Copa do Brasil

Empate entre Corinthians e Vasco mostra que Cruz-Maltino foi melhor (também) fora de campo

Cruzmaltino domina ações na Neo Química, cria mais que o Timão e reforça o impacto de suas escolhas recentes fora das quatro linhas

O Vasco saiu da Neo Química Arena com um empate sem gols que deixou mais sinais positivos do que o placar sugere. Mesmo atuando fora de casa, na ida da final da Copa do Brasil, a equipe de Fernando Diniz foi superior ao Corinthians em boa parte do jogo, controlou os ritmos e criou as melhores sensações de perigo.

Não houve exagero na percepção de que a vitória cruzmaltina teria sido compatível com o que se viu em campo — o empate teve, de fato, “gostinho de quero mais”.

Desde os primeiros minutos, o Vasco mostrou organização, leitura de jogo e personalidade para não se submeter ao ambiente. Enquanto o Corinthians apostava em ações mais reativas e espaçadas, o time carioca circulava melhor a bola e encontrava caminhos com mais clareza. Faltou apenas transformar essa superioridade em gols, mas o desenho da partida expôs um Vasco mais pronto e confortável com o próprio plano.

A solidez defensiva foi um dos pilares desse desempenho. A dupla de zaga formada por Robert Renan e Carlos Cuesta teve atuação muito segura, com bom posicionamento, antecipações corretas e poucas concessões. Foram zagueiros sóbrios, eficientes e decisivos para manter o Timão distante da área.

No meio-campo, Thiago Mendes foi o principal organizador da noite. Acertou passes, deu fluidez à saída de bola e ajudou a ditar o ritmo das ações, conectando defesa e ataque com naturalidade. Sua presença qualificou o setor e evidenciou a diferença de repertório do Vasco na faixa central.

No ataque, Andrés Gómez voltou a ser um fator de desequilíbrio. Assim como nas semifinais contra o Fluminense, levou perigo constante pelo lado, acelerou jogadas e infernizou os marcadores com profundidade e agressividade.

A atuação do colombiano, somada às dos demais reforços, reforça uma constatação clara: o Vasco foi melhor também fora de campo.

As escolhas no mercado, feitas no meio do ano, elevaram o nível competitivo da equipe e explicam, em grande medida, o time que hoje disputa uma final nacional com autoridade. Vale lembrar que o clube paulista contratou somente Vitinho, atacante que estava no Al-Ettifaq, da Arábia Saudita.

Como foi o empate entre Corinthians e Vasco

Considerando as propostas das duas equipes, pode-se dizer que o Vasco foi amplamente superior ao Corinthians no primeiro tempo. O Cruzmaltino soube frear o ímpeto inicial corintiano, dominou o meio-campo e praticamente não sofreu na defesa. Mais do que isso, conseguiu boas triangulações e colocou os donos da casa na roda em diversas oportunidades. Faltou capitalizar as chances.

O Corinthians, por sua vez, teve muita dificuldade para se aproximar do gol vascaíno na etapa inicial. Foram só três chutes — nenhum no gol. Garro abaixo do que pode, laterais participaram pouco ofensivamente, e José Martínez quase não apareceu quando o time teve a bola. Apatia e muitos erros — técnicos e táticos.

Insatisfeito com o desempenho do meio-campo corintiano, Dorival Júnior promoveu as entradas de Carrillo e Maycon — saíram José Martínez e Breno Bidon. Mas pouco adiantou. A equipe paulista seguiu apática, desorganizada e desconexa em campo. O 0 a 0 saiu barato para o Timão. Vasco bem melhor nos primeiros 90 minutos da final.

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Vasco x Corinthians — Jogo de volta

Vasco e Corinthians voltam a se enfrentar no próximo domingo (21), a partir das 18h (de Brasília), no Maracanã. Com o empate em São Paulo, quem vencer no Rio de Janeiro será campeão. Um novo empate levará a decisão para os pênaltis — cenário que ambos os times enfrentaram nas semifinais.

  • Vasco x Corinthians — Final da Copa do Brasil (volta) — 21/12

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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