Copa do Brasil

Por que a CBF não acatou uma das poucas decisões conjuntas da história de Flamengo e Atlético-MG?

Finalistas pediram por implementação da tecnologia nas finais, mas CBF não acatou e explicou o motivo

Atlético-MG e Flamengo construíram uma das maiores rivalidades interestaduais do Brasil. Por conta disso, os clubes, sejam as torcidas, dirigentes ou jogadores, nunca se dão bem e (quase) sempre estão de lados opostos em debates.

Mas, para a decisão da Copa do Brasil, onde os clubes se enfrentam nos dias 3 e 10 de novembro, eles chegaram a uma decisão conjunta: o pedido pelo impedimento semiautomático.

No entanto, a CBF não acatou essa solicitação.

O impedimento semiautomático já está em uso em diversas ligas no mundo, e foi aprovado pela FIFA com utilização na última Copa do Mundo. Ele utiliza de câmeras e sinais espalhadas pelo estádio (e na bola), com a tecnologia 3D recriando o lance com precisão para determinar se houve impedimento ou não.

Basicamente, não há necessidade da ação humana, como acontece no VAR atual, em que os árbitros da cabine do VAR traçam linhas onde entendem como último ponto dos jogadores participantes dos supostos lances de impedimento.

O pedido foi feito inicialmente pelo Atlético e apoiado pelo Flamengo. A Trivela ouviu de fontes dos dois clubes que tanto a Arena MRV quanto o Maracanã tem estrutura para receber o equipamento necessário.

Impedimento de Cristiano Ronaldo marcado pelo semiautomático na Liga Saudita (Foto: reprodução)

CBF explica recusa por impedimento semiautomático

Presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues explicou porque mesmo com o pedido dos dois finalistas, os jogos não terão a tecnologia do impedimento semiautomático.

— Consultamos a comissão de arbitragem e foi respondido que era viável, a questão é de logística mesmo. Para importar e trazer esse aparato até aqui demoraria 40, 45 dias para chegar. Pela logística, é inviável — disse, com exclusividade à Trivela.

Os jogos das finais acontecem nas duas primeiras semanas de novembro. Com esse tempo citado por Ednaldo, os confrontos só poderiam acontecer quase no fim de dezembro, depois do fim da temporada.

Dirigente do Flamengo, Bruno Spindel afirmou que o Flamengo já havia pedido anteriormente a CBF pela implementação da tecnologia, mas a entidade explicou que nem todos os estádios estão aptos para ele, por isso não fez antes.

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Atlético-MG e Flamengo se provocam

Concordarem em algo não impede que os dirigentes de Atlético e Flamengo se provoquem e estejam, como sempre, de lados opostos em discussões.

Vice-presidente do Flamengo, Marcos Braz afirmou que o segundo jogo acontecer na casa do Atlético foi até algo bom, pois o Galo faz uma pressão e uma “conversa fiada” sobre arbitragem e coisas supostamente favoráveis ao Fla desde os anos 80, quando a rivalidade esquentou de vez.

Diretor e ídolo do Atlético, Victor Bagy respondeu tirando um pouco do peso da provocação, mas ainda citando o lado da arbitragem, que ele espera não virar pauta após os jogos da final.

— Faz parte do futebol (provocação do Braz). Sabemos que existiram episódios que o Atlético foi prejudicado. Mas passado é passado. Espero que esses problemas não sejam pauta do noticíario pós-decisão. Que vença o que estiver melhor preparado. Por mérito. — Victor, diretor de futebol do Galo

Os jogos da final da Copa do Brasil

  • Flamengo x Atlético – domingo, 3 de novembro – Maracanã, no Rio de Janeiro
  • Atlético x Flamengo – domingo, 10 de novembro – Arena MRV, em Belo Horizonte

Atlético e Flamengo já receberam R$ 19,5 milhões de premiação cada na competição. O vice-campeão da Copa do Brasil garante mais R$ 31,5 milhões, enquanto o campeão fatura mais R$ 73,5 milhões. 

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander HeinrickSetorista

Jornalista pela PUC-MG, passou por Esporte News Mundo e Hoje em Dia, antes de chegar a Trivela. Cobriu Copa do Mundo e está na cobertura do Atlético-MG desde 2020.
Foto de Guilherme Xavier

Guilherme XavierSetorista

Jornalista formado pela PUC-Rio. Da final da Libertadores a Série A2 do Carioca. Copa do Mundo e Olimpíada na bagagem. Passou por Coluna do Fla e Lance antes de chegar à Trivela, onde apura e escreve sobre o Flamengo desde 2023.

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