Ainda sem vencer pelo Internacional, Roger quer moldar um Maurício para chamar de seu
Após o empate com o Bahia, treinador falou sobre a busca por um 'meia-ponta' que libere o corredor para Bustos
Com poucos treinamentos e apenas três jogos pelo Internacional, Roger Machado ainda está em busca da formação ideal que o leva a sua primeira vitória. E o campo tem dado alguns recados para o treinador colorado.
Ofensivamente, o grande desafio até aqui tem sido encaixar os badalados Enner Valencia e Rafael Borré juntos, sem prejudicar a capacidade criativa e defensiva da equipe.
No empate com o Rosario Central, que resultou na eliminação colorada na Copa Sul-Americana, na última terça-feira (22), Borré teve que se sacrificar como ponta direita para que Alan Patrick e Enner Valencia pudessem atuar por dentro.
Com a lesão do camisa 10, Gabriel Carvalho foi titular no empate em 1 a 1 com o Bahia, no último sábado (27), pelo Campeonato Brasileiro. Ele começou na mesma função de Alan Patrick, como meia centralizado, com Borré novamente na direita.
Internacional melhorou com Gabriel Carvalho pela direita
Porém, o Inter melhorou quando Gabriel foi para direita e Borré passou a atuar centralizado, ao lado de Enner Valencia. O colombiano, inclusive, foi o responsável pelo gol de empate, nos acréscimos do segundo tempo.
— Com 30 minutos do primeiro tempo eu fiz essa mudança do Gabriel para o lado e a gente estabilizou do ponto de vista do casamento das características de cada um da sua função — avaliou Roger na entrevista coletiva após o jogo na Arena Fonte Nova.

Para acomodar a badalada dupla de ataque, o treinador precisa que alguém faça o corredor direito. Mas não necessariamente como um ponta aberto próximo à linha lateral.
— O que a gente precisa encontrar é ter um ponta por um lado e ter um meia-ponta que libere o corredor para o Bustos e possa ser o cara que municie esses dois da frente — explicou.
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Roger busca nada mais nada menos do que um novo Maurício
Quem executava exatamente essa função no Inter até pouco tempo atrás era Maurício. Seu movimento característico, da direita para dentro, com o avanço de Bustos, era uma arma forte tanto do time de Mano Menezes quanto do de Eduardo Coudet.
É verdade que o final da passagem de Maurício pelo Inter não foi dos melhores. Mas desde a financeiramente necessária venda para o Palmeiras, em junho, por 7 milhões de euros (R$ 41,1 milhões), o Colorado não encontrou um substituto.
Com Wanderson, um dos dois pontas do elenco, lesionado, o volante Bruno Henrique foi quem mais atuou por ali, mas sem a intensidade necessária, e com muitos erros técnicos.
Roger espera que, enfim, tenha encontrado em Gabriel Carvalho esse jogador. Afinal, talvez o jovem meia de 16 anos seja mais Maurício do que Alan Patrick.
O treinador já adiantou, após o jogo contra o Bahia, que deve dar sequência à estrutura de time com Gabriel Carvalho pela direita e Borré e Valencia centralizados.



