Brasil

‘Camisa 5 puro’: Fabinho revela sua função com Ancelotti na seleção brasileira

Volante do Al-Ittihad está bem cotado e deve estar na Copa do Mundo com o Brasil no meio do ano

Surpresa da Data Fifa de novembro de 2025, Fabinho parece uma certeza na lista final da seleção brasileira para a Copa do Mundo do meio deste ano. Convocado também para os amistosos contra França e Croácia nos próximos dias, o volante detalhou o porquê de Carlo Ancelotti o convocar.

Aos 32 anos, parecia que o jogador, que está no Al-Ittihad desde o meio de 2023 e não era chamado desde a época de Liverpool, não teria mais espaço por seu país. O técnico italiano, porém, enxergou uma lacuna na geração brasileira: um reserva direto para Casemiro, volante mais típico, marcador e com boa cobertura de espaços.

— Pelo meu perfil e pelas minhas características, o treinador me vê em uma função um pouco parecida com a do Casemiro. Ou seja, um volante de contenção, um “camisa 5” puro. Ancelotti me disse que precisa de alguém assim, que dê equilíbrio — revelou Fabinho ao jornal “L’Équipe”.

— Há o Casemiro, claro, mas eu faço parte dos jogadores que podem ajudar nessa posição. Essa é uma das razões que ele me deu para a convocação — completou.

A fala do campeão saudita na temporada passada reforça o que disse Ancelotti ao defender sua convocação na época (“Fabinho tem essa característica [do Casemiro], a estrutura, conhecimento da posição e a experiência”, afirmou) e até do titular da função, que o “indicou”, em outubro passado (“Se fosse para eu falar um nome de característica [igual], falaria do Fabinho”, afirmou o volante do Manchester United).

Fabinho em ação pela seleção brasileira
Fabinho em ação pela seleção brasileira (Foto: Emilian Baldow/Icon Sport)

Fabinho revela como foi contato com Ancelotti em chamado à seleção brasileira

Fora da Seleção justamente desde a última Copa, no fim de 2022, Fabinho não tinha certeza se a nova comissão técnica que assumiu no meio do ano passado olhava para o Campeonato Saudita. Ele recebeu a confirmação de que seria chamado em uma ligação do treinador italiano.

— Foi algo que eu vinha buscando, porque nunca desisti, apesar da minha ausência. Claro, fiz um bom trabalho no Al-Ittihad, tentei jogar bem. […] Eu só estava esperando minha oportunidade. Não sabia se o treinador e sua comissão estavam de olho na Arábia Saudita, mas sempre permaneci positivo. Fiquei realmente muito feliz por ser chamado. Foi um prazer voltar, treinar com os caras e rever alguns amigos também — disse.

— Eu tinha falado com o Ancelotti um pouco antes por telefone. […] Falamos um pouco de coisas gerais: como eu estava me sentindo, como estava minha família e como era a vida na Arábia Saudita. Ele disse que havia a possibilidade de me convocar para novembro, que jogaríamos contra Senegal e Tunísia — completou.

O volante, que atuou por meia hora contra os tunisianos, assumiu que via em N’Golo Kanté, seu ex-colega de meio-campo no Al-Ittihad, um exemplo, afinal, o francês foi titular por seu país na Eurocopa 2024, apesar de atuar no futebol saudita, e também deve estar na Copa, agora defendendo o Fenerbahçe.

— Mesmo estando em bom nível e jogando bem pelo meu clube, [a convocação] foi inesperada. Mas havia o N’Golo como referência: ele jogava comigo no clube e estava frequentemente com a seleção francesa… Foi bom que alguém que atua no mesmo campeonato e no mesmo time que eu mostrasse que o nível é alto.

Quando esteve com a seleção, o primeiro fator com o qual Fabinho se impressionou em Ancelotti foi o trato pessoal dele com o elenco. “Pude ver de perto como ele trabalha e o que mais chama atenção de imediato é a proximidade com os jogadores, a forma de gestão“, explicou.

— Ele já tinha uma relação muito boa com os atletas que treinou no Real Madrid, então isso ajuda.

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Volante vê pressão igual a de sempre para a Copa do Mundo

A Seleção não entrar como favorita à Copa não diminui em nada a pressão da torcida brasileira porque, segundo o jogador do Al-Ittihad, a exigência dos torcedores é “sempre a mesma”.

— Mesmo que nem todos estejam muito satisfeitos com a Seleção, quando chega a Copa do Mundo, todo mundo está lá, nos apoiando. As expectativas dos brasileiros são muito altas, mas isso é positivo.

— Sei que as outras seleções nos respeitam. E sei que o Brasil vai estar lá para competir, para lutar. Nós, jogadores, não nos importamos se somos favoritos ou não. Sabemos que podemos fazer algo especial, que podemos ir até o fim. Acho que essa é a mentalidade que devemos ter — disse em pergunta sobre o jejum de 24 anos sem um título mundial.

Fabinho trata a Copa do Catar como “uma das experiências mais bonitas” da vida e quer repetir no meio deste ano. O jogador está muito bem colocado com Carletto e tudo indica que só um problema físico pode tirá-lo da competição. O Brasil divide o grupo C do Mundial com Marrocos, Haiti e Escócia.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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