Copa do Brasil

Herói contra Fluminense, Leo Jardim dá ao Vasco chance de sonhar grande pela 1ª vez em 14 anos

Goleiro cruzmaltino defende dois pênaltis e coloca clube de São Januário na final da Copa do Brasil

Forjada na resistência e marcada por frustrações recorrentes, a torcida do Vasco voltou a experimentar algo que parecia distante demais para virar promessa: a chance concreta de sonhar grande. No Maracanã, palco de tantas dores recentes, o Cruzmaltino eliminou o Fluminense nos pênaltis neste domingo (14) e se colocou na final da Copa do Brasil.

Um feito que rompe um jejum simbólico e emocional: pela primeira vez em 14 anos, o Vasco está a um passo de um título grande — justamente o mesmo torneio que conquistou em 2011, antes de mergulhar em um ciclo prolongado de crises e rebaixamentos.

No centro desse reencontro com a esperança está Léo Jardim. Herói recorrente em decisões nas penalidades, o goleiro voltou a ser determinante ao defender duas cobranças e sustentar o Vasco no momento em que a margem de erro simplesmente deixa de existir. Não foi um lampejo isolado, mas a reafirmação de um padrão: quando o jogo aperta e o peso da história ameaça esmagar, Jardim responde com frieza, coragem e estrela.

Os duelos com o Fluminense expuseram também a maturidade emocional de um time que aprendeu a sofrer. Longe de um futebol exuberante, o Vasco foi competitivo, disciplinado e resiliente — atributos que costumaram faltar em momentos decisivos no passado recente.

Agora, a final da Copa do Brasil surge como um ponto de inflexão possível. Não apaga os erros nem resolve as cicatrizes abertas por anos de instabilidade, mas oferece algo que o torcedor vascaíno quase esqueceu como é sentir: expectativa legítima. Com Léo Jardim como fiador da confiança e um time que já mostrou saber resistir, o clube de São Januário volta a disputar mais do que um jogo — disputa a chance de ressignificar sua própria história recente.

Como foi o empate entre Fluminense e Vasco

Pegado, brigado e picotado: assim começou o clássico no Maracanã. O Vasco era ligeiramente superior no primeiro tempo, conseguia boas triangulações e gerava mais perigo. Com chute venenoso de fora da área, Andrés Gómez obrigou Fábio a se esticar todo e fazer milagre.

Aos poucos, porém, o Tricolor foi colocando a bola no chão, se acertando em campo e equilibrando as ações. E na primeira boa chegada, aos 35 minutos, marcou. Samuel Xavier descolou excelente passe para Canobbio, que cruzou de carrinho e achou Everaldo. O camisa 9 desviou no primeiro pau e acertou a trave, mas contou com a sorte: Paulo Henrique tentou fazer o corte, pegou mal na bola e jogou contra o próprio patrimônio.

No segundo tempo, o jogo continuou aberto. O Cruzmaltino tentava chegar ao ataque mais na base do abafa do que de maneira organizada. O Tricolor, por sua vez, se defendia bem, contava com um Fábio inspirado debaixo das traves e respondia com algumas estocadas. No final das contas, o placar não foi mais alterado, e a classificação foi definida nos pênaltis.

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Quem o Vasco enfrentará na final?

Assim que garantiu a classificação diante do Fluminense, o Vasco já sabia quem enfrentaria na final da Copa do Brasil. Trata-se do Corinthians, que, também nos pênaltis, eliminou o Cruzeiro na Neo Química Arena.

O jogo de ida da decisão, marcado para a próxima quarta-feira (17), acontecerá na casa corintiana. Já a partida derradeira, no domingo (21), terá Maracanã ou São Januário como palco.

Final da Copa do Brasil:

  • Corinthians x Vasco — Neo Química Arena — 17/12
  • Vasco x Corinthians — Maracanã ou São Januário — 21/12

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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