A estratégia do Atlético Mineiro para ter uma das principais joias do Chile
Galo tenta aproveitar oportunidade de ouro na janela para contar com jovem talento
O Atlético Mineiro prepara uma oferta de pré-contrato para contratar Lucas Assadi, meia da Universidad de Chile, em uma investida sem custos, segundo o “AS Chile“. Com o vínculo do jogador de 22 anos encerrando em dezembro de 2026, o clube mineiro planeja agir em junho para garantir a contratação do chileno a custo zero em 2027.
A situação se agrava para a diretoria da Universidad de Chile após a recusa de uma proposta de 2,4 milhões de euros (aproximadamente 15 milhões de reais) apresentada pelo Malmo, da Suécia. Com as negociações de renovação paradas e o contrato se aproximando do fim, o clube corre o risco de perder seu principal ativo sem receber nada em troca.
Lucas Assadi é considerado um dos principais jogadores do futebol chileno e seria reforço importante para o elenco do Atlético-MG, atual 13º colocado do Brasileirão.
Assadi inclusive esteve com a seleção chilena na Data Fifa de setembro do ano passado, tendo entrado em campo em dois jogos, sendo um deles a derrota para o Brasil.
Por que Assadi, alvo do Atlético-MG, pode sair de graça?

A situação contratual de Lucas Assadi tornou-se a principal dor de cabeça para a diretoria liderada por Manuel Mayo. O meia encerra seu vínculo com a U em dezembro de 2026, o que ativa uma regra da Fifa: com apenas seis meses restantes de contrato, a partir de junho de 2026, o jogador está legalmente autorizado a negociar e assinar um pré-contrato com qualquer clube,
O Atlético Mineiro acompanhou de perto as negociações fracassadas de renovação entre o jogador e o clube chileno. A estratégia do Galo é clara: aguardar a abertura da janela de junho para oferecer ao meia um contrato com valores que o futebol chileno não tem condições de igualar, garantindo sua chegada em 2027 a custo zero e privando La U dos milhões que projetava arrecadar com sua venda.
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A oferta milionária do Malmo que a Universidad de Chile recusou
A tensão no clube chileno aumentou após a resposta negativa da diretoria a uma proposta formal vinda da Europa. O Malmo, da Suécia, colocou na mesa 2,4 milhões de euros (aproximadamente 15 milhões de reais) pelos 80% dos direitos de Assadi, valor considerado “insuficiente” pela mesa diretiva.
A decisão de rejeitar o clube sueco foi um movimento arriscado. Na U, acredita-se que o jogador ainda tem um teto muito mais alto e que seu valor de mercado deveria girar em torno de quatro ou cinco milhões de dólares (aproximadamente 23 a 29 milhões de reais).

No entanto, a recusa coloca a diretoria encurralada: se não conseguirem que Assadi assine uma extensão de contrato antes da abertura da janela de junho, terão perdido a última chance de obter retorno financeiro real por sua formação, ficando à mercê das ambições do Atlético Mineiro ou de clubes da MLS.
Em meio à novela sobre seu futuro, o aspecto esportivo também preocupa a nova comissão técnica. Assadi não acumula minutos desde 22 de fevereiro, quando saiu lesionado na vitória sobre o Deportes Limache. Desde então, o meia passa por um processo de recuperação mais longo do que o previsto, perdendo jogos decisivos da Copa da Liga loca.
Sua ausência tem sido evidente na falta de criatividade do time, e seu retorno é prioridade para o técnico Fernando Gago.



