Por que Filipe Luís não poderia ter substituído Enzo Maresca no Chelsea?
Técnico rubro-negro recebeu sondagens do Chelsea para suceder Enzo Maresca
A novela entorno da renovação do contrato de Filipe Luís com o Flamengo passou por diferentes etapas. Desde a especulação da saída até o longo período de negociação por aumento salarial, que resultaram em concordância entre clube e técnico em um vínculo até 2027.
Mas diante de uma temporada histórica tanto para o rubro-negro quanto para o treinador, a performance de Filipe Luís à frente do clube carioca chamou a atenção de diferentes equipes, entre elas o Chelsea.
Os Blues chegaram a sondar o nome do brasileiro, que defendeu o clube na temporada 2014/15, para suceder a equipe inglesa após a saída de Enzo Maresca. Contudo, a movimentação não passou da fase inicial.
De acordo com o “Daily Mail”, as tentativas não apenas do Chelsea, mas de qualquer outro clube estrangeiro que buscasse o treinador estariam fadada ao fracasso. Isso porque o técnico ainda não possui uma Licença Pro, necessária para obter uma autorizaçãode trabalho na Europa.
Em países com maior referência no cenário europeu, como Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália, França e Portugal, a certificação é exigida para comandar seus times nas ligas principais.

Para adquirir o documento na UEFA, é obrigatório que o profissional tenha concluído as licenças básicas, B e A, ser maior de 18 anos, ser formado em nível médio e não possuir antecedentes criminais.
Já no caso da aquisição por meio da Conmebol, é preciso comprovar cinco anos de experiência no comando de qualquer equipe de 1ª ou 2ª divisão. No caso de Filipe Luís, ele ainda precisará completar o tempo de experiência, já que iniciou a carreira como técnico apenas em 2023, quando conquistou a licença B, para atuar em times da categoria de base.
Nem Maresca, nem Felipe Luís…
Com a demissão de Maresca e a impossibilidade de Felipe Luís, o Chelsea optou por uma substituição caseira, promovendo Liam Rosenior após a passagem pelo Strasbourg, que pertence ao mesmo grupo proprietário dos Blues.
A equipe de Stamford Bridge optou por um substituto que não chegasse em rota de colisão com a estrutura de poder do clube, já que não recompensa treinadores que tentam redefinir o projeto institucional.

Além disso, o Chelsea queria alguém que tivesse a capacidade de otimizar recursos, desenvolvendo talentos e aceitando que decisões estratégicas muitas vezes não passam pelo banco.
A expectativa no perfil de Rosenior é que o técnico evite politizar e, sobretudo, não se torne um foco de tensão interna, como aconteceu com Maresca, resultando em um desgaste depois de uma conturbada relação.
Para isso, o mandante precisará focar na correção de rota da equipe, buscando resolver problemas que se repetem: entre eles, a falta de disciplina e a dificuldade de sustentar vantagens



