Com número de Réver e dois gols em dois jogos, Mauricio Lemos evita comparações com ídolo do Atlético-MG
Agora dono da camisa 4 do Atlético, que foi de Réver por 10 anos, Lemos virou artilheiro no início da temporada
Zagueiro, com a camisa 4 do Atlético-MG e marcando dois gols em dois jogos. O primeiro nome que vem na mente do torcedor atleticano, é claro, é de Réver, ídolo do clube. Mas não se trata do defensor que se aposentou no fim de 2023 após 10 anos de uma linda história no clube, e sim do uruguaio Mauricio Lemos, que herdou o número do “Capitão América” e, assim como ele, virou artilheiro. No entanto, Lemos quer evitar comparações.
Mauricio Lemos é, no momento, o artilheiro do Atlético na temporada, com dois gols. Um golaço de falta na estreia e um de cabeça no segundo jogo. O zagueiro destacou que o mais importante é defender, mas fica feliz de poder ajudar também no ataque. Com o número 4 nas costas, que até o ano passado (e por 10 anos) foi de Réver, o zagueiro com mais gols (31) na história do Galo, ele obviamente recebeu comparações, mas prefere evitá-las.
– Eu não gosto de misturar. O Réver fez uma história muito grande aqui no clube. É uma pessoa e foi um jogador muito importante. Não gosto de misturar pois são duas pessoas completamente distintas — afirmou Mauricio Lemos.
Lemos explicou que o número 4 é um dos que ele mais gosta, por isso aproveitou a aposentadoria de Réver para agora utilizá-lo. No entanto, destacou que não faz tanta questão assim de um número específico. Ao longo de sua carreira, o que ele mais usou foi o 3, mas também já vestiu a 2, a 5, a 29 e, claro, 28, que ele usou no Galo em 2023.
Gosto que lembrem do Réver com a camisa 4, mas é um número que gosto muito também e aproveitei que ficou livre para utilizar. Falei com ele outro dia que deu sorte pelos dois gols nos dois primeiros jogos, mas fica por aí – Lemos
Mauricio Lemos, o batedor de faltas?
O primeiro gol de Mauricio Lemos (que também foi o primeiro do Atlético no ano) saiu de uma cobrança de faltas, em que ele acertou um belo chute de longe. O zagueiro, que sempre bateu faltas na carreira, aproveitou que Hulk, que é o batedor principal, estava fora do jogo para agarrar firme a oportunidade. Além do defensor, o camisa 7 atleticano também ganhou Gustavo Scarpa como concorrente para as bolas paradas.
– Ano passado falei com o Hulk sobre a possibilidade de chutar. Sempre fui de bater faltas. Na Espanha, fiz alguns gols. No momento (do jogo) tem que bater o que se sente melhor — afirmou Lemos, que disse não ter conversado com o camisa 7 sobre o assunto depois do gol na estreia.
Cobrança de falta perfeita para Lemos marcar nosso primeiro gol no ano! ?? pic.twitter.com/dsr3bl8OjL
— Atlético (@Atletico) January 25, 2024
Foco do Atlético no clássico e na bola aérea
Se saindo muito bem ofensivamente, Lemos (e toda a defesa do Atlético) tem recebido críticas (com razão) pelo problema da bola aérea. Na estreia em que ele marcou o golaço de falta, também falhou ao cortar um cruzamento que resultou em gol. Depois, o Galo levou a virada em outra bola alçada na área. O zagueiro sabe que isso é um problema e garante estarem trabalhando para corrigir.
– Estamos trabalhando muito. Contra o Patrocinense a gente levou dois gols de bola aérea, foram duas falhas nossas, de falta de comunicação. Estamos focando nisso para melhorar, colocando tudo nos treinos para que não ocorra isso de novo em outros jogos. É muito importante essa situação do jogo — afirmou.
? Mauricio Lemos (28 anos) é o zagueiro da Série A com a maior Nota Sofascore (7.23) desde que Felipão assumiu o @Atletico. ???
⚔️ 23 jogos
⚽️ 2 gols (1 de falta!)
? 200 ações defensivas (!)
? 130 bolas recuperadas (!)
? 20 faltas (!)
❌ 0 erros que levaram a gol (!) pic.twitter.com/EiyZCifDWe— Sofascore Brazil (@SofascoreBR) January 29, 2024
A bola na área do Atlético é um problema crônico da defesa. Foi com ela, por exemplo, que o clube sofreu a doída derrota para o Cruzeiro no primeiro clássico da história da Arena MRV, com Jemerson marcando contra após cruzamento. Por conta desse revés, Lemos garante que o clássico deste sábado (3) contra a Raposa tem um sabor ainda mais especial:
– Claro que tem um sabor especial, ainda mais que no último jogo contra eles nós perdemos. É muito cedo com relação a preparação, mas clássico sempre tem um sabor diferente. Acho que no ano passado eles fizeram um bom jogo e falhamos em alguns momentos, não fomos tão ofensivos. É melhorar a pegada, chegar mais junto, fazer um bom jogo, estar unido em campo e buscar a vitória.
Atlético e Cruzeiro se enfrentam às 19h30 de sábado, novamente na Arena MRV. A casa do Galo receberá apenas atleticanos depois de um acordo entre os clubes pelos problemas do jogo citado em que a Raposa saiu vitoriosa.



