Brasil

Hulk e Paulinho carregaram o ataque do Atlético-MG nas costas em 2023

Dupla de ataque formada por Hulk e Paulinho marcou o ano do Atlético e do futebol brasileiro

O ataque do Atlético-MG passou longe de ser um dos que mais fez gols no país, mas, sem dúvida, foi um dos que mais marcou a temporada do futebol brasileiro. Isso porque a dupla Hulk e Paulinho só não fez chover e ajudou o time a ter um desempenho ofensivo muito bom, o que poderia não ter acontecido sem um deles.

Paulinho chegou no Atlético no início da temporada como a principal contratação do clube. Inicialmente, o jogador era visto como um ponta de velocidade que ajudaria o time nesse sentido, mas o técnico Eduardo Coudet pensou diferente e conseguiu montar uma dupla de ataque com ele e Hulk, que encantou o Brasil. Ao todo, os dois somaram 61 gols no ano, sendo a melhor dupla da história do Galo em uma única temporada.

Mas não foram só eles que fizeram parte do elenco ofensivo do Atlético no ano. Pavón foi o que melhor rendeu, sendo importante com muitas assistências, mas teve um ano abaixo do esperado. Mesmo assim, foi o melhor fora a dupla citada. Os outros do ataque, Alan Kardec e Vargas, passaram longe de render algo, pelo contrário, causaram mais dor de cabeça.

Esses foram os pontos fortes do ataque do Atlético-MG

  • A dupla criada por Coudet

É incomum no mundo do futebol hoje um time que não jogue com pontas de velocidade e drible, mas não quando você é treinado por Eduardo Coudet. O treinador do Atlético no início da temporada gosta de atuar com dois atacantes mais centralizados, como dupla mesmo, e isso foi a melhor coisa que ele fez no time. O argentino conseguiu transformar Paulinho em um segundo ataque que potencializou suas principais características, como atacar espaços vazios, e também ajudou a potencializar Hulk como parte dessa dupla.

Paulinho e Hulk mostraram um entrosamento fora do comum, por isso contribuíram para tantos gols, e por isso também se acharam tantas vezes dentro de campo, independente se os lances terminaram em gol ou não. A escolha de Coudet no início foi o que ajudou o Galo a ter um ataque em alto nível, e a dupla de hoje não pode mais ser desfeita. Prova disso é que Felipão tentou mudar o esquema quando chegou e não deu certo, só passou a melhorar quando ele reaproximou os atacantes.

  • O artilheiro Paulinho

Não tem como não falar do ataque do Atlético em 2023 e não citar Paulinho. Como citado, o esquema de Coudet potencializou muito o jogo do atacante, que voltou ao Brasil para recuperar sua confiança no futebol depois de não conseguir render o esperado no Bayer Leverkusen. No Galo, ele se tornou um artilheiro, algo que ainda não tinha sido na carreira. Encerrou o ano superando o número de gols de Hulk e coroado como artilheiro do Brasileirão, com 20 gols. Fora que ele foi o grande nome dos primeiros meses da Arena MRV, a nova casa atleticana.

Esses foram os pontos fracos do ataque do Atlético-MG

  • A venda de Sasha

Um problema do ataque no ano atleticano na verdade tem a ver com a diretoria, que optou por vender Eduardo Sasha ao Red Bull Bragantino. Sasha nunca foi um grande destaque no Galo, mas também nunca foi descartável, sempre conseguiu entregar gols e assistências em um bom nível. Não à toa, pelo Braga, contribuiu com 16 gols e seis assistências neste ano. A decisão de vendê-lo foi um dos motivos que irritou muito Eduardo Coudet e levou a saída dele do clube. Fora que o valor foi irrisório e não mudou muito nas contas atleticanas.

  • O péssimo ano de Vargas e Kardec

Mas os pontos negativos que mais se destacaram no ataque do Atlético são, sem dúvida, Alan Kardec e Eduardo Vargas. Kardec passou grande parte da temporada lesionado e, quando teve chances, também não foi muito bem. Atuou em só 15 jogos e balançou as redes uma vez. Já Vargas vinha de um ano em que foi do inferno aos céus, de expulso na eliminação na Libertadores para decisivo para o time na reta final do Brasileirão. Em 2023, ganhou mais chances e foi muito utilizado por Coudet, mas não conseguiu render e voltou novamente a ser alvo do torcedor. Encerrou o ano com mais de três meses sem jogar por uma lesão e, provavelmente, não deve seguir no clube em 2024 – assim como Kardec.

O que esperar do ataque do Atlético-MG em 2024?

O ataque do Atlético foi montado por Eduardo Coudet e, como ele não atuava com pontas, praticamente todos foram negociados pelo clube. Por isso, Felipão chegou e sempre destacou que não havia no elenco todas as características que ele gostava, entre elas esse ponta velocista e driblador. Para 2024, o Galo pretende dar ao treinador jogadores com esse estilo de jogo para incrementar o time e fazê-lo mais a cara de Scolari.

O foco principal do Atlético tem que ser manter a dupla Hulk e Paulinho, que são uma incógnita. O camisa 7 não quis falar sobre o seu futuro na última coletiva que deu na temporada, o que levantou uma suspeita de saída – negada pelo estafe dele e do clube. Já o camisa 10 é jovem e foi um dos grandes destaques do futebol brasileiro, atraindo assim olhares de outros times. É muito provável que ele receba sondagens e propostas, mas o Galo promete vender só se vier algo muito bom para as duas partes.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick se formou em Jornalismo na PUC Minas em 2021. Antes da Trivela, passou por Esporte News Mundo, EstrelaBet e Hoje em Dia.
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