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Cerveja esgotada e tecnobrega no intervalo: jogo da Tuna Luso vira atração raiz antes da Supercopa

Na véspera da Supercopa Rei, torcedores de Botafogo e Flamengo aproveitaram para viver uma 'experiência raiz' em jogo da tradicional Tuna Luso

A cidade de Belém vai ser palco, neste domingo (2), da Supercopa Rei entre Botafogo e Flamengo, no Mangueirão. Mas o clássico carioca não foi o único jogo que movimentou o fim de semana na capital paraense.

Na manhã deste sábado (1º), a tradicional Tuna Luso, que hoje está na Série D do Campeonato Brasileiro, recebeu o Cametá, no Souza, pela quarta rodada do Campeonato Paraense. Com a cidade já cheia para a Supercopa Rei, muitos torcedores de Botafogo e Flamengo aproveitaram o dia para acompanhar a partida. E a Trivela também esteve presente para viver essa experiência de futebol raiz em Belém.

A vitória por 3 a 0 da Tuna Luso, que fez o time encostar nos líderes do Paraense, acabou ficando em segundo plano para muitos presentes, que estavam mais interessados em viver a experiência de um jogo de um time local em Belém.

E, desde a entrada no estádio, algumas situações já chamavam a atenção dos cariocas e turistas presentes. Ao passar pelo portão que dá acesso às arquibancadas, os torcedores recebiam sacolas plásticas para recolherem o próprio lixo no local. A iniciativa é da Federação Paraense de Futebol, que tem tomado medidas visando a sustentabilidade na competição.

Com o forte calor de Belém e o sol mesmo às 10h, os torcedores se aglomeraram embaixo da arquibancada coberta do Estádio Francisco Vasques, conhecido como Souza. Este, aliás, é o único setor disponível no estádio. A arquibancada que fica atrás de um dos gols está interditada. Atualmente, o Souza tem capacidade para 1.900 pessoas.

Funcionários distribuem sacolas plásticas para torcedores recolherem o próprio lixo (Foto: Gabriel Rodrigues/Trivela)
Funcionários distribuem sacolas plásticas para torcedores recolherem o próprio lixo (Foto: Gabriel Rodrigues/Trivela)

Cerveja disputada e “chope” de frutas típicas

Além da parte coberta da arquibancada, o bar, que vendia cerveja por R$ 10 ou R$ 12, e outras bebidas, foi um dos pontos mais concorridos da partida.

O calor superou qualquer possível questão sobre o horário da partida e pouco depois do intervalo, que foi animado com tecnobrega e piseiro no sistema de som do estádio, a cerveja do estádio já havia acabado. Funcionários da Tuna precisaram buscar cerveja de garrafa (600ml) do bar do clube social, que fica ao lado do estádio, para abastecer o bar. A bebida passou a ser vendida por copo (R$ 10).

Para os que não apreciam uma cerveja, o Souza também tinha muitas outras opções para molhar a gargante e se refrescar. Além de outras bebidas, os ambulantes do estádio vendiam o famoso chope de Belém. É assim que o “sacolé” ou o “geladinho” é chamado na região.

Ambulantes com isopores vendendo picolé também se espalhavam pelas arquibancadas. Assim como os chopes, os picolés também eram feitos com frutas típicas da região amazônica, como cupuaçu, açaí e bacuri, além de outros sabores mais tradicionais, como chocolate.

Muitos torcedores acompanharam a partida no alambrado no estádio (Foto: Gabriel Rodrigues)
Muitos torcedores também acompanharam a partida no alambrado no estádio (Foto: Gabriel Rodrigues)

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Loja da Tuna movimentada

A pequena loja da Tuna Luso também foi outro espaço muito procurado. Muitos turistas aproveitaram a ida ao estádio para comprarem as recém-lançadas camisas da Tuna para esta temporada.

O uniforme, aliás, é um dos motivos de orgulho da Tuna Luso. A camisa tem o selo verde de sustentabilidade. A camisa é feita com garrafas PET recicladas e a produção foi realizada com energia solar e sem consumo de água. O uniforme é feito em uma fábrica da região.

Camisas de outros clubes liberadas

Apesar da maioria dos torcedores estar vestindo a tradicional camisa da Tuna Luso, ainda foi possível ver muitas camisas de outros clubes brasileiro. Principalmente dos quatro grandes do Rio de Janeiro — especialmente, é claro, Botafogo e Flamengo –, mas também de outros times, como Grêmio e CRB.

Torcedores com camisa de outros clubes também marcaram presença no Souza (Foto: Gabriel Rodriges/Trivela)
Torcedores com camisa de outros clubes também marcaram presença no Souza (Foto: Gabriel Rodriges/Trivela)

Os torcedores do Cametá, clube do município de mesmo nome, que fica a 180 quilômetros de Belém, também circulavam normalmente pelo estádio, sem nenhum tipo de problema ou hostilidade, mostrando que o “futebol raiz” também é lugar de muito respeito.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel RodriguesSetorista

Jornalista formado pela UFF e com passagens, como repórter e editor, pelo LANCE!, Esporte News Mundo e Jogada10. Já trabalhou na cobertura de duas finais de Libertadores in loco. Na Trivela, é setorista do Vasco e do Botafogo.

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