Brasileirão Série A

Fábio falha, Fluminense joga mal, fica no empate com o Juventude e é vaiado em casa

Em atuação ruim, Tricolor empata com time gaúcho em casa e sai vaiado de campo no Maracanã

As cenas foram de um filme repetido. O Fluminense foi sonolento, jogou mal, falhou na defesa, tomou gols e ficou no empate pelo Campeonato Brasileiro. Após sair na frente com Marcelo, de pênalti, o Tricolor viu Fábio errar passe bisonho dentro da área e ceder o empate ao Juventude, no Maracanã. Ao fim do jogo, o time saiu de campo sob merecidas vaias.

— O torcedor está no seu direito, não vencemos um jogo em casa — resumiu Ganso, após o jogo.

Fluminense começa mal e toma sustos na defesa

O jogo começou não muito diferente do que em boa parte de 2024: o Fluminense era sonolento. Mal nos passes, o Tricolor cedeu muitos espaços para o Juventude e tomou sustos no início da partida. Mas teve sorte em não tomar gols.

A equipe era lenta na recomposição, errava pressões e coberturas e, para piorar, não finalizava seus ataques, gerando chances ao Juventude. Na melhor delas, logo aos seis, Nenê quase fez valer a Lei do Ex no Maracanã: o meia recebeu na entrada da área, pelo lado direito, e bateu colocado, mas Fábio desviou com a ponta dos dedos e a bola parou na trave.

Antes mesmo dos 20 minutos, o time gaúcho já havia chegado quatro vezes com perigo ao ataque. A defesa do Flu, mais uma vez, estava exposta e se mostrava desorganizada.

Fluminense segura pressão, e Marcelo abre placar de pênalti

Até os 25 minutos de jogo, o Juventude era melhor que o Fluminense no Maracanã, mesmo sem ter mais posse de bola. Com seus jogadores adiantados e marcando o Tricolor em seu campo de defesa, o time de Roger Machado forçava erros e pressionava.

Mas há uma explicação para que o Flu tenha conseguido segurar a pressão: superioridade técnica, principalmente do meio para a frente. Já com Thiago Santos substituindo o lesionado Felipe Melo, o Tricolor conseguiu equilibrar o jogo apostando em mais passes verticais, embora ainda sofresse com os contra-ataques.

Marcelo, pela esquerda, era o destaque do Fluminense com a bola. Domínios, viradas de jogo, lançamentos, cruzamentos… é um privilégio assistir de perto ao camisa 12 com a bola no pé. E foi ele quem resolveu mais uma vez.

Isso porque, aos 40, Ganso roubou bola no ataque e, mesmo caído, passou para Martinelli. O volante matou a bola, invadiu a área e foi derrubado. Pênalti. Na cobrança, o lateral-esquerdo bateu firme, no canto e abriu o placar.

Fábio falha de novo, e Juventude empata

Quando o jogo parecia dominado pelo Fluminense e o Juventude já diminuía seu ímpeto no segundo tempo, o Tricolor mostrou porque está na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Os erros individuais na defesa explicam a campanha ruim na competição.

Fábio recebeu de Arias e mesmo sem ser pressionado, hesitou duas vezes e escolheu um passe pouco usado até em escolinhas de futebol: no meio da área, para um companheiro de costas. Jadson interceptou com um toque, e com o outro, fez valer a lei do ex no Maracanã. Com o gol aberto, o volante do Juventude empatou o jogo.

Mal no jogo, Fluminense sente gol e erra tudo

O gol foi um balde de água fria no Fluminense, que pela sexta vez em sete rodadas, saiu na frente, mas não conseguiu segurar o resultado. A equipe sofreu gols em todos os jogos da competição e faz péssima campanha. Além disso, o desempenho não vem sendo bom.

Após ceder o empate, o Flu pareceu sentir psicologicamente. O time tinha mais qualidade, mas não era o suficiente: faltava inspiração e até força. Em sequência, Keno pediu para sair, Marcelo sentiu cansaço e Cano colocou a mão na virilha após perder chance. O Tricolor, com um a mais a partir dos 39, quando Popó foi expulso, não conseguia sequer pressionar o Juventude.

Como está o Fluminense em 2024

Próximo jogo do Fluminense

Veja o próximo confronto do Fluminense na continuação da temporada:

  • Botafogo x Fluminense — Campeonato Brasileiro — terça-feira, 11 de junho — 20h (de Brasília).
Foto de Caio Blois

Caio Blois

Jornalista pela UFRJ, pós-graduado em Comunicação pela Universidad de Navarra-ESP e mestre em Gestão do Desporto pela Universidade de Lisboa-POR. Antes da Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.
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