Brasileirão Série A

Palmeiras: Após trégua no Choque-Rei, Mancha avalia quando voltará a protestar contra Leila

Organizadas do Palmeiras vão avaliar quando protestar, mas querem evitar expor jogadores às manifestações

Na quarta-feira (25), chamou a atenção de quem foi ao Allianz Parque a ausência de protestos e xingamentos contra a presidente Leila Pereira, por parte das torcidas organizadas, durante a goleada sobre o São Paulo, por 5 a 0.

Contra o Atlético-MG, por exemplo, a dirigente foi vaiada e xingada em momentos esporádicos ao longo da partida inteira.

A trégua momentânea da quarta-feira foi decidida pela diretoria da torcida com o objetivo de manter seus membros e o restante do estádio focados no Choque-Rei.

– Falamos em protestar antes, depois e no intervalo dos jogos. Mas decidimos reconsiderar, pela importância do jogo, porque era um clássico – explicou à Trivela Jorge Luiz, presidente da Mancha Alvi-Verde, a organizada mais numerosa do clube, ex-aliada de Leila Pereira.

– Era importante darmos apoio total. Até porque, a gente já tinha se manifestado no protesto de segunda-feira – completou ele, fazendo alusão às manifestações do dia 23, na Rua Palestra Italia.

A Trivela já havia ponderado, em texto do dia 20, que uma trégua era fundamental para dar paz ao Palmeiras no campeonato.

Enquanto o conselho deliberativo se reunia na sede social, Mancha, TUP, outra organizadas e torcedores comuns gritaram palavras de ordem contra Leila Pereira, o conselho e a diretoria do clube de um modo geral, com ênfase em Anderson Barros, diretor de futebol.

– Nós vamos avaliar jogo a jogo como fazer protestos oportunos contra a presidente e o conselho – explicou o dirigente.

– Mas se formos protestar nos jogos, será antes, no intervalo e depois, quando não houver mais jogadores no campo. Vamos dar total apoio ao Abel e aos jogadores até o fim do campeonato”, disse Jorge Luiz.

Torcida comum também não xingou muito

Sem a força das organizadas para puxar os gritos, os torcedores comuns também não se manifestaram tanto contra a presidente do clube.

Para não dizer que Leila Pereira passou a noite incólume, alguns torcedores do Setor Oeste, que fica atrás dos bancos de reservas, xingaram a dirigente durante o aquecimento dos jogadores antes do início da partida.

Como sempre faz, Leila subiu ao campo antes do jogo e, da beirada do túnel, ficou observando a movimentação dos jogadores. Foi o suficiente para ouvir alguns torcedores descontentes com a gestão dela.

Camisas com patrocínio coberto não foram tão numerosas

A cobertura das logomarcas de Crefisa e FAM com fitas, esparadrapos e outros materiais, nas camisas dos torcedores, aconteceu com menos frequência do que parecia que aconteceria, dada a comoção em torno do tema nas redes sociais.

Houve sim, pessoas protestando dessa forma. Mas a prática ficou menos disseminada do que se imaginava inicialmente.

O Palmeiras retorna ao Allianz Parque no sábado (28), para enfrentar o Bahia, também pelo Campeonato Brasileiro. Certamente, alguns protestos serão feitos. Mas a tendência é que uma sequência de bons resultados acabe arrefecendo o tom das cobranças.

O Palmeiras vem de duas vitórias, já que, antes do São Paulo, havia vencido o Coritiba.

Com 50 pontos, o Palmeiras precisa de mais 14 para se garantir na próxima edição da Copa Libertadores. Nos últimos dez anos, 63,1 pontos foi a média que assegurou times no G4. O Palmeiras chega a tal número com mais quatro vitórias e dois empates.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata Lima

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023
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