Ancelotti faz duro diagnóstico sobre a camisa 9 da seleção brasileira para a Copa
Treinador projeta amistoso contra a Tunísia e fala sobre planos para a lista final do Brasil para o Mundial de 2026
Carlo Ancelotti mal se permitiu saborear a vitória por 2 a 0 sobre Senegal, no último sábado (15), naquele que foi o melhor jogo da seleção brasileira sob seu comando. O treinador, aliás, divide a preparação para o amistoso contra a Tunísia, nesta terça-feira (18), com um problema que talvez seja a sua maior preocupação para a Copa do Mundo de 2026.
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (17), véspera da partida, o italiano afirmou que um de seus desafios até o Mundial será encontrar um camisa 9 de referência para a Seleção. O técnico ressaltou que usará os próximos seis meses justamente para definir um atleta para a posição.
— Se um atleta pode jogar em diferentes posições, é melhor para ele. Tem mais chances. Mas tem jogadores especialistas que muito mais complicado mudar de posição. A verdade é que na frente, é difícil. Na frente, não temos especialistas. Isso pode ser muito bom, bom, ou pode ser ruim. Pode ser que precisemos, como dito na coletiva anterior, um centroavante de referência. Temos tempo para avaliar e buscar um atacante de referência nos próximos seis meses — disse Ancelotti.
Sobram candidatos, falta um nome de unanimidade

A procura por um centroavante fala por si só para explicar a carência de atletas da posição. Um problema, aliás, que é crônico. Em 2018, Gabriel Jesus encerrou a Copa sem gol marcado. Em 2022, Richarlison começou bem e acabou mal. Tão mal, que ainda não marcou um gol sequer no ciclo para 2026.
Por isso, sobram candidatos, mas falta um nome para assumir de fato a posição. Ancelotti já falou que pensa em Pedro, do Flamengo, e Igor Jesus como alternativas. Igor Thiago, do Brentford, também virou opção. Ele é o vice-artilheiro da Premier League.
Por outro lado, o treinador tem opções praticamente definidas para um camisa 9 de maior mobilidade. São os casos de Matheus Cunha e João Pedro. Vitor Roque e Endrick correm por fora.
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Técnico se vê obrigado a mudar o que deu certo contra Senegal
Ancelotti promete fazer poucas mudanças no time contra a a Tunísia. Mas a lesão de Gabriel Magalhães o obriga a mexer na função de Éder Militão. O zagueiro atuou como lateral contra Senegal e voltará à função de origem. Wesley será o titular na direita.
— Todos os jogadores estão bem. Infelizmente tivemos a lesão do Gabriel. Vamos substituí-lo por Wesley na lateral direita. Queremos fazer um bom jogo. Seguir na mesma dinâmica do jogo contra Senegal. Um jogo bonito, que a gente gostou. Atitude, qualidade, intensidade. Queremos repetir o mesmo jogo com a mesma qualidade — afirma.
Ancelotti diz se fica na Seleção após a Copa
O treinador também falou sobre as chances de ficar na seleção brasileira após a Copa do Mundo. Com uma boa pitada de bom humor, Ancelotti garante que não conversa sobre renovação, mas que pensa nesta possibilidade
— Não conversamos, mas é possível. Porque eu estou muito bem aqui. Não tenho outra ideia que não seja pensar no Brasil, para seguir, temos que fazer dois. A CBF e eu, não temos pressa. Mas a ideia pode ser de seguir. Eu não tenho problema. O contrato antes do Mundial é muito mais barato e depois pode ser muito mais caro — deixa no ar, aos risos, o italiano.
Os próximos jogos da Seleção
- Brasil x Tunísia — terça-feira, 18 de novembro, às 16h30 (horário de Brasília);
- Brasil x França — Data Fifa de março — (sem data e horário definidos)
- Brasil x Croácia — Data Fifa de março — (sem data e horário definidos)



