Apesar de 2023 vitorioso, Palmeiras vai entrar 2024 com alguns problemas empurrados com a barriga
Palmeiras precisa solucionar questões cruciais, que atrapalham seu planejamento, o quanto antes
O 2023 do Palmeiras acabou sendo mais vitorioso do que se julgou que seria em dado momento da temporada. Após a eliminação na semifinal da Libertadores, e com o Botafogo disparado, só pensava na conquista do Brasileiro, o palmeirense muito otimista.
Mas o time, mais uma vez, mostrou uma força surpreendente. Com um domínio do grupo assustador, Abel Ferreira soube contornar as crises técnica e emocional para levantar a taça.
Mas a conquista não pode simplesmente apagar algumas questões que o clube não conseguiu solucionar – e que não pode fingir que não existem. Ao contrário, a diretoria deveria aproveitar o respiro proporcionado pelo bicampeonato para atacar alguns pontos.
Além desses, há os problemas que a agremiação não teve como resolver. Tais quais o imbróglio com a WTorre, que sequestrou o Allianz Parque na reta final do ano – e do Brasileirão. Mas seguir insistindo na resolução é comportamento obrigatório.
Também há as questões engatilhadas, como a contratação de Caio Paulista e a possível chegada de Caio Alexandre. Aqui, porém, não há qualquer negligência – é só mesmo questão de tempo para desembaraçar todos os pontos e bater o martelo, para o sim e para o não.
Elenco curto

Se já foi problema em 2023, a ausência de algumas peças necessárias vai se agravar em 2024, com o calendário absurdo que o clube terá.
Sem fazer muita conta, levando em consideração as convocações e as carências que o clube tem e terá, o Verdão precisa de mais um zagueiro que atue pelo lado esquerdo, um meia de criação, um atacante de lado e um centroavante.
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Allianz Parque

O estádio é do Palmeiras e o futebol tem que ser prioridade. Ainda mais para uma empresa devedora confessa, o comportamento da WTorre na reta final do ano foi absurdo e deixou bem claro que parceria ali só existe no papel.
É verdade que o Palmeiras também chutou o balde, levando a público algumas cobranças, azedando de vez o que já não era muito doce.
A questão envolvendo os calotes da construtora e uma racionalização do calendário de shows precisa ser resolvida urgentemente.
Revisão do Patrocínio

Leila Pereira vai concorrer à reeleição no fim de 2024. É favorita, mas passou a ter mais oposição – por conta do oportunismo de alguns quadros políticos e de questionamentos mais do que justos de outros.
Entre as críticas, o valor pago pela exclusividade de patrocíno de “propriedades de futebol”, algo que não é nada claro e que já foi alvo de pedido de esclarecimentos por parte do conselho, precisa ser atacado.
O vínculo atual se encerra no fim do próximo ano. É provável que Leila use uma nova oferta como arma eleitoral. E é fundamental que conselheiros e eleitores em geral fiquem atentos com os termos do que possivelmente será ofertado.
E por falar em clareza, as relações com a Placar Linhas Aéreas e a Arena Barueri precisam também serem esclarecidas.
Nova comissão técnica ou renovação de Abel

Não dá para o Palmeiras, por mais um ano, passar o segundo semestre inteiro debatendo se Abel ficará ou não no clube.
A diretoria tem que bater o martelo sobre uma data, bem anterior ao término da temporada, para Abel dizer se aceita uma renovação, que ele já sabe que o clube deseja. E o treinador tem de ter o respeito de não deixar o Palmeiras pendurado, esperando até o último dia, para ele dizer o que quer.
Por mais que conquistá-lo pareça ser impossível, o Palmeiras tem um Mundial de Clubes no formato novo para jogar em 2025. E fazer uma apresentação respeitável no torneio é obrigação. Quanto antes o Palmeiras souber quem o comandará na disputa, tanto melhor.



