Brasileirão Série A

Entenda por que Dorival deixou Rodrigo Nestor no banco contra o Palmeiras

Dorival teve conversa com Rodrigo Nestor para explicar por que ele seria reserva contra Grêmio e Palmeiras

Pouco mais de um mês atrás, Rodrigo Nestor marcava o gol do título inédito da Copa do Brasil para o São Paulo, no empate em 1 a 1 com o Flamengo, no Morumbi, em um domingo, 24 de setembro eterno para os são-paulinos. Exatos 31 dias mais tarde, o herói da conquista ficou no banco de reservas pelo segundo jogo seguido na goleada vexatória sofrida pelo Tricolor para o Palmeiras por 5 a 0 nesta quarta-feira (25), no Allianz Parque, pela 29ª rodada do Brasileirão.

O mesmo já havia ocorrido na partida anterior, a vitória por 3 a 0 sobre o Grêmio no Morumbi, no último sábado (21). E Dorival não só teve um motivo para isso, como tratou de explicá-lo para Nestor.

Conforme apurado pela Trivela, o treinador teve uma conversa reservada com Rodrigo Nestor e também com Wellington Rato para explicar a opção de deixá-los no banco nos últimos dois jogos. O motivo para isso não é técnico e nada tem a ver com a perda de hierarquia ou de posição de dois jogadores que foram protagonistas no título da Copa do Brasil – e o mesmo vale para Luciano.

Dorival conta muito com os dois jogadores para a próxima temporada, especialmente com Nestor. Mas ambos ficaram fora do time titular para que o treinador possa testar peças e fazer mais observações de jogadores que tem em seu elenco para 2024.

Isso vale tanto para Michel Araújo quanto para James Rodríguez. Os dois jogadores que entraram na equipe nas vagas de Nestor e Rato. Dorival quer fazer ajustes e trabalhar a mecânica do time com estes jogadores em campo. A Trivela apurou que o técnico pretende observar pelo menos seis nomes em ação até o final da temporada.

No ataque, o escolhido para substituir Calleri nos dois jogos foi David. Luciano, titular durante toda a temporada, ficou no banco. O curioso é que o atacante não ficará no elenco para a próxima temporada. Ele está emprestado pelo Inter até o fim do ano, e o contrato tem uma opção de compra estipulada em 4 milhões de euros. O São Paulo até tentou a permanência e fez uma proposta de 1,5 milhão de euros a ser pagos em longas parcelas. Mas o clube gaúcho recusou a oferta. Erison também deve ser observado nesta reta final de Brasileirão.

Herói, Nestor encerra 2023 valorizado

Contra o Palmeiras, Nestor entrou em campo logo aos 36 minutos, na vaga de Gabriel Neves. Ele nada pôde fazer para mudar a história de um jogo fadado ao vexame. Mas o resultado em nada apaga uma temporada em que o meia soterrou vaias para virar herói do título na Copa do Brasil. Craque da competição, o jovem de 23 anos encerra a temporada em alta.

Nestor deve abrir 2024 como titular absoluto da equipe de Dorival Júnior. Isso só irá mudar caso ele seja negociado pelo clube na próxima janela de transferências. Ao longo do ano, Zenit, Real Bétis e Torino fizeram sondagens pelo meia, mas não evoluíram para propostas. Conforme apurado pela Trivela, o São Paulo deve pedir ao menos 10 milhões de euros para liberar o jogador.

Até o momento, as conversas não foram retomadas e tampouco surgiram novos interessados no meia – até porque as janelas de transferências estão fechadas. Mas o cenário deve mudar a partir do final do mês, com a proximidade com a reabertura do período de negociações, em janeiro. O estafe do atleta já retomou os trabalhos nos principais mercados do futebol europeu para prospectar possíveis propostas pelo jogador.

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São Paulo fará jogo duro em eventual venda

Mas para tirar Nestor – ou qualquer outro jogador – do São Paulo, o clube interessado terá que mexer bastante no bolso e investir pesado. Após equilibrar as receitas com os R$ 88,7 milhões em premiações recebidas da CBF pelo título e com verbas de bilheteria, o clube muda suas diretrizes do clube na hora de negociar jogadores. Hoje, o Tricolor só vende seus atletas pelo preço que quiser. E não pela necessidade/obrigação de fazer dinheiro para fechar as contas.

Foto de Eduardo Deconto

Eduardo DecontoSetorista

Jornalista pela PUCRS, é setorista de Seleção e do São Paulo na Trivela desde 2023. Antes disso, trabalhou por uma década no Grupo RBS. Foi repórter do ge.globo por seis anos e do Esporte da RBS TV, por dois. Não acredite no hype.

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