Banco da Argentina gritou por mudanças, mas é velha guarda quem garantiu final
Lionel Scaloni manteve quase toda a estrutura e, no fim, contestados garantiram contra a Inglaterra a ida à decisão da Copa do Mundo
O mata-mata da Argentina até a semifinal contra a Inglaterra era ruim. As classificações sobre Cabo Verde, Egito e Suíça vieram muito mais na mística de um time vencedor e pela técnica de Lionel Messi do que por um desempenho coletivo consistente. A emoção também ocorreu frente aos ingleses, mas dessa vez o nível apresentado foi o melhor na Copa do Mundo.
Antes da partida com os ingleses, a situação física de Enzo Fernández e Alexis Mac Allister parecia delicada. O banco de reservas clamava por mudanças. Seria o momento para os jovens Nico Paz e Valentín Barco, como foram com Enzo Fernández e Julián Álvarez no título de 2022? Não. Lionel Scaloni até efetuou mudanças na semifinal, mas, no fim, quem salvou foi a velha guarda.
— Não é arrogância, somos únicos — disse o técnico após a histórica classificação.
Scaloni mudou Argentina, mas precisou de pilares para vencer
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Giuliano Simeone no lugar de Rodrigo de Paul foi a única mudança na Argentina em comparação ao jogo anterior. O ponta entrou para ficar bem aberto no lado direito; na esquerda, essa função ficava com Nicolas Tagliafico. Até que o jovem de 23 anos teve participações importantes, acionado em velocidade em alguns momentos.
Só que o poder decisivo ficou para outros nomes, os que Scaloni preferiu manter. Enzo foi um deles. O meia do Chelsea, depois de tantos jogos sofridos para a Argentina, mostrava desgaste. Mas isso não apareceu em Atlanta, nos Estados Unidos.
Fernández, à direita do meio-campo, foi essencial para apoiar a saída de bola argentina, principalmente quando recuava entre os zagueiros enquanto Leandro Paredes puxava a marcação de Harry Kane. Ele tentou três chutes perigosos de fora da área até que, no quarto, acertou um golaço para empatar a partida. Ainda terminou a partida como o líder em ações com bola (104), em passes certos (84) e lançamentos certos entre jogadores de linha (3).
O outro membro do meio-campo contestado era Mac Allister. Com menos participação na construção, o jogador do Liverpool serviu para atacar a área. Acertou a trave em duas oportunidades. Uma delas, segundos antes de Lionel Messi cruzar e Lautaro Martínez confirmar a virada.
Até De Paul, que retomou sua vaga no lugar de Simeone, aos 26 minutos, teve um papel importante em ser mais uma opção para ocupar o centro do campo em momento em que a Inglaterra se retrancava para segurar o resultado.
Scaloni, como na partida com a Suíça, empilhou homens na área para buscar o resultado. Nicolas Otamendi, pilar em 2022, entrou como centroavante. Nico González virou lateral-esquerdo quando o atacante Lautaro, o herói do jogo, substituiu Tagliafico.
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Messi se recusa a ser eliminado e Argentina pune estratégia precoce da Inglaterra para se garantir na final da Copa do Mundohttps://t.co/XafgVk6zEk
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E para a final da Copa do Mundo com a Espanha?
O campo mostrou que ainda há mais fôlego nos pilares da Argentina. Scaloni deve repetir toda a estrutura do time, mas com a dúvida na direita. De Paul ajuda na retenção da posse de bola e na ocupação do centro do campo para potencializar o jogo de passes curtos argentino.
Na final da Copa contra a Espanha, que também adora ter a bola, pode ser uma estratégia para tentar tirá-los da zona de conforto.
Se o treinador argentino optar por Simeone, a ideia é ter alguém incansável para recompor o lado do campo onde Marc Cucurella tem ido muito bem e também ser uma única arma em velocidade para ser acionada em contra-ataques. A decisão está marcada para este domingo (19), às 16h (horário de Brasília).