Copa do Mundo: Antes do adeus à França, Deschamps já mira o comando de outra seleção
No comando da França há 14 anos, treinador deixará cargo no país e deve ser substituído por Zinedine Zidane
Didier Deschamps muito provavelmente passará o bastão para Zinedine Zidane no comando da França após a Copa do Mundo. E agora já começa a pensar no seu futuro como treinador. O comandante francês avalia as possibilidades que possui, dentre elas a de assumir a conturbada seleção italiana.
Segundo o ‘La Gazzetta Dello Sport’, Deschamps que ostenta a marca de ser campeão da Copa do Mundo como jogador (1998) e treinador (2018) – feito igualado apenas por Mario Lobo Zagallo e Franz Beckenbauer – é um dos nomes favoritos para assumir a Azurra, que vive uma crise sem precedentes, sem conseguir se classificar para as últimas três edições do Mundial.
— Além disso, ele conhece bem e gosta da Itália, país onde se destacou como jogador e iniciou sua trajetória como treinador. Sempre que pode, inclusive, fala italiano com naturalidade. Ou seja, a “autocandidatura” do francês tem seu charme, ainda mais porque já há um França x Itália programado para outubro, pela Nations League — escreveu o jornal.
Deschamps está no comando da França há 14 anos. O treinador chegou em 2012. Ele se tornou o técnico mais longevo da história dos Le Bleus.
Ao todo, são 176 jogos no comando dos franceses até o momento, com 114 vitórias, 35 empates e 27 derrotas. Além de ter sido campeão do mundo em 2018, o treinador foi vice-campeão em 2022, chegou à final da Eurocopa em 2016 e venceu a Nations League em 2021.
— Não descarto nada. Todos sabem que estarei disponível após a Copa do Mundo. Tenho o privilégio de poder escolher — afirmou o treinador nesta quinta-feira (14) após anunciar a convocação para a Copa do Mundo.
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Relembre a trajetória de Deschamps pelo futebol italiano
Deschamps chegou ao futebol italiano em 1994. O jogador assinou com a Juventus após passagem pelo Olympique de Marselha. Apesar de nunca ter sido capitão da Velha Senhora, o francês era um dos líderes do elenco. Em Turim, ele permaneceu por cinco temporadas, conquistando uma Champions League, três Campeonatos Italianos, uma Copa da Itália, uma Copa Intercontinental e uma Supercopa da UEFA.
Na época, a Serie A era considerada a principal liga da Europa e os principais jogadores do mundo atuavam na competição. A experiência na Itália foi tão marcante que Deschamps até hoje busca peças para a seleção francesa no país.
— A experiência italiana foi fundamental para Deschamps, que segue de perto o futebol do país até hoje. Não por acaso, também buscou na Serie A peças importantes para a seleção francesa nesta Copa do Mundo. Entre os convocados estão nomes como Maignan e Rabiot, do Milan, Koné, da Roma, e Thuram, da Internazionale, utilizado como peça versátil em um setor ofensivo já recheado de talento — afirma a “Gazzetta Dello Sport”.
— Mesmo os atletas que ficaram fora da lista final seguem no radar do treinador. Deschamps lembrou recentemente que todos os pré-convocados devem permanecer à disposição até 15 de junho. Entre eles aparecem os Kalulu e Khéphren Thuram (ambos da Juventus), irmão de Marcus — completou.
Não à toa, Deschamps voltou para a Itália quando já atuava como treinador. Após deixar o Monaco, o treinador assinou com a Juventus, com a missão de ajudar na volta à elite do futebol italiano, após o rebaixamento em 2005. Conseguindo o que era esperado, o treinador optou por deixar o cargo, o que mais tarde classificou como “erro de juventude”.