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Braithwaite reforça laço com o Brasil e cutuca a seleção dinamarquesa: ‘Não estou de acordo’

Jogador dinamarquês revelou como se apaixonou pelo esporte e como o ídolo Ronaldo o influenciou

Apaixonado pelo futebol brasileiro. Assim se define o centroavante Martin Braithwaite, do Grêmio. O dinamarquês chegou ao Brasil em julho de 2024, e sua decisão de vir para o país foi muito influenciada pela paixão por nosso futebol.

Sempre falei de Ronaldo Fenômeno. Para mim, é o melhor e era meu ídolo. Então, sempre estava olhando como ele fez e como ele jogava. E sempre meu pai estava falando da seleção brasileira. Então, para mim… Como posso dizer? Meu primeiro amor foi o futebol, o futebol brasileiro — relatou o jogador em entrevista do “ge”.

Inclusive, em 2020, o jogador exibiu em suas redes sociais um corte de cabelo inspirado em Ronaldo. O dinamarquês fez o corte “Cascão”, que se popularizou em 2002, com o camisa 9 na disputa da Copa do Mundo, na qual a seleção brasileira foi campeã em cima da Alemanha.

O título da Canarinho também faz parte das lembranças de Braithwaite, embora essa tenha sido a segunda Copa que o jogador, nascido em 1991, tenha lembranças.

A primeira lembrança de uma Copa do Mundo que tenho foi em 1998. O jogo Dinamarca x Brasil (nas quartas de final) foi muito especial, e agora que estou pensando, foi uma loucura, porque eu acho que assistimos ao jogo na casa de uma família, com 20 pessoas, e eu chego com a cara com pintura da seleção brasileira. Na Dinamarca, são muito patriotas, e eles não entenderam isso. Até meu pai estava defendendo o Brasil entre os dinamarqueses. Tinha 7 anos, não sabia que tínhamos que apoiar o seu país. Só me encantava como jogava a seleção brasileira, tinha meu ídolo. Eu estava torcendo para eles, só isso — relembrou.

— Mas o time de 2002 foi melhor, porque a seleção brasileira ganhou. Eu estava de férias, na Itália, torcendo com meu pai para o Brasil, e foi um dia muito especial, e onde estávamos, havia muitas pessoas da Alemanha. Estávamos festejando eu e meu pai, e com muita tristeza dos alemães — completou.

Com passagens por gigantes do futebol, como Barcelona, Braithwaite decidiu jogar no Brasil após passagem pelo Espanyol. O Grêmio foi o clube escolhido, e hoje, o jogador já conta com 23 gols desde a sua chegada. O amor pelo país contribuiu ativamente para a sua escolha.

— Sim, claro que sim. Ter a oportunidade de jogar no Brasil era algo único para mim. Nunca imaginava jogar no Brasil. Mas eu sabia desse interesse do Grêmio seis meses antes de chegar aqui. E, desde esse momento, já comecei a pensar em jogar no Brasil. Quando tive a oportunidade, foi algo legal — declarou.

Braithwaite celebra gol pelo Grêmio
Braithwaite celebra gol pelo Grêmio (Foto: Icon Sport)

Preconceito por jogar no Brasil

Martin Braithwaite era figurinha carimbada na Dinamarca, no entanto, deixou de ser convocado em 2023. No período, os técnicos Kasper Hjulmand e Brian Riemer passaram pelo comando da seleção, mas nenhum convocou o atleta. O centroavante afirmou que nunca entendeu o motivo, e acredita sofrer certo preconceito por estar no Campeonato Brasileiro.

— Desde que cheguei no Brasil também estou jogando bem, mas os dinamarqueses não respeitam a liga brasileira, o Brasileirão, então aceito, não tem problema. Estou muito contente onde estou. Eu vejo que estou no Brasil e significa que não me vão convocar para a seleção, mas faz parte — seguiu

A Dinamarca lidera o grupo C das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2026. Na última Data Fifa, os dinamarqueses empataram com a Escócia em 0 a 0, mas venceram a Grécia por 3 a 0.

A seleção fracassou na última Copa, disputada no Catar, e quer dar a volta por cima. No Mundial de 2022, a Dinamarca foi lanterna do Grupo D, com um empate com a Tunísia e duas derrotas para Austrália e França.

— Acho que eles pensam que a liga dinamarquesa é mais forte que a liga do Brasil. Não estou de acordo, mas acho que é isso. Acho que é muito óbvio para todos. Se estivesse jogando em LaLiga, fazendo o mesmo que aqui, estava convocado. É estranho para mim, mas bom, não tenho problema com essas coisas — completou.


Foto de Gabriella Brizotti

Gabriella BrizottiRedatora de esportes

Formada em jornalismo pela Unesp, sou uma apaixonada pelo esporte em geral, principalmente o futebol. Dentre as minhas paixões, está o futebol argentino e suas 'hinchadas'.

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