Premier League

Chelsea prova mais uma vez que o problema do time não é apenas o futebol jogado

Blues amargaram derrota com menos um jogador em campo

Sob o comando do treinador interino Calum McFarlane e diante dos olhos do sucessor de Enzo Maresca, Liam Rosenior, o Chelsea amargou uma derrota para o Fulham por 2 a 1 e chegou a cinco partidas sem vitórias na temporada.  

Mas o problema dos Blues vai além das dificuldades enfrentadas em campo. Ele passa bastante pela falta de emocional do elenco. Isso porque o Chelsea lidera negativamente a tabela de fair play da Premier League, com 46 cartões amarelos e sete vermelhos.

Com um elenco jovem e, por muitas vezes ansioso diante dos resultados — sejam positivos ou negativos –, acaba recorrendo às faltas ou reclamações, perfil que foi claramente exemplificado na partida contra o Fulham.

O perfil do time será, inclusive, um dos primeiros desafios a serem ajustados por Rosenior, que precisará definir os padrões comportamentais da equipe durante os jogos, seja em situações adversas ou favoráveis.

Rosenior também precisará blindar o elenco diante das fortes cobranças por parte também dos torcedores. Em Stamford Bridge, o clima de pouca paciência tem sido frequentemente acompanhado por vaias e críticas em caso de atuações inexpressivas.

Cucurella recebe cartão vermelho em partida contra o Fulham (Foto: Iconsport)
Cucurella recebe cartão vermelho em partida contra o Fulham (Foto: Iconsport)

Chelsea até buscou empate, mas levou gol no fim

O primeiro tempo do Chelsea foi de extremos: iniciou a partida com a marcação alta e quase abriu o placar aos nove minutos com um quase gol olímpico de Enzo Fernández — que tentou o lance novamente aos 19 –, mas sofreu com a reação do Fulham.

Logo aos 21 minutos, Leno fez um lançamento direto para Harry Wilson, que deixaria o meia em uma ótima oportunidade de gol, até que Cucurella derrubou o adversário ao puxar pelo braço e foi expulso.

Com dez jogadores em campo, o Chelsea voltou a sofrer com a recomposição lenta e enfatizou seu grande problema na temporada: as punições. Aos 24 minutos da primeira etapa, Enzo Fernández, Cole Palmer e Adarabioyo receberam cartões amarelos por reclamação.

A partir desse momento, o Chelsea passou a se defender das investidas dos Cottagers, especialmente de fora da área dos Blues. Fulham encontrou dificuldade para se furar o bloqueio e, quando conseguiu, chegou a balançar a rede com Harry Wilson, que teve o gol anulado por impedimento de Raúl Jiménez.

Fulham x Chelsea pela Premier League (Foto: Imago)
Fulham x Chelsea pela Premier League (Foto: Imago)

A segunda etapa, no entanto, reservou emoções para os dois lados. Aos nove minutos, o Fulham aproveitou a vantagem numérica e abriu o placar com Raúl Jiménez, que aproveitou a bola na área levantada por Berge para mandar para a rede.

Os Cottagers chegaram a somar 82% de posse de bola, contra apenas 18 do Chelsea ao longo dos 14 minutos do segundo tempo.

O Chelsea acordou para o jogo e passou a trabalhar as jogadas ofensivas, especialmente com Liam Delap. Aos 26 minutos, em uma jogada iniciada na cobrança de escanteio por Pedro Neto, a bola bateu na trave e sobrou para Delap, que aproveitou para mandar para a rede, marcando o seu primeiro gol com o Chelsea na Premier League.

E o que parecia se encaminhar para o empate, acabou criando um jogo ofensivo. Com substituições nas duas equipes, o Fulham passou a criar o jogo frenético, com grandes ataques por parte de Raúl Jimenez e Harry Wilson.

Aos 35 minutos, Wilson aproveitou o rebote deixado pelo goleiro Robert Sánchez dentro da área e finalizou de direita no canto do gol para marcar o segundo dos donos da casa. O camisa oito tem se destacado na temporada, participando em nove dos 17 gols da equipe nos últimos dez jogos.



Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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