jogador de 33 anos é o único atacante de área reconhecido no elenco.
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Charles De Ketelaere tem tido dificuldades como falso nove sem marcar nas três partidas como titular, enquanto as entradas de Lukaku do banco foram decisivas tanto para salvar o empate contra o Egito quanto para iniciar a virada sobre o Senegal.
Apesar de não ter influenciado o duelo contra o Irã na única vez em que foi titular, sua presença física e ameaça dentro da área constroem um argumento forte para que comece a partida desta vez, na tentativa de evitar mais um início letárgico.
Por que a liberação de Balogun pode manter o início explosivo dos EUA
Balogun esteve diretamente envolvido no gol de abertura dos EUA em todas as partidas em que foi titular nesta Copa do Mundo, seja marcando, dando assistência ou forçando gols contra com sua movimentação e pressão.
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A suspensão do atacante do Monaco inicialmente o tiraria do confronto, mas a decisão da Fifa de suspender o banimento o liberou para enfrentar a Bélgica, representando um enorme reforço para Pochettino.
A decisão restaura o jogador mais associado ao ritmo ofensivo precoce dos EUA, evitando que a seleção precise depender de Ricardo Pepi para manter o padrão dos começos explosivos.