Copa do Mundo 2026

Argentina 3 x 1 Suíça: Messi e golaço de Álvarez salvam time cansado e longe de sua filosofia

Albiceste chega à semifinal na Copa do Mundo em outro jogo fraco, mas prometem luta além do futebol contra a Inglaterra

Não foi fácil de novo, mas a Argentina está na semifinal da Copa do Mundo 2026. Na madrugada deste domingo (12), lutou por 120 minutos e só bateu a Suíça graças a um golaço de Julián Álvarez que resgatou o time na prorrogação e deu ânimo para Lautaro Martínez ainda fazer o 3 a 1 em Kansas City, nos Estados Unidos. Uma atuação absolutamente abaixo dos argentinos, como tem sido em todo o mata-mata.

A Albiceleste, mesmo pior, vencia a partida até os 22 minutos do segundo tempo. Mac Allister, em assistência de Lionel Messi — que virou o maior garçom da história do Mundial –, abriu o placar em escanteio. Dan Ndoye empatou de forma merecida, mas a expulsão boba de Breel Embolo, em simulação no meio-campo, logo na sequência do gol, acabou com a esperança suíça de virar o placar.

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Sorte que Álvarez surgiu, com assistência de Flaco López, do Palmeiras, de fora da área, para dar uma chapada espetacular no ângulo aos 112 minutos. Em contra-ataque nos acréscimos, Lautaro fez o dele. Uma vitória no suor, distante do que é o melhor dos argentinos.

Argentina x Suíça: Como foi o jogo

Foi um primeiro tempo boa parte com a posse de bola dominada pelos suíços, que sofreram para incomodar a defesa argentina, muito pela ausências de Johan Manzambi e Rubén Vargas. A melhor jogada, em contra-ataque, veio dos pés de Dan Ndoye para Breel Embolo dividir com Emiliano Martínez. A Argentina, além do gol em bola parada, só tinha incomodado justamente nos lances anteriores, com chute desviado de Mac Allister para fora.

Mesmo que tenha voltado levemente melhor, a Argentina foi logo novamente dominada, tomou o empate e poderia ter sofrido a virada se não fosse Dibu Martínez. Veio a expulsão de Embolo e tudo mudou. A Albiceste passou a rondar a área e ficou a detalhes de confirmar a vitória no tempo normal com chances de Mac Allister, Messi e Lisandro Martínez. Não deu.

Na prorrogação, as tentativas foram diversas. A pressão continuou. Gregor Kobbel seguia brilhando nas intervenções até que Álvarez mandou um petardo indefensável. Lautaro, quando a seleção suíça se lançou ao ataque, teve o espaço para ampliar em sobra de chute de Thiago Almada. Pela reta final, merecido. Pelo jogo em geral até a metade do segundo tempo, não tão merecido.

Lionel Messi, capitão da seleção argentina
Lionel Messi, capitão da seleção argentina (Foto: DeFodi Images / Icon Sport)

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Seleção argentina vence apesar de jogo muito distante do que gosta

Até a expulsão, a Suíça dominou a posse de bola e, quando não a tinha, pressionava a Argentina individualmente no campo de ataque. Com isso, o selecionado de Lionel Scaloni forçava lançamentos — tentou 48, de longe o maior número em toda a Copa –, o que não é seu melhor jogo.

A Argentina quer trocar passes por dentro pela presença de Messi, Mac Allister, Rodrigo de Paul, Enzo Fernández e Leandro Paredes. No fim, nenhuma grande trama de passes envolveu o quinteto por conta da pressão e domínio suíço, que obrigou quatro boas defesas de Dibu antes do cartão de Embolo.

A questão física da seleção albiceleste também pesou, como já havia acontecido nas classificações sobre Cabo Verde e Egito. A situação em especial de Enzo e De Paul, figuras essenciais para fechar o centro do campo, chama atenção.

Semifinal com a Inglaterra promete

Pela frente na semifinal, na próxima quarta-feira (15), a Argentina enfrenta a Inglaterra, que superou a Noruega de Haaland, em um confronto cercado de peso histórico e geopolítico.

Uma partida que pode expor ainda mais os problemas físicos argentinos, afinal, o lado inglês tem sua base na Premier League, a liga mais intensa do mundo, e um time em grande fase.

A questão é como o peso de um país que não ganha nada desde 1966 pesará ao English Team contra um lado que não tem pressão por taças, mas que pode sentir a sequência de um mata-mata com duas prorrogações e uma vitória desgastante fim contra o Egito.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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