Copa Ouro

Hoppe foi o nome da vitória do jovem time dos Estados Unidos sobre a Jamaica, que avança à semifinal

Em jogo complicado para a seleção americana, vitória por 1 a 0 foi o bastante para levar a equipe à semifinal, onde enfrentará o Catar, que superou El Salvador

O jovem time dos Estados Unidos conseguiu a classificação à final da Copa Ouro na noite deste domingo, com vitória por 1 a 0 sobre a Jamaica. Em jogo disputado no AT&AT Stadium, em Arlington, Texas, o time americano precisou mostrar a que veio e conseguiu o gol da vitória só na parte final do jogo, aos 38 minutos do segundo tempo. O autor do gol é um jogador ainda relativamente pouco conhecido: Matthew Hoppe.

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Os americanos levaram um time para a Copa Ouro sem suas estrelas que atuam na Europa, como Christian Pulisic, seu principal nome atual. O time principal foi usado para as finais da Liga das Nações da Concacaf e, para a Copa Ouro, o técnico Gregg Berhalter decidiu levar uma equipe bem mais jovem para a disputa do torneio continental da Concacaf. O time tem a grande maioria de jogadores da MLS, com alguns nomes vindos da Europa, como o próprio Hoppe, jogador do Schalke 04 e com apenas 20 anos.

A ideia do técnico era dar oportunidade para jogadores que não estavam no time habitual de Berhalter. Hopper estreou no time principal do Schalke apenas recentemente, em novembro, em meio a uma campanha caótica que culminaria no rebaixamento dos Azuis Reais. Ainda assim, o americano conseguiu brilhar e marcou um hat-trick no dia 9 de janeiro, em uma rara vitória do time sobre o Hoffenheim por 4 a 0. No total, seriam seis gols na campanha de 2020/21.

O jogo foi apertado, os americanos tiveram mais a bola, mas os jamaicanos também levaram perigo. Foram 11 chutes americanos, nove dos jamaicanos, mas os dois acertaram o gol cinco vezes. O goleiro americano, Matt Turner precisou fazer cinco defesas. O jamaicano, Andre Blake, fez quatro.

Para tentar a vitória, o técnico Gregg Berhalter trocou o ataque aos 18 minutos do segundo tempo. Tirou Daryl Dike e colocou Gyasi Zardes, e tirou Paul Arriola para colocar Cristian Roldán. Só que o treinador preferiu manter Hoppe em campo. Hoppe acabou sendo o jogador que mais finalizou no gol na partida, três vezes. A terceira foi justamente o gol, aos 38 minutos do segundo tempo. Em um cruzamento de Roldán pela direita, Zardes até subiu, mas foi Hoppe que chegou para tocar de cabeça na segunda trave e mandar para a rede: 1 a 0.

Hoppe aproveitou bem a chance na Copa Ouro e foi o destaque americano no jogo. Com força física e muito participativo, ele foi o jogador que parecia melhor no ataque da equipe. “Eu acho que o modo como ele foi capaz de criar chances, ele tem um olhar claro para o gol e isso se deve à sua movimentação na área. Ele estava triturando. Quando um jogador coloca esse tipo de esforço em campo, se mantém firme e segue em frente, queremos continuar com ele porque achamos que ele estava fazendo um bom trabalho e porque ele causa um perigo ao gol adversário”, descreveu o técnico dos Estados Unidos.

O adversário dos americanos será a seleção do Catar, convidada da Concacaf para a Copa Ouro. Campeão da Copa Asiática e sede da Copa do Mundo de 2022, a seleção catariana quer ganhar experiência para ter um bom desempenho em casa. Até aqui, faz campanha muito boa na competição, com 12 gols em quatro jogos. Nas quartas, venceu por 3 a 2 o time de El Salvador, no sábado.

As semifinais serão disputadas na próxima quinta-feira, com Catar e Estados Unidos às 20h30, no Q2 Stadium em Austin, enquanto os mexicanos estarão frente a frente com o Canadá, no NRG Stadium, em Houston. A final será no dia 1º de agosto, domingo, no Allegiant Stadium, em Paradise, Nevada, que é usado normalmente pelo Las Vegas Raiders, da NFL.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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