Governo chinês ameaça acabar com a festa dos gastos irracionais dos clubes do país
O futebol chinês está voltando seus olhos a jogadores de renome internacional e, consequência natural disso, os valores estão cada vez maiores. Oscar foi contratado pelo Shanghai SIPG por € 70 milhões. Tevez receberá € 37,5 milhões por ano do Shanghai Shenhua. Diante dessa nova escalada, o governo da China, principal incentivador do desenvolvimento do futebol do país, finalmente chegou à conclusão de que os gastos passaram do limite.
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A mensagem foi enviada por meio de um porta-voz não identificado em uma entrevista publicada no site da Administração Geral do Esporte, órgão público chinês que regula o esporte no país. O texto afirma que, no geral, a situação do futebol chinês é boa, no entanto, em meio ao “rápido desenvolvimento”, há algumas preocupações sociais, como clubes “queimando” dinheiro, jogadores estrangeiros com salários altos demais, pouca importância para a formação de jovens e foco apenas no desempenho de curto prazo, negligenciando o longo prazo.
O porta-voz afirmou que o objetivo tem que ser “criar um clube centenário, fortalecer a operação padrão do clube” e disse que a supervisão dos clubes será reforçada. Gradualmente, haverá um “controle de custos de razoável alcance” para garantir uma boa posição financeira, e os clubes falidos serão removidos da liga profissional. Estabelecerá um teto de salários e de dinheiro gasto em contratações, investimento que terá que ser proporcional ao que for desembolsado em formação de jovens e outras medidas.
Em dezembro, a Superliga da China já havia proposto reduzir o número de estrangeiros em cada equipe de quatro para três – com a permissão, ainda, de um asiático não-chinês. Ainda não podemos saber até que ponto essas medidas serão implementadas ou se essa mensagem foi apenas um aviso do governo chinês para os clubes maneirarem um pouco.



