Brasileirão Série A

Flamengo prova do próprio veneno e amplia tabu histórico contra o Juventude

Rubro-Negro até saiu na frente com Pedro, mas sofreu a virada em dois gols em jogadas aéreas dos mandantes

O Flamengo perdeu para o Juventude por 2 a 1 na noite desta quarta-feira (26), em jogo válido pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Pedro até abriu o placar para o Rubro-Negro, mas Lucas Barbosa e Luis Mandaca viraram para os mandantes no Alfredo Jaconi.

A liderança isolada do Flamengo acabou ameaçada pelo segundo revés nesta campanha de Brasileirão. Para piorar, o Rubro-Negro acabou sofrendo com as jogadas aéreas, que tinham sido um alicerce nesse momento de vitórias emocionantes.

A derrota também ampliou o tabu histórico do Flamengo em Caxias do Sul. O time não vence o Juventude no Alfredo Jaconi desde o dia 1 de outubro de 1997, há quase 27 anos.

Bolas aéreas: benção ou maldição?

Nesta quarta, o Flamengo acabou provando do próprio veneno no Alfredo Jaconi. Os jogos contra Bahia e Athletico reservaram momentos de forte emoção aos rubro-negros com a bola aérea, já que a equipe buscou a vitória com David Luiz e o empate heroico, no último lance, com Evertton Araújo, respectivamente. Em Caxias do Sul, contudo, o roteiro foi contrário.

O detalhe da jogada não está no gol em si, mas no lance que origina a cobrança de Nenê. Jadson estava de costas, quase na linha de fundo e, mesmo assim, Léo Pereira fez a carga nas costas. Faltou concentração ao zagueiro, que também estava envolvido na bola cabeceada por Lucas Barbosa.

Quem lamentou a falha foi o companheiro de Léo Pereira, Fabrício Bruno. Em entrevista ao Premiere após o apito final da primeira etapa, o defensor mostrou frustração com todo o trabalho feito ao longo da semana, sem sucesso durante a partida.

A gente treina muito (bola parada), tomamos poucos gols assim. Corrigir, atenção nesses detalhes — disse.

A questão é que o Flamengo acabou não aprendendo com os erros e sofreu a virada na mesma moeda do empate. Luis Mandaca marcou após indecisão da defesa e desvio na primeira etapa que matou qualquer chance de defesa de Rossi.

O que aconteceu de melhor no jogo?

  • Pedro marcou um belo gol, com assistência de Luiz Araújo;
  • O Juventude empatou rapidinho, com Lucas Barbosa;
  • O time rubro-negro acusou o cansaço e teve segundo tempo muito abaixo;
  • Os mandantes aproveitaram para dar números finais à partida, em nova jogada aérea.

Como foi o jogo?

Não foi uma atuação péssima do Flamengo, mas o time deixou a desejar. Sentiu falta da válvula de escape na ala esquerda, já que não tinha Bruno Henrique e Cebolinha.

Victor Hugo, o substituto, foi muito mal. As substituições também não surtiram efeito no segundo tempo. Pedro ainda conseguiu balançar as redes pela 23ª vez em 2024.

Pelo que o Flamengo apresentou no segundo tempo, o resultado no Alfredo Jaconi acabou sendo justo. Não só pelas falhas defesas, mas por conta daquilo que os rubro-negros produziram mesmo.

Pedro foi uma luz em meio à escuridão das atuações de Gabigol e Luiz Araújo. E se não fosse o grande destaque do time na partida, o resultado poderia ter sido mais elástico.

O nome do jogo: Rossi

Atuação excelente do goleiro, talvez a melhor com a camisa do Flamengo desde a chegada, em meados de 2023. Fez pelo menos duas defesas impressionantes para impedir a virada do Juventude. Nem mesmo a indecisão no gol que deu a vitória eventual aos mandantes ofusca a partida. É a primeira vez que o goleiro recebe o prêmio simbólico da Trivela.

Rossi foi o grande destaque do Flamengo contra o Juventude (Foto: Luiz Erbes/AGIF/Sipa USA) – Photo by Icon Sport

E agora, Flamengo?

O próximo compromisso do Flamengo será (novamente) válido pelo Campeonato Brasileiro, que é um dos principais objetivos do clube em 2024. O Rubro-Negro enfrentará o Cruzeiro no próximo domingo (30), a partir das 18h30 (de Brasília), no Maracanã.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme XavierSetorista

Jornalista formado pela PUC-Rio. Da final da Libertadores a Série A2 do Carioca. Copa do Mundo e Olimpíada na bagagem. Passou por Coluna do Fla e Lance antes de chegar à Trivela, onde apura e escreve sobre o Flamengo desde 2023.
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