Joaquín Freitas no Flamengo: Posição, como joga e o que esperar da joia explosiva formada no River Plate
Jogador de 19 anos assinará contrato com o Rubro-Negro e chama a atenção pela velocidade
A trajetória de Joaquín Freitas, atleta do River Plate até a chegada ao Flamengo, ajuda a explicar por que a negociação chama atenção. Aos 19 anos, o atacante que chegou ao Monumental vindo do Acassuso, time da segunda divisão argentina, passou de aposta a jogador querido pela torcida em pouco tempo.
Agora, depois de ganhar espaço no elenco profissional e até estrear pela seleção argentina, Freitas está próximo de iniciar uma nova etapa no futebol brasileiro. O Flamengoacertou a contratação do atacante em uma operação de até US$ 9 milhões brutos (R$46,6 milhões) pelo equivalente a 80% de seus direitos econômicos, enquanto o River manterá 20% de uma futura venda.
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Joaquín Freitas: Uma joia diferente que reforça o Flamengo
A história de Freitas foge do roteiro tradicional de uma joia formada nas divisões de base de um gigante argentino. Ele não foi revelado pelo River Plate. O clube adquiriu seus direitos econômicos junto ao Acassuso, em uma operação que se transformou em um investimento extremamente lucrativo.
O River Plate havia comprado inicialmente 75% dos direitos econômicos do atacante por apenas US$ 50 mil. Mais tarde, adquiriu o percentual restante envolvido na negociação com o clube de San Isidro e agora está próximo de negociá-lo por uma quantia que pode chegar a US$ 15 milhões.
Dentro de campo, o primeiro passo importante veio em 2025, quando Freitas estreou no profissional sob o comando tumultoso da segunda passagem de Marcelo Gallardo. O atacante entrou em campo no empate sem gols contra o Vélez, pela última rodada da fase regular do Clausura.
Ao todo, são 30 partidas e um gol com a camisa do River. O único foi marcado contra o Banfield, justamente no último jogo de Marcelo Gallardo como treinador do clube.
A trajetória de Freitas em 2026 ganhou outro capítulo importante quando o jovem recebeu sua primeira convocação para a seleção argentina. Ele foi convocado por Scaloni para os amistosos antes da Copa do Mundo e estreou com a camisa da campeã mundial em 2022 ao entrar em campo diante de Honduras.
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Joaquín Freitas no Flamengo: A velocidade que virou sua marca
Explosivo e agressivo nos movimentos, Joaquín Freitas não construiu seu jogo como um atacante de dribles curtos ou daqueles capazes de tirar dois ou três adversários da jogada com facilidade. Sua principal arma está em outro lugar: a velocidade.
Segundo o jornalista argentino Agustín Laredo, que acompanha o dia a dia do River Plate, o jovem costuma aproveitar a explosão para atacar espaços e transformar corridas em jogadas perigosas.
— Joaquín Freitas é um jogador bastante explosivo. Não se caracteriza por ser um driblador, capaz de deixar dois ou três adversários para trás, mas é muito rápido e sabe aproveitar essa velocidade — explicou Laredo.
O jornalista destaca que muitas das melhores jogadas do atacante surgiram justamente desse recurso. Freitas estica a bola, dispara para aproveitar a vantagem física e busca chegar ao fundo para servir os companheiros.
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Mas a velocidade não foi o único fator que aproximou Freitas dos torcedores do River Plate. Em um período no qual a equipe enfrentava dificuldades e, segundo Laredo, sofria com a falta de atitude em campo, o jovem passou a representar uma espécie de ponto fora da curva.
Freitas não era necessariamente o protagonista técnico de um River Plate em dificuldades, nem o jogador responsável por resolver todos os problemas ofensivos. Ainda assim, sua entrada em campo carregava uma expectativa diferente.
— Foi um dos jogadores mais queridos pelos torcedores nos últimos tempos, quando o time não jogava nada bem, não tinha atitude. Mas, quando entrava ele, quando jogava, as pessoas ficavam muito contentes porque era o único que jogava com atitude e com vontade de fazer algo diferente — relatou Laredo.
A posição ideal e as limitações como ponta
A evolução de Freitas, no entanto, também revelou algumas limitações. Especialmente quando ele foi utilizado em uma função que, segundo Agustín Laredo, não potencializava suas principais virtudes.
O atacante é visto como um jogador mais confortável atuando por dentro, seja como centroavante ou acompanhando um camisa 9. Não como um ponta fixo.
Durante a passagem de Eduardo Coudet pelo comando do River, porém, Freitas foi utilizado aberto pela direita. E foi justamente nessa função que, na avaliação de Laredo, suas dificuldades ficaram mais evidentes.
— Ele é atacante, mas não joga como ponta. Coudet o colocava como extremo pelo setor direito e aí se viam todas as suas limitações. Por estar muito preso à linha, não consegue fazer seu jogo fluir. Ele é mais de se conectar com seus companheiros, de dar assistências. E, por estar sozinho pelo extremo direito, lhe custava bastante conseguir se firmar nos jogos — finalizou.
Em um Flamengo recheado de grandes peças, Freitas chega ao clube para ser uma peça que ainda precisa de tempo para se adaptar e entrar aos poucos. Só 19 anos e um futebol que empolga.