Brasil

Zagueiro-artilheiro, cria do Ninho quer alçar voos ainda mais altos no Flamengo

Artilheiro do Flamengo na Libertadores sub-20, Iago falou com a Trivela sobre referências, estilo de jogo e memórias de amigos

Para encerrar o ciclo de entrevistas sobre a Libertadores sub-20, nada melhor do que o Capitão América Iago para falar sobre o Flamengo. Um daqueles líderes em campo, que teve um destaque muito diferente para um defensor, terminando como artilheiro da competição. Tudo isso pode culminar em novas oportunidades para a jovem promessa.

A Trivela teve a oportunidade de conversar com o capitão, que revelou detalhes sobre esse papel de liderança nos vestiários. Além disso, ele falou sobre esse faro de artilheiro, além de deixar referências do atual elenco, no intuito de fazer história como eles fizeram.

— Muito bom ser um dos artilheiros da Libertadores junto com meu companheiro de equipe. Acho que é fruto de muito trabalho que a gente vem fazendo desde um tempo — analisou Iago.

A grande performance na Libertadores sub-20

Como mencionado, Iago não foi apenas o capitão do Flamengo, mas um dos principais responsáveis pelo título. Ele se comportou como um pilar de uma das melhores defesas da Libertadores sub-20, tendo sofrido apenas quatro gols e, quando foi ao ataque, deixou sua marca. Foram quatro bolas na rede, a maior marca para um zagueiro na história do torneio.

Ele só não foi o artilheiro isolado da competição porque Wallace Yan o acompanhou. O atacante de beiradas marcou outras quatro vezes, todas na primeira fase. Iago, no entanto, foi mais decisivo, garantindo a vaga na decisão com dois tentos diante do Rosário Central. O zagueiro explicou um pouco mais sobre esse olhar de goleador.

— Acho que eu sempre tive essa boa chegada na área com bola parada, com pênalti. Com pênalti eu sempre bati, venho treinando mais e mais para sempre aprimorar aí e fazer mais gols — disse.

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O papel de liderança no Flamengo

Fora os gols e a performance, a braçadeira de capitão é algo que diferencia ainda mais Iago dos outros atletas. Essa tranquilidade foi importantíssima para o Flamengo na Libertadores, já que a equipe teve que passar por três viradas, contra Aucas, Rosario Central e Boca Juniors, sendo as últimas duas no mata-mata.

— Papel de liderança sempre muito importante não só para mim mas acho que para o grupo para a nossa coletividade também. Eu sempre venho frisando bastante que o papel muito importante na Libertadores foi unir o grupo deixar todo mundo bem bem firme, bem tranquilo, concentrado para os jogos. Acho que isso é sempre bom ter tem um cara ali que às vezes cobra que chama rapaziada para cima — comentou.

Iago comemora um dos seus gols na Libertadores sub-20 (Foto: Divulgação/Conmebol)

Modelos a seguir

Já na reta final da entrevista, Iago falou um pouco mais sobre as suas referências no Flamengo. Pensando na zaga, o principal ídolo é David Luiz, por tudo que fez na carreira, mas Léo Pereira não fica atrás. O mais importante, segundo o jovem defensor, é fazer história no Rubro-Negro.

— Referência no atual elenco do Flamengo, David Luiz, pela sua carreira, Léo Pereira também, que vem agora vivendo um ótimo momento, mas acho que fazer história no Flamengo é um objetivo sim, jogar no profissional do Flamengo, ter boas atuações, conquistar títulos como foram os outros zagueiros que passaram pelo Flamengo também — finalizou.

História de vida forte

É importante citar, para jamais esquecer, que Iago entrou em campo na Libertadores sub-20 carregado por lembranças. O jogador havia perdido o avô duas semanas antes da viagem, justamente no mesmo dia que a tragédia do Ninho do Urubu completou cinco anos. A data, sem dúvida, ganhou um ar de tristeza em dose dupla.

Iago perdeu um grande amigo, Arthur Vinícius, a quem considerava um irmão naquele incêndio que ceifou a vida de outras nove jovens promessas. Ele chegou a falar sobre o assunto após o título, com muita emoção: seus pensamentos sempre estarão com eles.

— Sei que o Arthur está por perto. Torcendo por mim, pelo Flamengo e com o sorriso de sempre no rosto. Arthur era um irmão para mim. Sempre que puder, usarei uma camisa com a foto dele por baixo do manto. Vou jogar, sempre, pelo Flamengo, pela minha família, por mim, pela memória do meu avô, Otacílio, e pelo Arthur — disse, ao UOL.

Iago, assim como outros que falaram à Trivela, como Lorran e Caio Garcia, seguem como pilares da equipe de Mário Jorge para a sequência da temporada. Fora a Libertadores, e a Copinha, cuja campanha foi surpreendente, o Flamengo sub-20 ainda terá o Estadual, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro da categoria por disputar. O mais importante, contudo, fica para o Mundial de Clubes, que deve acontecer no segundo semestre.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme XavierSetorista

Jornalista formado pela PUC-Rio. Da final da Libertadores a Série A2 do Carioca. Copa do Mundo e Olimpíada na bagagem. Passou por Coluna do Fla e Lance antes de chegar à Trivela, onde apura e escreve sobre o Flamengo desde 2023.

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