Brasileirão Série A

Palmeiras: internamente, existe a avaliação de que Abel foi cauteloso demais com crias

Dentro do Palmeiras já se sabia que trio de garotos Endrick, Kevin e Luis Guilherme dariam conta do recado, mas Abel preferiu não apostar alto com eles

As ótimas atuações de Endrick, Kevin e Luis Guilherme no segundo tempo de Palmeiras e Boca Juniors, na última quinta-feira, não foram nenhuma surpresa para profissionais ligados às categorias de base do clube alviverde ouvidos pela Trivela.

Já era anterior ao jogo, a avaliação de que o trio, em especial Endrick, estava mais do que pronto e poderia ser peça-chave para a classificação do Palmeiras à final da Copa Libertadores.

Kevin, que dos três é quem somava menos minutos no time profissional, era enxergado, desde a contusão de Dudu, como o nome certo para substituir o camisa 7. É, afinal, o único atacante de todo o elenco a ter as mesmas características do Baixola, como ele é chamado pelos companheiros.

Assim como Dudu, Kevin é ponta-esquerda destro, que corta para dentro do campo para auxiliar na armação e bater a gol – além de abrir o corredor para Piquerez ir à linha de fundo.

Mas Abel, dentro de seus processos e convicções, preferiu apostar em um ataque com Artur e Rony, apoiado por uma linha de cinco, com Mayke e Piquerez abertos, Zé e Menino mais centralizados e Veiga ora buscando a bola próximo à linha de meio-campo, ora como falso ponta-esquerda canhoto.

Veiga atuou melhor que na Bombonera, mas pior do que Kevin, no Allianz Parque.

Abel lembra que foi ele quem lançou garotos

Na entrevista coletiva pós-jogo, Abel não deu um milímetro de braço a torcer quanto às escolhas que fez para a escalação do elenco.

Lembrou que foi ele quem lançou e deu espaço a todos os garotos que hoje fazem parte do elenco alviverde e ressaltou que apenas ele, por ser o técnico, é quem sabe o que é melhor para o Palmeiras.

– Às vezes, eu tenho que lembrar para vocês. Sabe quem foi o treinador que subiu esses jogadores todos? Sabem quem foi? Fui eu, é isso que eu quero que vocês se lembrem. Fui eu que dei a oportunidade para todos esses jogadores, para o Fabinho, para o Jhon John, para o Endrick, Vanderlan, Naves – disse.

– Há muita meritocracia desde que cheguei. O Luis (Guilherme) chegou no meio do ano e já está conosco. Kevin chegou no meio do ano e aproveitou a lesão do Dudu para se impor. Tudo que eu faço dentro do clube, tudo, é o melhor com os recursos que eu tenho. Vocês querem, eu entendo, porque devia ter jogado o Endrick, o Luis Guilherme, o Rocha não devia ter jogado… não é assim que funciona – completou.

Boca apostou alto em sua cria

Barcos observa Zé Rafael disputar jogada com Merentiel. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

Enquanto isso, o Boca apostou alto em Valentín Barco. O garoto ruivo de 19 anos, por isso conhecido como “Colo” Barco – diminutivo de “Colorado”, como os ruivos são chamados na Argentina – foi um dos grandes destaques da equipe xeneize.

Múltiplo em campo – ora no ataque, ora na defesa, ora dentro da área para finalizar -, Barco é o maior destaque do Boca no torneio.

De acordo com o portal Sudanalytics, Barco lidera os rankings de finalizações, duelos ganhos, faltas recebidas e dribles dentro de seu elenco.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata Lima

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023
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