‘Retrógrado’: dirigentes da dupla Gre-Nal se alfinetam sobre arbitragem do clássico
Antônio Brum, vice-presidente de futebol do Grêmio, criticou o Internacional por convocar 'reunião de urgência' com a CBF
Clássico sem polêmica não é clássico. No Gre-Nal 443, do próximo sábado (19), às 16h, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, ela já começou fora de campo, antes mesmo da bola rolar no Estádio Beira-Rio, e envolve arbitragem.
Logo após a derrota por 2 a 1 para o Atlético-MG, no último dia 9, o vice-presidente de futebol do Grêmio, Antônio Brum, reclamou publicamente da arbitragem de Luiz Flávio de Oliveira, por entender que o Tricolor Gaúcho foi prejudicado no início do jogo — em pênalti marcado de Jemerson em Hulk, e em gol anulado por toque de braço de Braithwaite.
11 dias antes, depois do empate em 0 a 0 com o Botafogo, Brum já havia manifestado indignação com o cartão vermelho direto recebido por Monsalve, no final do jogo. A sequência dos episódios, e seus desdobramentos, levou o dirigente gremista a alertar a CBF para a escala de arbitragem do clássico Gre-Nal.
— O Grêmio foi duramente criticado, e estamos muito preocupados porque vamos viver na sequência a semana Gre-Nal. Faço um apelo para a CBF que escolha muito bem a arbitragem para que o Grêmio não seja novamente prejudicado na sequência do campeonato — clamou.
Vice-presidente de futebol do Internacional alfinetou o do Grêmio
Ainda antes da CBF divulgar a escala, a manifestação de Brum foi alfinetada pelo vice-presidente do futebol do Inter, José Olavo Bisol, que concedeu entrevista coletiva na última sexta-feira (11), no CT Parque Gigante.
— Acho que debates e condicionamentos públicos, falas de dirigentes neste momento não agregam em absolutamente nada no processo do jogo, que se resolve em campo com a qualidade dos jogadores, com o ambiente que se cria para esse jogo. Esperamos, com naturalidade, que essas declarações não gerem qualquer tipo de reflexo, interferência, na CBF — afirmou.
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Internacional teria convocado ‘reunião de urgência’ com a CBF
Na tarde da mesma sexta-feira (11), foi decidido que Bruno Arleu de Araújo será o árbitro do Gre-Nal. A escolha não foi bem recebida, principalmente pelo Inter, que teve problema recente com o juiz carioca no empate em 0 a 0 com o Cruzeiro, no Mineirão.

O maior rival do Grêmio realizou até um encontro emergencial com a CBF para solicitar a mudança do árbitro. Uma atitude, na opinião do dirigente gremista, ‘retrógrada’.
— Quem está tentando condicionar a arbitragem é o Internacional, não é o Grêmio […] Do outro lado lá chamaram a gente de retrógrado e fizeram, nem sabia que isso existia no futebol, uma reunião de urgência com a CBF para tentar mudar o árbitro — revelou.
— Vocês conhecem alguma coisa mais retrógrada do que isso? Que clima está sendo gerado para o árbitro no estádio com 50 mil pessoas, em que o presidente do Inter chama o árbitro de vagabundo em uma súmula que vai ser julgada? Isso não é condicionamento de arbitragem? Isso não é retrógrado? — questionou.
Para Brum, o Grêmio é ‘o clube mais prejudicado pela arbitragem’
Para defender que sua atitude não era tentativa de condicionamento, Brum citou erros passados da arbitragem brasileira contra o Grêmio, que o dirigente entende que influenciaram diretamente no desfecho do Campeonato Brasileiro de 2023.
— O Grêmio não só tem sido prejudicado, como é o clube mais prejudicado pela arbitragem nos últimos dois anos. O Grêmio deveria ser o atual campeão brasileiro se não fossem os erros grotescos da arbitragem brasileira — disparou o vice-presidente de futebol gremista
— Para citar apenas um lance, teve uma mão, que é um dos maiores pênaltis que eu já vi na história do futebol, e que não foi marcado em Itaquera, e aqueles dois pontos foram os que nos faltaram, assim como outros erros, para se sagrar campeão brasileiro. Inclusive os erros foram tão graves que os árbitros foram afastados pela CBF — recordou.
Por fim, Brum disse que espera que Bruno Arleu de Araújo ‘honre seu distintivo Fifa’ e passe pelo clássico Gre-Nal sem ser notado, para que o jogo seja decidido pelos atletas dentro das quatro linhas.



