Portas abertas: Roger Machado e presidente do Inter falam sobre especulações em torno do treinador
Possível ida do treinador do Juventude para o Colorado foi a principal pauta após jogo caótico entre as equipes, no Alfredo Jaconi, pela Copa do Brasil
Muitas pautas poderiam marcar o pós-jogo do caótico empate por 1 a 1 entre Juventude e Internacional, neste sábado (13), que classificou o Alviverde para as oitavas de final da Copa do Brasil. Mas um deles predominou: a possível saída de Roger Machado, técnico jaconero, para o Colorado.
A suposta procura do Inter para que Roger seja o substituto de Eduardo Coudet, demitido após a derrota por 2 a 1 no jogo de ida, na última quarta-feira (10), no Beira-Rio, agitou os dias que antecederam o confronto da volta, no Alfredo Jaconi.
No entanto, tanto o treinador alviverde quanto Alessandro Barcellos, presidente colorado, negaram que tenham conversado.
— Não tive nenhum contato formal por parte de nenhum clube até esse momento. Mas claro que é inevitável, nesse ambiente midiático, você não receber o que está sendo dito lá fora, e buscar trabalhar para se manter focado no que era mais importante nesse momento, que era a decisão — disse Roger.
— Eu não procurei o Roger, nem o Internacional procurou o Roger. Por uma única questão: ética. Nosso clube tem ética. E que bom que o Roger disse isso, porque é a verdade, e ele é um cara ético. Tenho uma excelente relação com a direção do Juventude. Jamais faria isso. Mas infelizmente é difícil, por mais que tenhamos uma equipe de comunicação, ficar desmentindo todos os dias, todas as horas, coisas que são ditas — falou Barcellos.
Neutralizar vestiário do Juventude das especulações foi desafio para Roger
Especulação sobre a contratação de profissionais do Juventude por parte da dupla Gre-Nal antes de duelos decisivos entre as equipes é algo corriqueiro.
Aconteceu, por exemplo, durante a final do Campeonato Gaúcho deste ano, quando o Grêmio teria interesse na contratação do zagueiro Zé Marcos e do volante Caíque, ambos do Ju.
Apesar de não acreditar na teoria de que são notícias criadas simplesmente para desestabilizar o Juventude, Roger admite que precisou conversar e blindar o elenco antes do jogo de volta contra o Inter.
— Rapidamente busquei, junto aos atletas, neutralizar. Dizer que isso é corriqueiro no futebol, as especulações. E futebol também é muito dinâmico, tudo pode acontecer de uma hora para outra. Mas a gente tinha uma decisão muito importante, o foco era esse. Na medida do possível conseguimos fazer isso bem. Agora no final uns três o quatro disseram: ‘não é discurso de despedida’. E era só discurso de parabenizar pela classificação — contou Roger.
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Roger diz que ser especulado no Internacional é ‘algo especial’
Apesar disso, Roger não descartou a possibilidade de treinar o Inter. Pelo contrário, valorizou que seu nome tenha sido ventilado, e ressaltou a relação respeitosa que sempre teve com a equipe colorada e sua torcida, mesmo que seja ídolo do Grêmio, maior rival.
— Com a trajetória que eu tenho dentro do Grêmio, se torna algo especial. Sempre pautei por muito respeito, desde quando era atleta. Sempre entendi que não havia inimigo e sim adversário do outro lado. O meu dia a dia mostra. Se vou no supermercado, de dez pessoas que me abordam, pelo menos quatro são torcedores do Internacional e falam com muito respeito comigo, fazem questão de frisar, de pedir uma foto. Isso tem valor — ressaltou.
Da mesma forma, por mais que não tenha se aprofundado em nomes para assumir o comando técnico da equipe, em nenhum de sua entrevista coletiva Barcellos descartou Roger como próximo treinador do Inter. No jogo de volta contra o Juventude, quem esteve na casamata colorada foi Pablo Fernandez, do sub-20 do clube.



