A menos de uma semana para a Série D, CBF mostra de novo que não dá a mínima para o calendário
Em meio a polêmicas envolvendo a administração de Ednaldo Rodrigues, a CBF deu mais uma prova da sua desorganização na gestão do futebol brasileiro
Em meio às recentes revelações sobre os gatos da gestão de Ednaldo Rodrigues, CBF deu mais uma prova de que pouco se importa com o calendário do futebol brasileiro. Nesta segunda-feira (7), a menos de uma semana do começo da Série D do Campeonato Brasileiro, a entidade anunciou o adiamento da abertura da competição nacional.
A Série D estava programada para começar no próximo fim de semana (dias 12 e 13 de abril). No entanto, a CBF, que ainda não havia nem sequer detalhado a primeira rodada, adiou o início da Série D em uma semana, para os dias 19 e 20 de abril.
Por que a CBF adiou o começo da Série D?
Em ofício enviado às federações estaduais e aos clubes participantes da Série D, a CBF justificou o adiamento da competição pelo fato de alguns clubes não terem apresentado laudos técnicos dos estádios.
De acordo com a CBF, os clubes e federações deveriam ter incluído os laudos na plataforma da Entidade até 30 dias antes do início da competição. Ou seja, até o meio de março.
“Diante da dificuldade da obtenção e apresentação dos laudos técnicos pelos clubes participantes no prazo previsto e em atação ao princípio de razoabilidade, a Diretoria de Competições (…) resolve postergar o início do Campeonato Brasileiro Série D 2025”, diz um trecho do ofício assinado por Julio Avellar, diretor de competições da CBF.
A CBF ainda argumenta que a medida visa “proporcionar o preenchimento de todos os requisitos pelos clubes participantes” e alega que o adiamento do início da competição “não causará prejuízo algum ao calendário”.
O regulamento específico da Série D, no entanto, informa que “quaisquer estádios poderão ser substituídos na hipótese de falta de laudos técnicos exigidos na legislação vigente”. Dessa forma, não haveria a necessidade do adiamento do início da Série D. Para a primeira fase da competição, os estádios devem ter capacidade mínima de mil torcedores e sistema de iluminação para partidas noturnas.

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Clubes que disputam a Série D
Grupo A-1: Independência-AC, Humaitá-AC, Manaus-AM, Manauara-AM, Tuna Luso-PA, Águia de Marabá-PA, Grêmio Sampaio-RR e Trem-AP;
Grupo A-2: Maracanã-CE, Iguatu-CE, Sampaio Corrêa-MA, Maranhão, Altos-PI, Parnahyba-PI, Tocantinópolis-TO e Imperatriz-MA;
Grupo A-3: Ferroviário-CE, Horizonte-CE, Sousa-PB, Treze-PB, Santa Cruz-PE, Central-PE, América-RN e Santa Cruz-RN;
Grupo A-4: ASA-AL, Penedense-AL, Sergipe, Lagarto-SE, Barcelona de Ilhéus-BA, Jequié-BA, Juazeirense-BA e União-TO;
Grupo A-5: Ceilândia-DF, Capital-DF, Aparecidense-GO, Goiânia-GO, Mixto-MT, Luverdense-MT, Porto Velho-RO e Goianésia-GO;
Grupo A-6: Rio Branco de Vitória-ES, Porto Vitória-ES, Nova Iguaçu-RJ, Boavista-RJ, Pouso Alegre-MG, Maricá-RJ, Portuguesa-SP e Água Santa-SP;
Grupo A-7: Goiatuba-GO, Itabirito-MG, Inter de Limeira-SP, Monte Azul-SP, Operário-MS, Uberlândia-MG, Cascavel-PR e Cianorte-PR;
Grupo A-8: Azuriz-PR, Joinville-SC, Barra-SC, Marcílio Dias-SC, São José-RS, São Luiz-RS, Guarany de Bagé-RS e Brasil de Pelotas-RS.



