Brasileirão Série A

Bola parada resolve (de novo) para o Palmeiras, que quase iguala marca expressiva

Gol de Flaco López contra o Cruzeiro foi o décimo do Palmeiras em bolas paradas no Brasileirão

O Palmeiras fechou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2023 na vice-liderança, com 34 pontos. Para derrotar o Cruzeiro por 1 a 0 já nos acréscimos e continuar 13 pontos atrás do Botafogo, o time comandado por Abel Ferreira precisou recorrer a um velho e conhecido aliado: a bola parada.

O gol de Flaco López aos 50 minutos do segundo tempo após Raphael Veiga levantar a bola na área em cobrança de falta foi o décimo do Palmeiras vindo de bolas paradas neste Brasileirão. No levantamento, foram considerados tentos gerados por escanteios, faltas, pênaltis e arremessos laterais.

Quem mais marcou para o Alviverde na competição em jogadas do tipo foi Artur, com três gols. Na goleada por 5 a 0 sobre o Goiás, fora de casa, e no empate em 1 a 1 com o Red Bull Bragantino, no Allianz Parque, o atacante balançou a rede após cobrança de escanteio. Já na vitória por 4 a 1 sobre o América-MG, o camisa 14 guardou depois de um lateral.

Em segundo lugar está o zagueiro Murilo, que deixou sua marca no triunfo sobre o Corinthians por 2 a 1, aproveitando um escanteio, e na já citada goleada sobre o América-MG, abrindo placar após uma cobrança de falta. Raphael Veiga (pênalti), Luan, Richard Ríos e Rony (escanteios) completam a lista de goleadores da equipe em bolas paradas na competição nacional.

Bola parada foi determinante no título de 2022

A força do Palmeiras de Abel Ferreira na bola parada não é de hoje. Na temporada passada, o time paulista conquistou o Campeonato Brasileiro muito pelo alto número de gols feitos a partir de pênaltis, escanteios, faltas e laterais.

Em 2022, 27 dos 66 gols do Alviverde no Brasileirão saíram de jogadas do tipo, equivalente a 40,9% do total anotado pelo melhor ataque daquela edição da Série A. Na época, o principal nome da bola parada era Gustavo Scarpa, atualmente no Nottingham Forest. Com sua saída, Raphael Veiga assumiu o posto.

Gustavo Scarpa era o responsável pelas bolas paradas do Palmeiras em 2022 (Foto: Icon sport)

Já em 2023, o número de gols em bolas paradas caiu, mas não deixou de ser importante para o Palmeiras. Com dez dos 34 gols feitos na competição nacional, a bola parada foi responsável por 29,4% dos tentos alviverdes.

Considerando todas as competições, o Palmeiras fez 32 gols de bola parada em 2023, cerca de 35,9% dos 89 marcados no ano. Em 2022, 62 dos 142 marcados pelo clube foram em jogadas do tipo, equivalente a 43,6%.

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Palmeiras quase iguala seu melhor ataque

Com 34 gols marcados nas 19 rodadas iniciais do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras teve seu segundo melhor ataque em um primeiro turno da competição por pontos corridos disputada por 20 clubes, o que acontece desde 2006. E, por muito pouco, não igualou sua melhor marca.

Em 2016, quando voltou a conquistar a principal competição nacional depois de 22 anos, o Palmeiras anotou 35 gols no primeiro turno, um a mais do que na atual campanha. Em 2018 e 2022, quando também ficou com a taça, o ataque palmeirense marcou 29 e 31 vezes, respectivamente, na primeira metade do campeonato.

Se não conseguiu igualar o feito de 2016, o Palmeiras terá boas chances alcançar seu melhor ataque em um Brasileirão de pontos corridos disputado por 20 clubes. No ano passado, a equipe de Abel Ferreira terminou a competição com 66 gols. Para igualar o próprio recorde, “basta” balançar as redes adversárias mais 32 vezes, coisa que o Alviverde fez nos segundos turnos de 2017, 2018 e em 2022.

Com o atual número, o clube já igualou seu pior ataque na competição. Em 2014, quando ficou em 16º lugar no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras marcou somente 34 gols.

Os melhores ataques do Palmeiras no Brasileirão desde 2006

  • 2022: 66 gols
  • 2018: 64 gols
  • 2016: 62 gols
  • 2017 e 2019: 61 gols
  • 2015: 60 gols
  • 2006, 2009 e 2021: 58 gols
Foto de Felipe Novis

Felipe NovisRedator

Felipe Novis nasceu em São Paulo (SP) e cursa jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Antes de escrever para a Trivela, passou pela Gazeta Esportiva.

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