Brasileirão Série A

Com dom da premonição, Palmeiras ensaia ter soluções para todos os problemas

Até o momento, peças trazidas para esta temporada podem suprir ausências de lesionados

Ainda não se sabe quanto tempo o Palmeiras ficará sem Mayke, que deixou o campo com muitas dores na virilha, após abrir demais a perna em disputa de bola no segundo tempo da vitória contra o Cruzeiro (2 a 0), no sábado (20).

Caso seja um desfalque sério, o camisa 12 vai se juntar a Piquerez, que operou o joelho na tarde de ontem, e Estêvão, que mesmo sem cirurgia, deve ficar sem jogar por cerca de um mês. O uruguaio, por sua vez, corre risco de não voltar a jogar em 2024.

Em que pese Estêvão ter se lesionado quando era o melhor jogador do futebol brasileiro, a verdade é que o Palmeiras parece ter solução para quase todos os desfalques, ao menos no que diz respeito ao cumprimento de funções.

 

Palmeiras poderá evitar sufoco do ano passado

Em 2023, vale lembrar, o Palmeiras perdeu Dudu e teve de passar por uma revolução para suprir sua ausência, já que não havia um ponta-esquerda no elenco para tentar emular suas funções em campo. Abel teve de reinventar o time com Endrick e Breno Lopes para terminar a temporada com sucesso.

O time foi campeão brasileiro, é verdade. Mas, na Copa Libertadores, dá para creditar o insucesso, com a eliminação ante o Boca Juniors, na semifinal, ao fato de a escalação pensada por Abel sem seu camisa 7 não ter dado liga.

Em 2024, por outro lado, a diretoria contratou quase de modo premonitório. Dentre os sete reforços do Palmeiras para este ano, quatro são peças justa e coincidentemente para os setores dos lesionados.

Caio Paulista, ainda que esteja perdendo a disputa para Vanderlan, é lateral-esquerdo, tal qual Piquerez. Giay, recém-chegado, é lateral-direito como Mayke. E Maurício atua exatamente aberto pela ponta-direita — função que Felipe Ânderson também pode cumprir, mas que vinha sendo de Estêvão.

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Abel não vê reforços, mas substituições

Para o técnico Abel Ferreira, as chegadas de Maurício e Felipe Ânderson, por mais que sejam comemoradas, são menos reforços do que substituições.

— Perdemos o Luis Guilherme e o Endrick — lembrou ele, na entrevista coletiva após a partida contra a Raposa.

Já sobre Dudu, que fez seu primeiro jogo como titular em quase 11 meses, o treinador demonstrou estar satisfeito, mas com cautela.

— Fico feliz que tenha jogado e mostrado confiança.

Por outro lado, o técnico deu de ombros para o fato de a escalação do ataque com Felipe, Flaco e Dudu, que encarou o Cruzeiro, ser também a preferida da torcida.

— Eu não escalo a equipe para a torcida. A torcida me pede para ganhar jogos. Só isso que ela quer de mim. O que a torcida tem que entender é que minhas decisões são pensando no melhor para ganhar jogos e lhes dar alegrias.

O que podem esperar da minha parte é que as minhas decisões são feitas em cima do que é o melhor do Palmeiras. Eles têm uma função muito específica, que é vir e apoiar. E hoje foi fundamental, que nossos torcedores vieram para apoiar – disse.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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