Copa da Ásia

Irã termina com a epopeia da Síria, vence nos pênaltis e está (de novo) nas quartas da Copa da Ásia

Mesmo jogando com um a menos durante toda a prorrogação, o Irã confirmou o favoritismo e derrotou a Síria nos pênaltis

O Irã confirmou que ainda é uma das grandes forças do futebol asiático e se garantiu pela oitava vez consecutiva nas quartas de final da Copa da Ásia. Nesta quarta-feira (31), a seleção iraniana empatou por 1 a 1 com a Síria no tempo normal no Estádio Abdullah bin Khalifa, segurou o placar mesmo com um homem a menos durante toda a prorrogação e levou a melhor na disputa de pênaltis por 5 a 3.

No primeiro tempo, Mehdi Taremi aproveitou o pênalti que ele mesmo sofreu e colocou o Irã em vantagem. Já na segunda etapa, a Síria deixou tudo igual com Omar Kharbin, também de pênalti, e viu Taremi ser expulso ao receber dois cartões amarelos (o primeiro deles por simulação). Depois de uma prorrogação de poucas oportunidades, os iranianos converteram todas as suas penalidades e contaram com a defesa do goleiro Alireza Beiranvand na cobrança de Fahd Youssef para passarem de fase.

Segundo maior vencedor da Copa da Ásia, empatado com a Arábia Saudita com três títulos, o Irã não fica fora das quartas de final do torneio desde 1992, quando foi eliminado na fase de grupos. Agora, o Team Melli terá uma parada dura contra o Japão, no sábado (3), no Estádio da Cidade da Educação, em Doha.

A Síria, por sua vez, fez sua melhor campanha na história da Copa da Ásia ao alcançar o mata-mata pela primeira vez, mas ficou com aquele gosto amargo por saber que faltou pouco para a epopeia ser ainda mais brilhante.

Taremi abre o placar de pênalti

Só o Irã jogou no primeiro tempo. Dominando as ações da partida, a seleção comandada por Amir Ghalenoei criou boas chances, praticamente não sofreu defensivamente e foi para o intervalo com uma vantagem magra. A primeira chegada de mais perigo foi com Sardar Azmoun, que recebeu com liberdade dentro da área e parou em grande defesa com o pé do goleiro Ahmad Madanieh. No rebote, o próprio Azmoun tentou um voleio, mas mandou para fora.

Madanieh, inclusive, não teve vida fácil nesta quarta-feira. Aos 24 minutos, precisou fazer nova intervenção em chute de longa distância de Mehdi Ghayedi. Já aos 26, defendeu em dois tempos o arremate de primeira de Ehsan Hajsafi em sobra na entrada da área após cobrança de escanteio.

O goleiro sírio, no entanto, não foi capaz de impedir o gol iraniano aos 33 minutos. Mehdi Taremi recebeu um passe por cobertura de Alireza Jahanbakhsh dentro da área e levou um empurrão nas costas de Aiham Ousou. O árbitro sul-coreano Kim Jong-hyeok imediatamente assinalou pênalti, que o próprio Taremi converteu ao bater rasteiro no canto esquerdo.

- - Continua após o recado - -

Assine a newsletter da Trivela e junte-se à nossa comunidade. Receba conteúdo exclusivo toda semana e concorra a prêmios incríveis!

Já somos mais de 4.800 apaixonados por futebol!

Ao se inscrever, você concorda com a nossa Termos de Uso.

Síria empata de pênalti e Taremi é expulso

O segundo tempo começou da mesma maneira do primeiro. O Irã teve oportunidades bem mais claras de ampliar o marcador, mas parou na valente defesa síria. Aos seis minutos, Sardar Azmoun recebeu boa enfiada de bola de Alireza Jahanbakhsh dentro da área, ficou frente a frente com Ahmad Madanieh e parou em outra defesa com o pé do goleiro. O atacante ainda ficou com o rebote, mas a segunda finalização foi travada pela marcação.

No lance seguinte, o próprio Azmoun venceu a disputa pelo alto depois de escanteio cobrado pelo lado direito e só não balançou a rede porque Abdul Rahman Weiss tirou de cabeça em cima da linha. Mehdi Taremi  também teve sua chance, em mais um lance de garçom de Jahanbakhsh, mas Madanieh apareceu bem novamente e abafou o chute.

As oportunidades desperdiçadas custaram caro, e a Síria empatou o jogo logo em seu primeiro arremate na segunda etapa. Aos 13 minutos, Omar Kharbin lançou Pablo Sabbag, que deu um leve toque na saída de Alireza Beiranvand e foi derrubado pelo goleiro. Depois de alguma demora, Kim Jong-hyeok foi chamado pelo VAR e marcou a penalidade. Kharbin foi o encarregado da cobrança e não decepcionou, finalizando rasteiro quase no meio assim que Beiranvand indicou que pularia para o lado direito.

Com o empate, a Síria se fechou completamente e dificultou bastante as ações do ataque iraniano. Na melhor chegada do Team Melli, Ahmad Madanieh fez outra enorme defesa com a perna direita em chute de Ali Gholizadeh na entrada da pequena área. Nos acréscimos, a vida do Irã ficou ainda mais complicada com a expulsão de Taremi, que recebeu dois cartões amarelos em pouco mais de dez minutos.

Prorrogação e pênaltis

Os 30 minutos de prorrogação foram de poucas emoções. Com um jogador a mais, a Síria conseguiu equilibrar a posse de bola e chegar ao ataque, mas as muitas bolas levantadas na área não deram em nada. O Irã, por sua vez, não retrancou, mas também não saiu para o ataque para não correr risco de levar o segundo gol. Sendo assim, a disputa de pênaltis foi inevitável.

O Irã converteu suas cinco cobranças com Karim Ansarifard, Ramin Rezaeian, Omid Ebrahimi, Mehdi Torabi e Ehsan Hajsafi, para a felicidade de Mehdi Taremi que não conteve a emoção e chorou bastante durante as penalidades. Já a Síria balançou a rede com Pablo Sabbag, Aiham Ousou e Alaa Al Dali, mas Fahd Youssef não pegou bem na bola e parou na defesa de Alireza Beiranvand.

Foto de Felipe Novis

Felipe NovisRedator

Felipe Novis nasceu em São Paulo (SP) e cursa jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Antes de escrever para a Trivela, passou pela Gazeta Esportiva.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo