Ressaca do título garante segunda chance, mas sumidos do Corinthians não aproveitam
Timão estreou no Brasileirão contra o Bahia com formação reserva, mas poucos atletas aproveitaram a oportunidade recebida
O intervalo de somente três dias entre o título paulista conquistado pelo Corinthians e a estreia no Campeonato Brasileiro permitiu que alguns atletas que estavam sumidos voltassem a ter chances. Da base titular corintiana, somente Yuri Alberto iniciou a partida contra o Bahia, em Salvador, que terminou empatada em 1 a 1.
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O técnico Ramón Díaz escalou o Timão com: Matheus Donelli; Léo Maná, André Ramalho, Cacá e Hugo; Breno Bidon, Maycon e Alex Santana; Ángel Romero, Yuri Alberto e Talles Magno.
Desses, somente o goleiro fez valer a oportunidade recebida e teve boa atuação.
Héctor Hernández, que entrou no segundo tempo, também mereceu a estrela dourada pelo gol marcado aos 44 minutos do segundo tempo, que impediu a derrota corintiana.
Lado direito do Corinthians foi o mapa da mina para o Bahia no primeiro tempo
Ainda que a posse de bola fosse equilibrada no primeiro tempo, o Bahia foi mais efetivo e fez valer a proposta que levou a campo.
O clube mandante foi quem levou mais perigo, ocupou mais o campo rival, e por sua vez, dificultou as ações ofensivas do adversário nos primeiros 45 minutos.
Em que pese a primeira grande oportunidade do jogo fosse com o Bahia pelo lado esquerdo, com somente um minuto de bola rolando, o restante foi explorando o frágil setor defensivo do Corinthians pela direita.
A dupla formada por Luciano Juba e Erick Pulga deu muito trabalho ao lateral-direito Léo Maná. Quando buscou ajudar na recomposição, o atacante Ángel Romero mais atrapalhou.
A partida contra o Bahia foi mais um teste que Léo Maná não passou. Com a saída de Fagner, emprestado ao Cruzeiro no início do ano, a expectativa da direção e comissão técnica corintiana era que a prata da casa se tornasse a alternativa para Matheuzinho.
Já nas oportunidades que teve no Paulistão, Maná não foi bem. Tanto que sequer foi relacionado em alguns jogos, enquanto o garoto João Victor Jacaré crescia na predileção de Ramón Díaz.

Em Salvador, Maná perdeu quase todas as disputas que teve com Juba, inclusive no lance em que ocasionou o gol do Bahia.
Porém, na jogada em questão, outros jogadores do Corinthians também falharam.
André Ramalho somente cercou Luciano Juba, que levou a bola da grande área até o lado esquerdo sem ser interceptado.
No cruzamento, Gilberto apareceu livre, enquanto o volante Maycon apenas marcou a bola e Hugo foi completamente passivo.
Todos os atletas do Timão citados atuaram em condições de prova.
Ramalho perdeu a condição de titular durante o início do Paulistão. Contra o Bahia, ele até teve bons momentos, em que impediu chegadas importantes de Juba e Pulga. Mas o vacilo no gol baiano foi crucial para a avaliação negativa.
Maycon voltou de um bom tempo afastado de lesão e, por equanto, não de um reserva utilizado esporadicamente. Em Salvador, era a chance do jogador mostrar que pode brigar por um espaço entre os titulares.
E Hugo teve novo espaço para mostrar o seu valor em meio ao “mercado inflacionário” de laterais-esquerdo no elenco corintiano.
Nenhum deles foi bem na Fonte Nova.
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Ramón mostrou que aprendeu com os erros
Tão logo o meia Éverton Ribeiro foi expulso, no começo do segundo tempo, Ramón Díaz colocou o time para frente.
Se as mexidas no intervalo buscaram conter o ímpeto ofensivo do Bahia pela esquerda, fortalecendo a defesa no setor e montando uma parede de quatro volantes na segunda linha, as mudanças seguintes visaram colocar o Corinthians para frente.
Entraram Igor Coronado e Héctor Hernández nos lugares de Cacá e Alex Santana. Alterações que seriam cruciais para o empate conquistado na unha pelo Timão.

A ausência dessa ousadia foi amplamente criticada em outros momentos do clube alvinegro na temporada passada. Em especial, na semifinal da Copa do Brasil, contra o Flamengo, quando Bruno Henrique foi expulso também no começo da etapa final.
Técnico do Bahia, Rogério Ceni respondeu fortalecendo as duas primeiras linhas e transformando a formação do Bahia em um 3-5-2 para, sobretudo, impedir as ações do Corinthians pelo alto.
Isso não foi suficiente, pois o gol corintiano saiu justamente assim.
Aos 44 minutos, Igor Coronado toca de lado para Breno Bidon, que colocou a bola na cabeça de Héctor Hernández. O centroavante espanhol se posicionou entre dois defensores do Bahia e testou firme para marcar.
Minutos antes, Romero já havia marcado um golaço de fora da área, mas foi anulado por impedimento de Talles Magno na origem do lance.
Estrela dourada para Matheus Donelli
A defesa de Hugo Souza no pênalti batido por Raphael Veiga, do Palmeiras, na final do Paulistão colocou ainda mais o goleiro no patamar de idolatria no Corinthians.
O que faz Matheus Donelli, reserva imediato, ter a ingrata missão de ter espaço.
Ainda assim, é importante que a prata da casa esteja bem quando exigido. E isso aconteceu contra o Bahia.

Foram, pelo menos, duas grandes defesas. Ambas nos primeiros minutos do primeiro e segundo tempo, respectivamente, e em lances que o atacante adversário finalizou à queima roupa.
Ótima notícia para que a torcida corintiana tenha cada vez mais confiança no reserva imediato da meta.
Hugo Souza sequer viajou para Salvador. O heroi da conquista estadual do Corinthians vinha de dores na perna direita nos jogos anteriores à decisão e foi preservado na estreia do Brasileirão. No entanto, a situação não preocupa.



