Até qual rodada vai a sobrevida de Pedro Caixinha no Santos?
Sob o comando do português, Peixe é defensivamente desorganizado e ofensivamente engessado
O empate por 2 a 2 com o Bahia, neste domingo (06), em plena Vila Belmiro, pela 2ª rodada do Campeonato Brasileiro, deve dar uma sobrevida ao técnico Pedro Caixinha no comando do Santos. Mas a pergunta que paira na cabeça da torcida, e de alguns dirigentes do Peixe, é: até qual rodada a continuidade do português será garantida?
Em tese, a tendência é que essa permanência resista, pelo menos, até o próximo duelo, que será diante do Fluminense, domingo (13), no estádio do Maracanã, também pelo Brasileirão.
Se vencer, Caixinha renova essa sobrevida para o compromisso seguinte e assim vai até a próxima derrota ou até a primeira sequência de dois resultados negativos.
Na teoria, o Santos é pura evolução
Caixinha desembarcou na Vila Belmiro com um discurso eloquente. O conhecimento teórico do treinador, logo na sua entrevista de apresentação, chamou a atenção de torcedores e jornalistas que viviam petrificados no deserto de ideias dos vários últimos treinadores do Peixe: de Paulo Turra a Fábio Carille.
O problema é que até o momento, o português, anunciado em 23 de dezembro de 2024, não conseguiu colocar em prática a maioria das suas explanações.
No quarto mês da temporada, o Santos não passa de uma equipe desorganizada, engessada, que vive de individualidades dos seus principais jogadores ou cruzamentos na área.

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Escala 14×7 na intertemporada
Boa parte dessas limitações poderia ter sido solucionadas durante os treinamentos da equipe. Principalmente após a eliminação do Peixe nas quartas de finais do Campeonato Paulista, para o Corinthians, que possibilitou ao treinador ter uma inter temporada de 21 dias à disposição.
Mas, ao invés de aproveitá-la com profundidade para corrigir os defeitos identificados no Estadual ou fazer os atletas entenderem com clareza os seus conceitos para tornar o time menos dependente de individualidades, Caixinha julgou ser mais interessante conceder sete dias de folga dos 21 disponíveis.
Óbvio que tal ideia, por mais que seja respaldada por outras de suas teorias, não convenceu aos torcedores e, naturalmente, colocou um alvo nas costas do líder da comissão técnica.
Ali o português começou a cavar a sua cova.
Cova pronta há uma semana
Mandatário que no ano passado, incomodado com o desempenho da equipe treinada por Carille, determinou a realização de atividades em dois períodos, Marcelo Teixeira esperou o início do Brasileirão para tomar a pá das mãos do treinador e terminar de cavar a cova de Caixinha na história do Peixe.
A entrevista do presidente após a derrota de virada para o Vasco, na estreia do Brasileirão, foi uma demonstração explícita de que a situação do treinador no clube é delicada.
Na oportunidade, Teixeira, entre outras coisas, decretou: “O jogo contra o Bahia é para a gente alcançar os três pontos”. Essa pontuação, no entanto, não veio e o Peixe teve que se contentar com o frustrante empate dentro de casa.
Marcelo Teixeira: O Santos tem que vir aqui enfrentando o Vasco com o elenco que está hoje com a vitória e com os 3 pontos! pic.twitter.com/5awiHQLPyd
— De Olho No Peixe (@deolhonopeixe) March 31, 2025
Irritada, a torcida perdeu de vez a paciência com o técnico e não o poupou de vaias.
Vaias também direcionadas ao atacante Guilherme, que, em má fase, parece ser alguém insubstituível aos olhos do comandante.
Mais uma chance para colocar a teoria em prática
Para expor ainda mais a fragilidade do trabalho desenvolvido por Caixinha até aqui, o sistema defensivo do Santos acumula 20 gols sofridos em 16 jogos oficiais disputados no ano. Média de 1,25 gol sofrido por partida.
No Brasileirão, são quatro gols em dois compromissos. Média de dois por duelo e a defesa mais vazada da competição, ao lado de Vasco, Cruzeiro, Red Bull Bragantino e Vitória.
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Diante do cenário desanimador e preocupante, uma vez que o Peixe é um time previsível e facilmente dominado por seus adversários, Caixinha terá que aproveitar, como nunca, a semana livre (mais uma) para provar que o seu conhecimento teórico anda lado a lado com o desenvolvimento prático.
Mesmo sem quase ninguém acreditar nisso. Nem o presidente.






