Copa do Brasil

Juventude, hoje, é melhor do que o Internacional, e provou isso no Beira-Rio

Muito mais organizado, time de Roger Machado venceu por 2 a 1 o de Eduardo Coudet e largou em vantagem na terceira fase da Copa do Brasil

Se futebol é momento, deu a lógica no Beira-Rio. Com gols de Gilberto e Luis Oyama, o bem organizado Juventude de Roger Machado venceu o Internacional de Eduardo Coudet por 2 a 1, na fria noite desta quarta-feira, no Beira-Rio, pelo jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil. Enner Valencia, de volta após a Copa América, marcou para o Colorado.

Com o resultado, o Juventude leva vantagem para o segundo jogo, no próximo sábado (13), às 16h, no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul.

Juventude é muito mais organizado do que o Internacional, que novamente sucumbiu

O Juventude, hoje, é um time muito mais organizado do que o Internacional. A troca de passes da equipe de Roger Machado flui com naturalidade. Os jogadores se apresentam o tempo inteiro para o jogo, oferecem linhas de passe para progredir no campo e sabem onde os companheiros estão, diferentemente dos colorados.

O psicológico, reflexo do momento das equipes, influencia nisso. Enquanto o Juventude vem confiante pela boa campanha que faz, sobretudo em casa, no Campeonato Brasileiro, com vitórias recentes sobre Flamengo e Grêmio, o Colorado sofre pressão pela sequência de maus resultados.

Se os personagens colorados tanto batiam na tecla de que o retorno ao Beira-Rio, recuperado após as enchentes no Rio Grande do Sul, alavancaria a campanha nas competições, o que se vê é o contrário. A pressão da torcida tem se virado contra o próprio time, à medida que ele não corresponde à expectativa dentro de campo.

O que evitou que o placar fosse ainda mais elástico no Beira-Rio foram algumas individualidades coloradas. Anthoni pegou pênalti de Gilberto e chute cara a cara de Jean Carlos, quando o jogo estava 1 a 0, e o ilusório empate do Inter veio em jogada genial de Alan Patrick, que pifou Enner Valencia.

Como foi o jogo entre Internacional e Juventude?

O Internacional até tentou no primeiro tempo, com arrancadas de Wanderson pela esquerda e chutes de fora da área de Bruno Henrique. Porém, as tentativas foram travadas, para fora, ou defendidas por Gabriel.

Por sua vez, o Juventude, que já tinha uma conclusão de Erick Farias para fora e um gol anulado de Gilberto, abriu o placar aos 35 minutos do primeiro tempo. Após erro de passe de Bustos, Erick Farias recebeu nas costas do lateral argentino e rolou para Gilberto, na pequena área, sem goleiro, conferir para as redes.

Explorando os contra-ataques, o Juventude esteve muito perto de ampliar no segundo tempo. Gilberto teve duas grandes oportunidades, uma delas em pênalti após toque de braço de Vitão em cruzamento seu. Anthoni defendeu a cobrança no canto esquerdo. Depois, o centroavante alviverde driblou o zagueiro e o goleiro, mas mandou por cima. Jean Carlos também teve oportunidade clara, mas parou em mais uma grande defesa de Anthoni.

Pobre ofensivamente, o Inter chegou ao empate em lance de genialidade de Alan Patrick. O camisa 10 girou sobre Luis Oyama e deu passe açucarado para Enner Valencia, que só teve trabalho de tirar de Gabriel para empatar.

Mas, pelo desempenho apresentado, o Juventude merecia a vitória. E ela veio aos 48 minutos do segundo tempo. Após contra-ataque pela esquerda, Gabriel Taliari cruzou para trás e Oyama mandou no ângulo de Anthoni.

Estatísticas de Internacional 1 x 2 Juventude

Posse de bola: 60% x 40%

Finalizações: 17 x 11

Finalizações a gol: 2 x 5

Escanteios: 15 x 3

Foto de Nícolas Wagner

Nícolas WagnerSetorista

Gaúcho, formado em jornalismo pela PUC-RS e especializado em análise de desempenho e mercado pelo Futebol Interativo. Antes da Trivela, passou pela Rádio Grenal e pela RDC TV. Também é coordenador de conteúdo da Rádio Índio Capilé.
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