Copa do Mundo 2026

Estados Unidos 2 x 0 Bósnia: Balogun marca, é expulso e vira personagem da classificação dominante

Atacante marcou um gol impedido e outro que valeu, mas vira desfalque nas oitavas contra a Bélgica

Os Estados Unidos venceram a Bósnia e Herzegovina por 2 a 0 nesta quarta-feira (1), em jogo válido pelos 16 avos da Copa do Mundo de 2026. Os gols foram marcados por Folarin Balogun e Malik Tillman.

Com o resultado, a seleção americana enfrentará a Bélgica nas oitavas de final — depois de uma virada histórica dos belgas diante de Senegal. O jogo será na próxima segunda-feira (6), às 21h no horário de Brasília.

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Estados Unidos 1×1 Bósnia: O que aconteceu?

A ideia central do time de Mauricio Pochettino se manteve na fase de 16 avos e foi crucial para que os Estados Unidos conseguissem furar o bloqueio bósnio. Principalmente por conta da linha de cinco defensores.

Os EUA têm um time que é paciente para construir, mas dinâmico para chegar ao último terço e pressiona forte quando perde a posse. São movimentos combinados dos alas e meias a base do jogo americano.

Americanos e Bósnios tiveram diversas brigas ao longo do jogo
Americanos e Bósnios tiveram diversas brigas ao longo do jogo (Foto: Zuma / Icon Sport)

Construindo em um 3-1 sem grande pressão adversária nos zagueiros, os estadunidenses tinham espaço para que principalmente Sergiño Dest atraísse Sead Kolasinac para criar espaço para Weston McKennie conseguir entrar no último terço. Dest puxava seu opositor para o lado para criar o intervalo no meio-espaço, mas também trocava de posição com o camisa 8 e criava confusão na defesa.

Do outro lado, Antonee Robinson e Christian Pulisic também alternavam entre quem ocupava a amplitude e quem operava entrelinhas para gerar perigo. Tabelas e ataques aos espaços foram a toada do ataque americano.

Foi assim que Folarin Balogun conseguiu marcar seu gol na primeira etapa: correu nas costas da defesa e aproveitou o erro individual ao afastar a bola para ter uma finalização tranquila.

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Estados Unidos x Bósnia: Balogun com altos e baixos da classificação

Para além de um destaque coletivo, Balogun foi um nome importante para os EUA. Havia marcado um gol anulado na primeira etapa, mas conseguiu guardar ainda na primeira etapa justamente nessa função de atacar espaços.

O gol impedido, marcado antes, também nasce em uma das principais características do time de Pochettino: a pressão alta pós-perda. É depois de um lançamento americano que não dá certo, mas a bola é recuperada rapidamente para gerar o gol.

Balogun marcou e goi expulso na classificaŋo dos EUA
Balogun marcou e goi expulso na classificaŋo dos EUA (Foto: Zuma / Icon Sport)

No entanto, o centroavante foi expulso aos 65 minutos após uma falta dura, mesmo que acidental, em Tarik Muharemovic — em uma disputa, perde o equilíbrio na hora de tentar roubar a bola e dá uma solada no tornozelo do adversário, que parece ter torcido. Após análise no VAR o árbitro brasileiro Raphael Claus o expulsa.

Sem Balogun, a Bósnia teve momentos de domínio e conseguiu flertar com os 70% de posse no segundo tempo. Mas, no fim, Malik Tillman ainda marcou de falta aos 82 minutos para consolidar o resultado e dar tranquilidade após a expulsão de Balogun.

O que esperar dos Estados Unidos nas oitavas de final da Copa do Mundo

Ao vencer a Bósnia, o time de Pochettino enfrentará a Bélgica nas oitavas. Os belgas não vêm de grandes desempenhos no Mundial, mesmo com uma virada histórica contra Senegal.

Na sua partida dos 16 avos, a Bélgica começou perdendo por 2 a 0 e assim se manteve até os 40 minutos do segundo tempo. Foi dominada por um time com um meio-campo fluido, contramovimentos dos meias que combinavam ataques à profundidade e descidas ao meio e sofreu com isso.

A sequência de dois gols em lances de cruzamentos e bolas perdidas nos últimos cinco minutos desestabilizou os senegaleses e, no fim, a Bélgica venceu na prorrogação com um pênalti. Mas mostrou muitas debilidades defensivas, dificuldades de criar e astros como Kevin De Bruyne em um nível abaixo do esperado.

Suspenso, Balogun deve dar espaço a Ricardo Pepi no time titular. O camisa 9 pode fazer a mesma função de atacar espaços, mesmo que não seja tão explosivo, e ser uma opção de centroavante mais habilidoso.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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